70% dos brasileiros não possuem plano de saúde, diz estudo

1 de março de 2018 - Por

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Os gastos com saúde pesam, e muito, no orçamento. Por isso, 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular – seja ele individual ou empresarial –, aponta um levantamento do SPC Brasil e da CNDL com o Instituto Ibope. O percentual é ainda maior entre as classes C, D e E: 77%.

Quando essas pessoas sem plano de saúde precisam de atendimento, 45% afirmam lançar mão do Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante (25%) arca com as despesas com dinheiro do próprio bolso.

O preço do plano de saúde

O objetivo do estudo, feito com 1.500 consumidores das capitais do País, é medir o impacto dos gastos com saúde no bolso do brasileiro – que é grande. Para que se tenha ideia, os entrevistados que pagam plano individualmente (11%) gastam, em média, R$ 439,54 por mês. Desses, 48% admitem abrir mão de algo em seus orçamentos para pagarem o serviço de saúde.

Diante dessa realidade, não é surpresa que quatro em cada dez entrevistados (42%) tenham escolhido o plano de preço mais acessível, sendo que a qualidade dos hospitais e clínicas oferecidos vem apenas em segundo lugar nos critérios de escolha (33%). Em terceiro lugar está a recomendação de outras pessoas (22%).

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Outro dado mostra que 47% dos que pagam plano de saúde particular optam pelo modelo de coparticipação – quando o usuário paga parte do valor dos procedimentos e exames. Apesar de a mensalidade normalmente ser mais barata, nem sempre esses planos são mais vantajosos, do ponto de vista financeiro. Por exemplo, quem costuma passar por mais consultas e exames pode acabar no prejuízo. “A dica para quem pretende contratar essa modalidade é estudar se o modelo de coparticipação realmente vale a pena”, ensina Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Dívidas de saúde

Apesar de gastos com saúde serem prioridade para os entrevistados – 97% estão com as mensalidades em dia –, o preparo para lidar com essas despesas pode estar aquém. Os institutos descobriram que 74% não possuem nenhum tipo de reserva financeira para imprevistos e, entre os 26% que possuem, apenas 4% é direcionada exclusivamente para saúde.

Desta forma, 25% dos entrevistados tiveram o nome incluído em serviços de proteção ao crédito por motivos de saúde no último ano, sendo a perda de emprego o principal motivo (37%) e, em seguida, gastos fora do planejamento sem ter reserva financeira para pagar as despesas (19%). A maioria (80%) alegou não fazer nenhum tipo de controle formal de gastos com saúde.

E quem não tem plano de saúde: o que fazer?

Existem diversas alternativas econômicas para quem precisa cuidar da saúde, mas não pode bancar um plano de saúde e nem quer depender exclusivamente do SUS:

1) Clínicas populares

O preço acessível, a agilidade no agendamento das consultas e a ausência de taxas são alguns dos atrativos aos pacientes. Algumas contam com diversos especialistas, como o dr. consulta e a partmed, enquanto outras têm modelo mais enxuto, como o Dr. Agora. Esses serviços não são focados em emergências.

2) Aplicativos de consultas domiciliares

Apps como o Docway, Beep Saúde e Dr.Vem permitem que os pacientes agendem atendimentos em casa com diversas especialidades. Também não tem foco em emergências, mas em consultas eletivas – aquelas sem grande complexidade.

Veja mais dicas nessa matéria: Como cuidar melhor da saúde sem convênio médico.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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