7 passos para renegociar as dívidas

25 de junho de 2013 - Por

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Quando vai comprar algum presente ou um objeto, sempre prioriza o parcelamento? Cuidado! Se não for muito organizada, pode se envolver com dívidas a perder de vista. O problema começa quando você perde a noção e se enrola no pagamento.

Esta situação é comum para muitos brasileiros. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de março de 2013 pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), cerca de 30% da renda das famílias estão com renda comprometida com dívidas.

O primeiro passo é assumir que está enrolada e que perdeu o controle da situação. Isso não é vergonha pra ninguém, ok? Aliás, é de grande valor identificar as suas dificuldades. Desta forma fica fácil superar e seguir em  frente para resolver. Não fique se lamentando, afinal o problema já está ali. Agora parta para a solução!

Visualize tudo em uma planilha. Essa parte é um pouco chata, mas muito importante. Só assim consegue ver de fato o tamanho do problema. Para facilitar a construção da planilha, veja no final das faturas o CET (Custo Efetivo Total). Fica fácil saber quanto paga de juros e outros valores incluídos em cada uma das suas dívidas.

Use a sinceridade ao seu favor. Por mais constrangida que estiver, já assumiu que tem uma dívida. Vá até a financeira, banco ou credora que tem dívidas e converse. Abra o jogo e diga que tem interesse em pagar, porém não da forma que eles estão lhe propondo. Aos poucos e com muito diálogo vão entrar num meio termo. Mas atenção: financeiras e companhia costumam cobrar juros abusivos! Se você já está nessa fria, avalie a possibilidade de pegar um empréstimo em um banco, mais barato, para pagar na financeira – assim sua dívida cresce mais devagar.

No entanto, você precisa tomar muito cuidado ao fazer novos empréstimos. A chave é ver o custo da dívida total e avaliar se os juros finais que você paga são realmente menores do que os que já estava pagando. Uma dica é tentar o empréstimo consignado, em que os juros são menores. A partir de agora, todas as decisões que tomar tem que ser ao seu favor.

Depois de ter feito tudo isso, não tem jeito. Agora é a hora de pagar tudo que deve! Faça um planejamento para não ficar atrapalhada e não esquecer de nada. Caso seja necessário, marque tudo numa agenda e coloque alarme no celular. Alguns aplicativos de celular podem facilitar a sua vida nesta hora. Não perca tempo e fique livre do saldo negativo de uma vez por todas!

Segure as rédeas! Faça o mínimo de gastos. Como ainda está com o nome sujo e com dívidas, precisa poupar. Tente ficar mais em casa, faça programas gratuitos e organize suas coisas, como armário, gavetas e papéis. Estando mais ocupada, menos tempo terá para se preocupar com besteiras e fazer novas dívidas.

Já passou por essa situação?

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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