4 dicas de como administrar o dinheiro do casal

4 dicas de como administrar o dinheiro do casal

Muitas mulheres vivem a realidade de administrar não somente o próprio dinheiro, mas também a renda do casal. Pagar as contas, fazer as compras do mês, cuidar das despesas com os filhos, saber o que é prioridade e trabalhar fora de casa… Ufa, são muitas escolhas! Esse é exatamente o caso de Luana Tamires Viana, que escreveu para o Finanças Femininas pedindo mais dicas de como gerir o dinheiro da família.

Sou casada, tenho dois filhos, um de 3 anos e outro de 2 meses. Meu marido e eu somos servidores públicos, ele na área militar e eu servidora municipal. Tentamos manter as finanças em dia, sem extrapolar muito os gastos mensais. Até estamos conseguindo fazer uma poupança, com o objetivo de ser um fundo de emergência.

Estamos planejando futuramente comprar uma casa e trocar de carro, já que a família cresceu! E eu como dona da situação (e do dinheiro) queria ver dicas de como montar um planejamento financeiro que unifique nossas rendas e nossos gastos, e como poderemos economizar e investir para realizar nossos sonhos”, conta.

É bem comum encontrar histórias semelhantes a essa entre nossas leitoras. Para ajudar a Luana nessa situação, pedimos ajuda para três especialistas sobre como administrar o dinheiro do casal. Confira:

1 – Não perca o controle de vista

Em meio a tantas tarefas do dia a dia, é muito fácil se perder no controle das finanças. Para isso, é importante que as entradas e saídas de dinheiro sejam sempre anotadas – seja em uma planilha, aplicativo ou mesmo em um caderno. No caso das despesas, separe as que são regulares (aluguel, condomínio, colégio dos filhos) daquilo que são gastos eventuais (viagens, presentes, jantares fora de casa).

Verifique qual o valor da receita está comprometido com as despesas regulares. Isso significa que esse dinheiro nunca é seu, mas, sim, da casa. “O saldo dessa conta é o que pode ser utilizado para as despesas eventuais. Considere ainda, se houver condições, de reter algum valor em investimentos. Acompanhe mensalmente a realização desse planejamento e vá fazendo as correções necessárias para o próximo mês”, pontua Sergio Dias, economista e consultor do SEBRAE.

“Costumo dizer que, quando não controlamos o dinheiro, ele nos controla. É fácil perceber essa inversão quando a pessoa deixa de computar os gastos – muitas vezes porque encarar os fatos dói -, e acaba se tornando escrava do dinheiro, quando na verdade, o dinheiro é que deveria trabalhar para ela”, comenta Lucia Mantovani Stradiotti, especialista em finanças da empresa Mãe por Inteiro.

2 – Planeje tudo com antecedência

Quem não gosta de viajar com a família durante as férias? Ou poder comprar um carro novo, reformar a casa? Tudo isso requer uma boa quantia de dinheiro e o principal, muito planejamento. Para isso, é importante incluir no cronograma mensal o valor das parcelas futuras, a fim de ajustá-los aos gastos fixos da família.

“Considerar 12 meses para frente é bastante razoável. Outra dica importante é ter uma conta bancária que não seja nem a pessoal da esposa, nem a do marido. Faça uma terceira conta para centralizar as rendas, os gastos e os investimentos”, pontua Alexandre Prado, economista e especialista em finanças.

3 – Economize e invista para realizar os seus sonhos

A sensação de realizar um grande sonho é impagável. E para conseguir alcançar isso, é importante ter um planejamento e estabelecer os objetivos de curto, médio e longo prazo. O primeiro passo é construir uma reserva de emergência – cerca de 3 a 6 vezes os gastos fixos mensais. Lembre-se, esse recurso deve ser usado apenas em caso de necessidade. Afinal, ninguém está livre de surpresas desagradáveis.

Depois da reserva constituída, deve-se formar uma carteira de investimentos. “O ideal é destinar de 10% a 20% da renda mensal para os investimentos. A composição da carteira varia de pessoa para pessoa e a ajuda de um consultor financeiro é altamente recomendável”, esclarece Prado.

Para Lucia, é muito importante que o casal tire um tempo para falar dos sonhos de cada um e decidir, juntos, quais serão patrocinados primeiro. “Depois, transforme o sonho em uma meta. Determinar um prazo e entender a importância para ambos de se realizar aquilo é fundamental. Por último, analise a situação financeira e defina o que de fato pode ser reduzido ou cortado, ao menos temporariamente, em prol da realização daquele sonho combinado”, ressalta.

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4 – Ensine divisão de tarefas e planejamento financeiro para os filhos

Para conseguir economizar de forma eficiente, é fundamental que todos da família embarquem nessa jornada. Quanto antes começar a ensinar o valor do dinheiro para os pequenos, melhor. Segundo Lucia, educar os filhos financeiramente é tão importante quanto educá-los emocionalmente.

“Nós, adultos de hoje, somos uma geração com muitos problemas financeiros e dívidas sem fim. E a causa disso é não termos tido uma educação financeira de qualidade na infância. A criança desde cedo consegue entender que tudo tem um valor, que são necessárias escolhas, que o dinheiro é fruto do trabalho dos pais e tem de ser usado com sabedoria”, pondera.

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Existem muitas maneiras de incluir os filhos no planejamento financeiro da casa. Estabeleça mesadas e ganhos por tarefas e planeje junto com ele a compra do que ele deseja, como brinquedos, por exemplo.

“Muitas vezes as crianças não dão valor ao dinheiro – pensando que tudo é fácil e basta pedir ao Papai Noel – simplesmente porque os pais também não têm a capacidade de instruí-las neste quesito. Adquirir novos conhecimentos sobre finanças pessoais, ainda que básicos, levará toda a família a conquistar resultados melhores em termos financeiros”, conclui Prado.

A Luana está indo pelo caminho certo!

A Luana nos contou que começou a cuidar das finanças quando passou a morar sozinha, ainda solteira. Sempre anotava tudo o que gastava e, o que sobrava, colocava na poupança. Nesse período, ela conseguiu conciliar trabalho e estudos, ao fazer faculdade em Administração Pública à distância. Depois disso, o filho, fruto do primeiro relacionamento, veio para aumentar as responsabilidades e o planejamento financeiro da casa.

Ao conhecer seu atual marido e se mudar de cidade, Luana começou a passar por outro problema financeiro. Durante o período de transição entre os dois empregos, ela ficou muito tempo em casa sem dinheiro. Com o salário do marido atrasado, passou a administrar todas as despesas da casa a fim de conseguir dar conta de tudo.

“Aprimorei o sistema de controle de finanças, usando planilhas eletrônicas para lançar os gastos, contive as despesas do cartão de crédito e estabeleci um limite próprio mensal para utilizá-lo. E assim, mesmo com o fato de ele receber parcelado, começamos a estabilizar as contas. Logo, fui empossada no cargo o qual passei no concurso e tive a maravilhosa notícia de ser mãe novamente”, relembra. Hoje, além dela cuidar das finanças da família, também cuida das finanças de uma cidade, e leva o exemplo de casa para a área pública.

“No momento, graças a Deus e ao nosso esforço, conseguimos fazer uma economia com o objetivo de ter um fundo de emergência. Em curto prazo, estamos buscando uma melhoria de vida, tanto no aspecto pessoal quanto financeiro. Pretendemos procurar uma cidade com mais opções de escolas e assistência médica, principalmente para os nossos filhos. Estou estudando para outros concursos públicos para não ficar sem trabalho e poder continuar a exercer minha profissão”, afirma.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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