A história de Malala Yousafzai, a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz

13 de outubro de 2014 - Por

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Como você imagina que reagiria se fosse perseguida, ameaçada e sofresse um atentado simplesmente por batalhar para ter direito a estudar? Difícil imaginar um cenário como esse? Pois esta é a realidade da paquistanesa Malala Yousafzai, a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz em seus 112 anos de história. Em outubro de 2009, quando ainda tinha 15 anos, Malala foi baleada na cabeça por membros do Taleban por defender a educação das mulheres no Paquistão.

Mesmo depois do violento ataque – ela chegou a ficar em coma – ela segue militando pela educação feminina em seu país de origem. Depois de recuperar-se do atentado, ela mudou-se para a Inglaterra. De acordo com informações do Uol, ela vai dividir o prêmio com o indiano Kailash Satyarthi, que lidera uma série de protestos na Índia em defesa de crianças que são forçadas a trabalhar.

Na autobiografia “Eu sou Malala“, ela conta como aconteceu o atentado. Membros do Taleban entraram na van onde ela estava, no dia 9 de outubro de 2012, em Mingora, no Paquistão. Assim que identificaram Malala, eles dispararam três vezes, sendo que um dos tiros acertou a cabeça dela. Os outros tiros acertaram duas estudantes. Dois anos depois ela recebe, merecidamente, o Nobel da Paz em função de sua brava luta.

O Taleban chegou a divulgar uma mensagem dizendo que faria um novo ataque, caso ela sobrevivesse, mas isso não aconteceu.

Malala_Yousafzai_JStone_Shutterstock

O começo como militante

A militância de Malala começou quando ela tinha somente 11 anos. Sob um pseudônimo, ela fazia um diário denunciando atrocidades que eram cometidas pelo Taleban a meninas que iam a escolas em territórios sob controle da milícia. As denúncias eram veiculadas através da BBC local.

As garotas foram proibidas de frequentar escolas em 2009, por determinação do Taleban. Mais de 150 instituições de ensino para mulheres foram fechadas e outras cinco explodidas no vale de Swat. Mesmo sob ameaças, Malala prosseguiu com seus estudos.

Graças à bravura dela em continuar com a militância mesmo depois de quase morrer em função da causa, o absurdo da proibição dos estudos das mulheres no Paquistão ganhou visibilidade no mundo inteiro. A coragem dela pode ser considerado o passo mais importante para mudar esta realidade!

 

 

 

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