7 cineastas de filmes brasileiros que você precisa conhecer

7 cineastas de filmes brasileiros que você precisa conhecer

Os filmes brasileiros nem sempre são a primeira opção de quem vai ao cinema buscando passar o tempo. No entanto, eles mostram nossa própria realidade por meio do olhar artístico e sensível – especialmente quando falamos de curtas e longa-metragens dirigidos e roteirizados por mulheres. No Brasil, temos diversos talentos femininos galgando prêmios internacionais, reconhecimento e construindo obras de aplaudir de pé – e você precisa conhecê-las. Por isso, fizemos uma lista com algumas das cineastas mais relevantes do nosso País. Confira e assista mais mulheres!

1. Ana Carolina

Nascida em 1945, começou sua carreira na década de 60 e, depois de uma pausa nos anos 80, voltou entre 2000 e 2010. Seu cinema ficcional é cheio de referências à condição da mulher – caso do Mar de Rosas (1977), que questiona a estrutura de poder nas famílias da época, Das Tripas Coração (1982) e Sonho de Valsa (1987) –, mas ela também dirigiu documentários, como Getúlio Vargas (1974). Mais recentemente, dirigiu três longas: Amélia (2000), Gregório de Matos (2003 ) e A Primeira Missa (2014).

2. Anna Muylaert

Diretora e roteirista (foto), dirigiu os dramas Que Horas Ela Volta? (2015), Mãe Só Há Uma (2016) e É Proibido Fumar (2009), além da comédia Durval Discos (2002) e do suspense Chamada a Cobrar (2012). Também foi responsável pelo roteiro de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006). Estes longas lhe renderam muitos prêmios, entre eles, premiações no Festival de Sundance e no Festival de Berlim. Sua principal matéria-prima são as questões sociais brasileiras – sempre tratadas com um olhar crítico, sensível e humanizado.

3. Juliana Antunes

Não se engane pela idade: a jovem mineira já estreou com grande impacto. Seu longa de estreia foi Baronesa, que mostra a vida na periferia de Belo Horizonte sob a ótica de duas mulheres – veja aqui a resenha. O filme rendeu à cineasta premiações no Festival Internacional de Cinema de Marseille e na Mostra de Tiradentes, entre outros.

4. Katia Lund

O sucesso Cidade de Deus (2002) tem as mãos da diretora e roteirista brasileiro-estadunidense, que co-dirigiu o longa ao lado de Fernando Meirelles. No entanto, sua atuação retratando a periferia carioca vem de antes: ela também co-dirigiu o documentário Notícias de uma Guerra Particular (1999), que se aprofunda na rotina de traficantes e moradores da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. Também colaborou com o clipe They Don’t Care About Us, de Michael Jackson, co-dirigiu a série (fdp), exibida pela HBO Brasil e o filme Crianças Invisíveis – uma colaboração franco-italiana com diretores de diversas partes do mundo.

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Lais Bodanzky recebendo premiação no Festival de Cinema de Gramado (Foto: Diego Vara / Pressphoto)

5. Laís Bodanzky

Seu longa de estreia Bicho de Sete Cabeças (2001) se tornou não apenas um clássico do cinema brasileiro, mas um marco para debater a luta antimanicomial em nosso País. Porém, Bodanzky não parou por aí e, mais tarde, rodou Chega de Saudade (2007), As Melhores Coisas do Mundo (2010), O Ser Transparente em Mundo Invisível (2011) e Mulheres Olímpicas (2013). Seu último longa lançado foi Como Nossos Pais (2017), que debate não apenas os diversos papéis da mulher nos dias de hoje, mas mostra com sensibilidade os conflitos geracionais que nos permeiam.

6. Lúcia Murat

Sua produtiva carreira traz mais de 10 longas – boa parte deles carregados pelo olhar de sua experiência como ex-integrante da luta armada contra a ditadura militar, quando foi torturada. É o caso de Que Bom Te Ver Viva (1989), Uma Longa Viagem (2011) e A Memória Que Me Contam (2013). O último filme lançado, Praça Paris (2018), é um thriller psicológico que mostra como a paranóia social e o racismo podem levar a atos perversos.

7. Yasmin Thayná

A única mulher negra dessa lista vem se destacando graças ao seu cinema, que celebra a negritude. Thayná é criadora do AFROFLIX, plataforma online lançada para divulgar filmes produzidos, dirigidos ou protagonizados por negros. Já dirigiu dois curtas: Kbela (2015) – sobre ser mulher e tornar-se negra –, Batalhas (2016) – sobre a chegada do funk ao Teatro Municipal do Rio – e a websérie AfroTranscendence. Vale a pena ficar de olho neste talento promissor!

Fotos: Reprodução e Divulgação/Festival de Cinema de Gramado (Diego Vara / Pressphoto)

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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