A inflação e os juros interferem no meu aluguel?

17 de setembro de 2018 - Por

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Quando vemos o assunto “inflação” nos noticiários, nem sempre nos atentamos de que forma a flutuação de preços interfere nos custos do dia a dia. É importante, por exemplo, prestar atenção na forma como o reajuste do seu aluguel pode ser diretamente afetado de acordo com oscilações inflacionárias.

Para fazer o reajuste anual dos contratos de aluguel, um dos critérios é acompanhar o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M). De forma geral, você costuma ouvir sobre ele sempre que saem as pesquisas mensais – normalmente feitas pela Fundação Getúlio Vargas – para acompanhar diferentes indicadores inflacionários. Assim como o IGP-M baliza os reajustes de aluguéis, indicadores como o índice de preços ao produtor amplo (IPA) balizam a inflação no atacado e o índice de preços ao consumidor (IPC) faz o mesmo no varejo.

De acordo com o IGP-M apurado no acumulado do ano, os aluguéis são reajustados para o ano seguinte. Se o índice aumenta, a tendência é de que o valor do aluguel naturalmente suba, caso contrário, os preços podem baixar. De fato, não dá para simplesmente ignorar o índice na hora de barganhar o preço com o proprietário do imóvel, mas se houver uma distância muito grande nos valores entre um ano e outro, é bem possível que você encontre espaço para negociar. Afinal, o dono do imóvel também vai partir do pressuposto que a locatária não aceitará uma mudança tão brusca de patamares de um dia para o outro, e que também pode ter dificuldades de encontrar uma nova pessoa para alugar o espaço.

Vale a pena ficar bem informada sobre a evolução do índice, para que na hora de renovar o contrato você tenha condições de saber se os novos valores são compatíveis com o que vem sendo praticado no mercado.

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Outras variáveis que afetam o valor do aluguel

Ciente de que altas consideráveis no IGP-M podem afetar o valor do seu aluguel, vale a pena considerar um outro fator que pode interferir nos preços fixados pelo proprietário do imóvel. Estamos vivendo um momento de queda na taxa de juros. Apesar de os juros reais permanecerem relativamente altos – veja aqui o que isso significa –, as aplicações de renda fixa vem perdendo a atratividade diante do olhar dos investidores.

Desta forma, vamos supor que o IGP-M suba – o que, teoricamente, seria uma desvantagem para seu bolso, afinal, isso impulsionaria os preços dos aluguéis –, mas a taxa Selic continue caindo. Por um lado, você teria menos vantagens na hora de negociar um valor mais baixo. No entanto, por outro, é pouco provável que o proprietário do imóvel rompa o contrato para vender o imóvel e aplicar a grana adquirida em um investimento de renda fixa.

Pelo que você pode perceber, não é tão simples chegar a um denominador comum. A negociação vai depender não só dos lados favorecidos diante de uma determinada conjuntura econômica, mas também o contexto em que você e o proprietário estiverem (oferta e demanda no bairro, entraves burocráticos que impeçam a venda do imóvel, etc). O importante é você manter-se bem informada para equilibrar os argumentos na hora da negociação!

Fotos: Fotolia

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