7 mulheres guerreiras que você não conheceu nos livros de História do Brasil

19 de janeiro de 2019 - Por

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O Brasil, marcado pela complexidade da construção de sua história, tem a diversidade como uma de suas principais características. Entender e conhecer cada vez mais todos os capítulos que nos trouxeram até aqui é uma tarefa grande e necessária. Os livros de História mais tradicionais muitas vezes deixam de fora figuras femininas que foram importantíssimas para o nosso País, mas não podemos deixar que a memória delas se perca. O site As Mina na História se dedica justamente a destacar a vida de mulheres guerreiras, irreverentes e revolucionárias. Reproduzimos aqui alguns exemplos de grandes mulheres mencionadas no site citado que talvez você não tenha conhecido nas aulas de História.

1. Matilde Magrassi

De origem italiana, Matilde Magrassi foi uma libertária e propagadora de ideais anarquistas no Brasil e na Argentina no século XX. No Brasil, há registros de que viveu entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Contribuiu para a imprensa operária brasileira em artigos relacionados à educação e emancipação feminina. É considerada uma das precursoras do movimento denominado anarcofeminismo.

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2. Mãe Menininha do Gantois

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Maria Escolástica da Conceição Nazaré é considerada a mãe de santo mais famosa que já existiu na Bahia. Conhecida como Mãe Menininha, ela foi a Yalorisá que dirigiu o Ilê Iyá Omi Asé Iyamassê (Terreiro do Gantois), entre 1922 e 1986. Sua liderança foi extremamente importante para a liberdade religiosa do Candomblé, tendo em vista que os membros da religião sofriam forte repressão policial entre os anos de 1930 e 1940. Em meio a este clima de tensão, Mãe Menininha se destacou por sociabilizar a religião de matriz africana entre intelectuais, artistas, políticos e religiosos de outras religiões. Entre seus filhos de santo estão Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

3. Celina Guimarães Viana

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Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, a professora Celina Guimarães Viana foi a primeira eleitora do Brasil. Em 1927, o estado foi o primeiro a regular o serviço eleitoral e passou a não fazer distinção de gênero para votação. A partir daí, ela entrou com uma petição para entrar para a lista de eleitores do município e teve a autorização judicial. Seguindo o princípio da sororidade, encaminhou uma correspondência ao Senado pedindo que o direito também se aplicasse a todas as mulheres.

4. Alzira Soriano

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Ela foi a primeira mulher a ser prefeita no Brasil e na América Latina. Em 1928, aos 32 anos, venceu com 60% as eleições para a prefeitura de Lajes, no Rio Grande do Norte. Em 1930, por insatisfação com a eleição de Getúlio Vargas para a presidência, deixou o cargo. Em 1947 foi eleita vereadora na cidade de Jardim de Angicos, e cumpriu três mandatos.

5. Alice de Toledo Ribas Tibiriçá

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Foi ela a responsável pela instituição, no Brasil, de datas importantes como Dia das Mães e Dia Internacional da Mulher. Nascida, em 1886, em uma família de aristocratas de Ouro Preto, foi uma notória feminista que realizou grandes conquistas no Brasil. Criou o Instituto de Ciências e Artes Santa Augusta, em São Paulo, com cursos profissionalizantes de agricultura para mulheres do interior do estado. Lutou pela participação feminina na política e pelo direito ao voto feminino. Foi presa em 1949 junto a outras militantes durante uma passeata promovida pela Associação de Mulheres de São Paulo. Fundou, ao lado da filha, Maria Augusta Tibiriçá, a Federação das Mulheres do Brasil.

6. Marietta Baderna

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Você sabia que foi essa notável dançarina quem deu origem ao termo baderna da forma como usamos na língua portuguesa? Nascida na Itália, exilou-se no Brasil junto com o pai em 1849. Fez sucesso nos palcos, principalmente no Teatro São Pedro de Alcântara. Foi líder de greves e acrescentou elementos do lundum, dança afrobrasileira, em passos de dança clássica. Participou do movimento abolicionista e ajudou na formação de quilombos no Rio de Janeiro. Era mal vista na sociedade escravista e conservadora de D Pedro II, por isso frequentemente sofria boicotes em seus espetáculos. Seus fãs, que ficaram conhecidos como baderneiros, gritavam e batiam os pés a cada boicote sofrido por ela, daí a origem da palavra.

7. Gilka da Costa de Melo Machado

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Foi a primeira mulher a escrever poesia erótica no Brasil. Além disso, foi sufragista e fundadora do primeiro partido feminino brasileiro. Em 2016, sua primeira obra, Crystaes Partidos, completou um século. Nascida na capital fluminense, veio de uma família de artistas. A carreira de poeta decolou a partir de 1915. Destacou-se por se afastar daquilo que era considerado poesia feminina naquele período e apostou em um eu lírico ousado, liberal e erótico. Foi disruptiva ao abordar os anseios femininos e o prazer sexual. Foi pioneira na libertação poética das mulheres e também teve grande relevância como ativista política e social.

Fotos: Reprodução/As Mina na História e Site Celina Guimarães Viana

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