5 sinais de que você está no caminho errado profissionalmente

5 sinais de que você está no caminho errado profissionalmente

Você é do tipo de pessoa que sofre com o fim dos domingos e não gosta das segundas-feiras? Pode ser que você esteja no caminho errado profissionalmente. Um dos motivos para não se ter vontade de ir trabalhar é a desmotivação – e isso não é legal para sua carreira, seja ela qual for.

É comum encontrar profissionais insatisfeitos em suas profissões, seja por terem feito a escolha cedo demais ou por tomarem decisões baseados nas atividades de familiares. Estas e outras circunstâncias, muitas vezes, trazem insatisfação e falta de realização profissional, quando a maturidade e experiência prática começam a apontar incompatibilidades entre formação e aptidões.

“Geralmente, o profissional percebe que não está feliz no que faz, sente-se permanentemente desmotivado e não consegue ser produtivo em sua rotina. Muitas vezes a pessoa desenvolve doenças psicossomáticas como consequência destes desajustes, quase como uma busca inconsciente do afastamento do trabalho. Também podem ocorrer feedbacks negativos por parte de gestores, desajustes em relação ao ambiente do trabalho, alto nível de estresse e incapacidade de reagir para ter melhor rendimento”, alerta a especialista em RH Sonia Garcia.

1 – Reclamar, reclamar e reclamar

O primeiro sintoma de quem está infeliz no trabalho é reclamar de pequenas coisas, sem nem saber o porquê. Sentir-se sem propósito e que tudo relacionado ao trabalho está chato afetará não só seu desempenho na função, como também na sua vida particular.

“Todas as pessoas deveriam reclamar menos e ter mais atitudes proativas em benefício próprio e do grupo para melhorar o ambiente onde vivem a maior parte do tempo. Seja criativa. Identifique condições que te deixam motivada e verifique a possibilidade de conversar com pessoas de outros departamentos para ampliar suas relações interpessoais na empresa”, pontua Sonia.

2 – ‘Não acredito que chegou sexta-feira’

Se você não está com disposição para o trabalho logo de manhã, é a hora de começar a ponderar sobre o que está acontecendo. Falar que “não acredito que chegou a sexta-feira” ou “graças a Deus o dia acabou” demonstra sentimentos de infelicidade, que a semana é pesada e a única forma de satisfação é contar, todos os dias, a hora para ir embora e a aproximação do o fim de semana.

3 – Já não produz na mesma velocidade

Todos esses sentimentos, juntos, podem causar problemas mais graves, como uma tristeza profunda e até depressão, caso não sejam cuidados por você, com o auxílio de um profissional. “Além disso, em estágios mais avançados, pode acontecer de a pessoa ter vontade de chorar e pedir demissão, mesmo sem um emprego em vista. Pessoas infelizes também tendem a produzir menos, se sentirem desengajadas com o trabalho e, consequentemente, perdem prazos”, avalia Lilian Cidreira, RH e CEO do Future Minds.

4 – Não se enxerga na carreira em longo prazo

Quais são os seus planos profissionais para daqui cinco ou dez anos? Se a sua resposta for querer desesperadamente estar aposentada, ou fazer qualquer outra coisa que não relacionada ao seu momento atual, reveja como está sua carreira agora. Trabalhar em algo que não te traz felicidade é uma forma de adoecer o corpo e a mente.

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“Pode ser que o profissional, por mais que tenha sido feliz na carreira, esteja em uma fase que queira aprender coisas novas e na empresa não haja espaço para isto. Outro fator é a falta de oportunidade de crescimento. É normal que as pessoas busquem formas de continuar crescendo na profissão e, quando não enxergam esta possibilidade na empresa em que atuam, acabam por ficar desmotivadas com o tempo”, pondera Lilian.

5 – Problemas com a chefia ou com os colegas de trabalho

Nada mais desanimador do que trabalhar com pessoas com quem tenha algum tipo de problema ou desavença. Muitos profissionais acabam pedindo demissão não por causa da empresa, mas sim do chefe ou colega. “Não ter bons líderes na organização pode gerar um impacto negativo e de desmotivação na equipe”, ressalta Lilian.

Ainda tem dúvidas de que está no caminho errado profissionalmente?

Não é fácil passar por esse momento de transição. Decidir que está com problemas na carreira e que é momento de mudar pode demorar um tempo, mas é importante perceber esses sinais para que você tenha consciência do que precisa ser alterado em sua rotina.

A dica de Lilian é que a profissional reserve um tempo para conhecer as próprias características pessoais e como elas podem convergir com determinadas profissões. “Isso também gera insumos para identificar culturas organizacionais que podem ser aderentes ao seu perfil. Com estas informações em mãos, recomenda-se conversar com profissionais que já atuam há algum tempo na área, para que se possa conhecer melhor os desafios, pontos fortes e pontos fracos da carreira. Uma vez tomada a decisão sobre a mudança, deve-se traçar um plano de desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais, para que o profissional possa desenvolver a carreira de acordo com os pontos levantados”, conclui.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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