3 maneiras de ajudar (e aprender com) refugiados

5 de janeiro de 2016 - Por

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Um dos fatos mais marcantes de 2015 foi a crise na Síria, que fez muitas famílias fugirem de seus lares, em busca da oportunidade de reconstruir a vida longe das guerras provocadas pela intolerância do Estado Islâmico (também conhecido como Isis) e da ditadura do presidente do país, Bashar al-Assad. A facilidade de conseguir o visto, um RG, Carteira de Trabalho, passaporte e proteção contra extradição, são alguns dos fatores que atraíram muitos imigrantes refugiados para o Brasil no ano passado.

O último relatório da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) mostrou que, em cinco anos, dobrou a quantidade de refugiados no país. No relatório de 2010 foram registrados 4,2 mil e em agosto de 2015, com o agravamento da guerra na Síria, o número era de 8,4 mil. São Paulo é a cidade latino-americana mais procurada pelos estrangeiros, e tornou-se até sede da Copa dos Refugiados.

Embora tenha sido assunto ao longo do ano passado, esta situação política, social e religiosa que afeta a Síria e outros países árabes e europeus, infelizmente está longe de acabar. Um exemplo mais recente disso são os atentados que atingiram Paris, na França, em novembro.

Mas em um país tão oportuno e receptivo como o Brasil, é possível colaborar para ajudar aqueles que sofrem diretamente com a crise, este é outro fator que atrai refugiados. Os brasileiros se organizam em ONGs e até criam startups que podem ajudar na adaptação de quem já sofreu muito em seu próprio lar. Estas ações também facilitam o acesso de brasileiros que desejam colaborar com o avanço destas famílias no país, então confira nossa lista e adicione ao menos uma dessas ações à suas metas de 2016.

1. Aprenda o idiomas deles

Muitas pessoas optam por aprender um idioma com um professor nativo na língua para absorver não só os conhecimentos gramática, como também a melhor pronúncia e as origens de expressões, que podem ser culturais ou históricas. Por isso, no Brasil, as aulas ministradas por professores que são refugiados têm sido cada vez mais procuradas.

Na escola Abraço Cultural em São Paulo por exemplo, a expectativa de inscritos para os primeiro cursos de francês, inglês, espanhol e árabe, que aconteceram em julho desse ano, era de 40 pessoas, mas foram necessárias 12 turmas para dividir os 123 alunos no início.

Já na terceira edição, o curso promove trabalho, renda e valorização pessoal para pelo menos 10 professores refugiados. Logo, além de aprimorar seus conhecimentos linguísticos e culturais, você também ajuda os refugiados a se estabilizarem no país.

Outras informações sobre as aulas no Abraço Cultural, podem ser obtidas no site oficial da instituição. Mas se você não for de São Paulo, procure em sua cidade ou na capital de seu estado, por ONGs que apoiam o trabalho de refugiados no país.

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2. Conheça sobre culinária estrangeira

A cozinha de um outro país ensinada por seus nativos é uma outra forma direta de troca de experiência, cultura, e também de ajudar os refugiados no Brasil. Eles têm dividido sua cultura de origem por meio da comida. Novos restaurantes vêm sendo abertos pelos estrangeiros que encontram na culinária, uma oportunidade de negócio e empreendimento.

Outra vertente ensina a por a mão na massa, ao invés de somente saborear os pratos. As aulas de culinária ministradas por estrangeiros são muito populares, principalmente a da comida árabe, em função do aumento de imigrantes sírios no Brasil. A plataforma Migralix (que também oferece cursos de idioma, dança e escrita estrangeira) é uma das mediadoras desses cursos. Pesquise por Ongs e novos restaurantes em sua cidade.

3. Contrate um refugiado

Eles vêm para o Brasil com a expectativa de uma vida melhor, mesmo correndo o risco de não serem aceitos em função de preconceitos religiosos e as barreiras da língua.

Para reverter esta situação, o empresário criador da startup Wall Jobs e descendentes de sírios, Henrique Calandra, desenvolveu outra plataforma, a Jobs for Refugees. O site funciona como um LinkedIn para refugiados desempregados encontrarem empresas que pretendem dar oportunidades à eles.

Fotos: Shutterstock

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Karoline Gomes

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