10 dicas para ser mãe e cuidar da carreira

10 dicas para ser mãe e cuidar da carreira

A maternidade leva muitas mulheres a ouvirem frequentemente a pergunta: “como você faz para ser mãe e trabalhar?”. Por um lado, ela é irritante – ora, por que não fazem a mesma pergunta aos homens? Por outro, ela apenas reflete a realidade de tantas e tantas mulheres que, apesar de terem ido à luta para ajudar no sustento da casa, sequer sentem o respaldo dos parceiros nos cuidados com as crianças.

Essa questão é menos complicada para as mulheres que têm condições de contratar babás ou que, de alguma forma, contam com a ajuda de familiares nos cuidados integrais. Quem não conta com esse suporte, deve se desdobrar como pode. As dicas a seguir são dedicadas a todas as mães que, com condições ou não, precisam se reinventar para abraçarem todos seus papéis.

1. Não banque a Mulher Maravilha

“Tentar dar conta de tudo de forma exemplar pode trazer muito estresse e sobrecarga física e emocional. Aceitar as limitações e buscar o equilíbrio é sempre o melhor caminho”, aconselha Sonia Garcia, especialista em Recursos Humanos.

2. Aceite as mudanças que ser mãe traz

“Aliar a carreira com a maternidade pode parecer um grande desafio quando queremos que as coisas sejam exatamente como antes e quando não entendemos que nossos valores mudam no decorrer da nossa caminhada”, diz Bárbara Hannelore, palestrante, especialista em desenvolvimento pessoal, co-autora do livro Empreendimento de Mulher e colunista do Finanças Femininas.

A especialista ensina que, para conseguir chegar a esse estado de aceitação, é preciso que você entenda o seu momento e aprenda a se ouvir, criando um filtro sobre aquilo que os outros pensam sobre suas decisões. Pode ser que você opte por manter sua atual profissão ou crie novas possibilidades através do empreendedorismo – e isso diz respeito a você, pois não é possível agradar a todos.

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3. Saia do “ponto morto”

Para Hannelore, o momento de maior desgaste emocional relacionado à carreira e maternidade é aquele que acontece entre a descoberta de que é preciso mudar até a tomada de decisão em si.

Por exemplo, imagine que você está parada em um ponto de ônibus e, de repente, descobre que a estação de metrô está a apenas 200 metros de sua atual localização. Então, você fica parada, pensando: “e se eu sair daqui e o ônibus passar? E se eu chegar no metrô e ele demorar para passar? E se acontecer alguma coisa até eu chegar na estação?”

“De repente, você toma a decisão, anda até a estação e percebe que nada que se passou na sua mente, de fato, aconteceu. Mas esse momento entre a descoberta do que queremos e a ação propriamente dita pode doer muito se ficarmos presas no mundo da mente, sem ação”, comenta.

4. Crie novas possibilidades

Esse exercício começa na sua mente. “Que tal, em vez de acreditar em dificuldades, passar a visualizar as inúmeras possibilidades na sua vida? Esse é o primeiro passo”, ensina Hannelore, cuja vida e carreira mudaram drasticamente depois da maternidade – quando ela percebeu com mais clareza quem era e o que realmente queria para sua vida.

“Embora tenha atuado como gestora de serviços de saúde na Secretaria Estadual de Minas Gerais, percebi que aquele trabalho não correspondia aos meus valores de vida. Foi assim que criei a possibilidade de empreender. Minhas escolhas me levaram ao empreendedorismo digital, mas a sua pode ser de manter a sua carreira atual, principalmente se ela atender aos seus valores de vida”, conta.

5. Coloque no papel

Anote todas suas demandas e necessidades, incluindo o tipo de trabalho que você deseja e o tempo que você quer ficar com seu filho. Tendo isso em mãos, é possível traçar um plano de negociação no trabalho, ou mesmo mudar de emprego, sem abandonar a carreira.

“Não existe um jeito perfeito e estático de fazer as coisas e de conduzir a sua carreira após a maternidade. Por isso, conhecer-se e entender exatamente o que você deseja é a melhor forma de traçar o seu caminho”, reforça Hannelore.

6. Conte com suporte

Se você tem um/a parceiro/a, dividir tarefas é fundamental. O mesmo vale se você for mãe solo ou divorciada. “Não deve ser uma questão de ‘ajuda’. Se o filho é dos dois, as responsabilidades devem ser divididas. Contar com suporte familiar ou profissional qualificado para cuidar dos filhos é importante para trazer tranquilidade nas horas de trabalho”, enfatiza Garcia.

Essa segurança é importante tanto para as que percorrem o caminho do empreendedorismo quanto para as que permaneceram em suas rotinas habituais. “Todas precisam desenvolver suporte familiar para que tenham segurança no cuidado de seus filhos durante sua ausência no trabalho e dedicar atenção e qualidade do tempo com os filhos.”

7. Organize-se

A decisão de ter filhos traz a necessidade de organização em todos os segmentos da vida da mulher e do casal – e agir dessa forma ajudará a lidar com o complexo de super heroína.

Organize desde seu tempo de estudo e as tarefas domésticas até os minutos que você passa nas redes sociais. “Tenha uma agenda, trace pelo menos três objetivos diários e cumpra-os. É cansativo no início, mas logo você vai olhar pra trás e ver que valeu a pena todo o investimento”, aconselha Hannelore.

8. Conheça seus direitos

Para Garcia, é fundamental conhecer bem a legislação que protege as mães. “Isso deve ser bem investigado antes de voltar ao trabalho”, diz.

9. Use a tecnologia a seu favor

Enquanto você estiver no trabalho, vale fazer vídeo chamadas, mandar mensagens, entre outras facilidades tecnológicas que lhe permitirão ficar mais perto de seus pimpolhos durante a ausência no trabalho. Além de aquecer o coração, isso também ajudará a dar certa tranquilidade de saber como as coisas estão correndo em casa.

10. Busque equilíbrio

Existe a tendência a priorizar uma ou mais áreas em detrimento de outras – aprendemos a praticar a escassez nas nossas escolhas desde cedo. Por isso, sim, é mais fácil falar do que fazer. Porém, você precisa se dar a chance de respirar fundo e tentar se entender como um todo, e não uma pessoa “fatiada”.

Hannelore defende que somos seres integrais e, para que possamos alcançar a realização e a plenitude, precisamos estar antenadas em todas as áreas da nossa vida.

“Filhos dizem respeito aos nossos relacionamentos. A carreira diz respeito à vida profissional. Se priorizamos filhos e nossos valores são mais alinhados ao reconhecimento profissional, teremos uma tendência a estarmos infelizes na carreira. O desenho de prioridades de investimento de tempo deve ser feito com base nos valores pessoais de cada uma, pois só assim ela vai conseguir leveza nessas áreas e vai conseguir trabalhar todas elas sem se perder de si mesma”, conclui.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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