10 coisas que você pode fazer agora para lutar pela igualdade de gênero

25 de abril de 2017 - Por

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Apesar de tantos avanços, estamos longe de alcançar a igualdade de gênero. No mundo inteiro, mulheres ainda são privadas de estudar, sofrem violência dentro e fora de casa, passam por apuros no mercado de trabalho e muitas outras dificuldades pelo simples fato de serem mulheres. A luta pela equidade deve começar por nós. Felizmente, todas podemos fazer algo para nos fortalecermos. A seguir, reunimos algumas pequenas atitudes que você pode tomar para lutar pela equidade de gêneros e direitos da mulher.

1. Entenda que isso também é um problema seu

Apesar de sermos todas mulheres, algumas de nós somos mais privilegiadas do que outras, seja por pertencer a uma classe social mais elevada, por ter a pele clara ou ser heterossexuais. Enquanto não assumirmos as lutas de mulheres menos favorecidas, estaremos apenas fingindo que não é conosco. Apesar das diferenças, estamos no mesmo barco e, sim, o problema de uma é o problema de todas.

2. Assine petições

Você só precisa de alguns cliques e cinco minutos. Ao assinar a newsletter de sites como o Change.org e Anistia Internacional, você receberá atualizações de petições – para assinar, muitas vezes, basta fazer login com sua conta no Facebook. Depois, as entidades responsáveis pelo abaixo-assinado encaminham as assinaturas para representantes do Legislativo.

3. Responda enquetes do Senado

O Senado Federal também costuma promover consultas populares sobre diversos temas, incluindo questões de gênero. Nelas, é pedida a opinião dos cidadãos sobre determinados projetos de lei para ter um termômetro do que a população pensa. Um bom exemplo é a consulta sobre o PL que pretende tornar falsa acusação de estupro crime hediondo e inafiançável – que pode tornar ainda mais pesada a criminalização da vítima. Você confere outras matérias em andamento aqui.

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4. Empodere outras mulheres

Em pleno 2017, ainda há quem pense que determinadas profissões, cargos ou atividades não são “coisa de mulher”. Uma ótima maneira de lutar pela equidade é incentivar a quebra deste paradigma. Você pode desde contratar uma mulher para fazer um reparo em sua casa até encorajar uma menina a seguir uma profissão considerada pouco feminina, como engenharia ou carreira em TI.

5. Eduque as crianças

A chave para que as próximas gerações não sofram amanhã com os problemas que ainda enfrentamos é educá-las hoje. Seja em casa ou na escola, cuide para passar estes valores para os pequenos, ensinando noções de respeito, consentimento e equidade – especialmente para os meninos, que aprenderão novas atitudes desde cedo. Incentive-as a se divertirem com os brinquedos que lhe parecerem mais interessantes, independente de gênero – quem disse que menino não pode gostar de boneca? A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie discorre sobre o tema no livro Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto.

6. Ajude ONGs de combate à violência contra mulher

Elas são muitas e estão sempre precisando de auxílio para continuarem apoiando vítimas. E não nos referimos apenas a dinheiro: se você puder doar seu tempo, saiba que será muito bem-vinda.

7. Não julgue outras mulheres, faça fofocas ou seja competitiva

Desde pequenas, somos incentivadas a competir com outras meninas e julgá-las – e, por isso, quebrar este hábito pode ser especialmente difícil. Porém, trata-se de um exercício constante. Por exemplo, se você se pegar julgando a sexualidade de uma mulher por conta do que ela está vestindo, pergunte-se porque está fazendo isso. Lembre a si mesma que todas merecemos respeito, independentemente do que estamos vestindo. Não é uma tarefa fácil, por isso, vá aos poucos e não seja dura demais consigo mesma.

8. Aprenda o quanto puder sobre o tema

Há certo tempo, o feminismo estava restrito às camadas acadêmicas – e, geralmente, mais ricas. Hoje, no entanto, o conhecimento é mais acessível e não é preciso ter um vasto conhecimento acadêmico para se inteirar do assunto. Leia blogs, livros e siga páginas nas redes sociais que possam lhe acrescentar conhecimento. Se você tiver dúvidas, pergunte e abra-se ao novo. Sabendo pelo que você luta, você terá mais fôlego e suas posições e argumentos serão mais firmes.

 9. Denuncie violência

Deixe o ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher” no passado. Se souber de qualquer caso, faça sua denúncia anonimamente através do número 180, disponível 24 horas em todo o País, ou do aplicativo Clique 180. Hoje, a maioria dos casos pode ser denunciado por terceiros, sem a necessidade de a vítima tomar a frente da queixa.

10. Comece a mudança em seu círculo de amizades

Uma andorinha só não faz verão, não é mesmo? Aos poucos, você pode começar a promover uma grande mudança entre as pessoas que estão ao seu redor. Por exemplo, toda vez que aquele primo fizer uma piada machista, explique porque ela é ofensiva. Ou, quando uma amiga disser que afasta o marido das atividades domésticas, diga porque este comportamento perpetua a desigualdade. Enfim, fique atenta a pequenas atitudes que, de início, parecem inocentes, mas colaboram com a desigualdade. Nem sempre você será compreendida, mas não desista de fazer sua parte. Juntas, somos mais fortes!

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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