7 ciladas com dinheiro para evitar nos investimentos

27 de abril de 2018 - Por

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Por mais experiente que você seja, sempre é possível cair em ciladas com dinheiro – ainda mais quando falamos sobre investimentos. Existem muitas informações desencontradas na internet e, em busca de alguma luz, ainda é possível que você caia na conversa fiada de algum gerente de banco interessado apenas em bater suas próprias metas.

Por isso, você precisa ser esperta e conhecer bem as armadilhas que não pode cair de jeito algum. Reunimos sete delas a seguir, veja!

1) Alto período de carência

Ao procurar um investimento de renda fixa, você pode se deparar com um CDB que, a princípio, parece ótimo: rendimento de 130% do CDI. Porém, você teria que deixar seu dinheiro parado nesta aplicação por três anos. O mesmo acontece com outros investimentos de liquidez baixa, como LCIs e LCAs. Esse é o tal “período de carência”.

Em alguns casos, investimentos de baixa liquidez têm, sim, rentabilidade atrativa e podem ser boas alternativas quando não há pressa em usar o dinheiro aplicado. Porém, não ignore o fato de que você não poderá sacar essa grana se algo acontecer. Se você decidir investir de fato naquele papel, não coloque todo o seu patrimônio dele. Se for precisar de dinheiro, você pode acabar sendo forçada a pegar um empréstimo!

2) Títulos de capitalização

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Muitos gerentes os enaltecem como “ótima alternativa” à poupança – que, conforme já falamos diversas vezes, pode ser uma boa como aplicação de curto prazo e para guardar seu fundo de emergência.

No caso dos títulos de capitalização, você teria que “investir” certa quantidade de dinheiro por dois a cinco anos, sem ter como movimentá-lo, pagando cotas, taxas e suportando uma rentabilidade absurdamente baixa. Além disso, como o dinheiro fica basicamente parado, o valor também sofre pela corrosão da inflação, perdendo seu poder de compra. É ou não é uma grande cilada?

3) Taxas altas

Simulações feitas recentemente pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) apontaram que com a taxa Selic a 6,5%, a poupança é mais vantajosa do que uma série de fundos de renda fixa – principalmente aqueles com taxas de administração superiores a 1% ao ano. Essas taxas salgadas são comuns nos famosos fundos DI, especialmente os de bancos de grande porte. Clique aqui e confira quando a poupança é mais vantajosa.

4) Taxa de carregamento na previdência privada

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Existem dois modelos de cobrança: toda vez que a investidora faz um aporte ou apenas no momento do resgate. No primeiro caso, se você investe um pouco todo mês, vai acabar perdendo uma bela grana no final das contas. Fuja dessa e opte por planos de previdência cuja taxa só seja cobrada no momento do resgate.

5) Promessa de rentabilidade em renda variável

Essa pegadinha é muito comum em esquemas de pirâmide e fraudes financeiras, por isso, todo cuidado é pouco. Não é possível prever rentabilidade quando se aplica em renda variável. E, mesmo que os supostos administradores dos fundos afirmem que sim, um bom histórico de rendimento no presente não é garantia de que o padrão se repita no futuro.

6) Efeito manada

Quando muitas pessoas validam algo como bom – seja uma tendência de moda, um novo restaurante ou um investimento -, é natural acreditarmos que, se tanta gente está achando bacana, isso deve ser verdade. Este pensamento, porém, é perigoso: o chamado efeito manada ocorre quando pessoas ou grupos agem ou reagem da mesma forma, como uma manada de bois, e pode atingir até mesmo quem se julga muito esperta.

Não é por acaso que ele é o pai de bolhas financeiras. Lembremos, por exemplo, dos investimentos em bitcoins. Um estudo conduzido por especialistas da Harvard Business School comparou os padrões de bolhas financeiras no mercado tradicional com o padrão de valorização do bitcoin. A conclusão foi de que há um risco maior do que 80% da bolha da criptomoeda estourar em breve. A opinião é dividida por diversos especialistas, entre eles ganhadores de prêmios Nobel de economia.

Já diria sua mãe: você não é todo mundo!

7) Confiança cega no gestor

Enquanto investidora esperta e consciente, você tem o dever de acompanhar o noticiário. Isso lhe ajudará a não ficar nas mãos do gestor de suas aplicações. Sim, sabemos que, em tese, ele é uma pessoa capacitada – e esperamos que você tenha pesquisado bastante antes de deixar seu dinheiro nas mãos dele. Porém, lembre-se que gestores são seres humanos e, como tal, falham. Tenha o mínimo de controle e procure saber tudo que está acontecendo em sua carteira de investimentos.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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