A poupança voltou a ser uma boa opção de investimento?

1 de fevereiro de 2017 - Por

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Depois de muito tempo com resultados inexpressivos, em 2016, a poupança teve um ganho de 8,3%. Com a inflação oficial do País fechando o ano em 6,29%, o resultado real da aplicação foi de 1,9%, segundo dados da consultoria Economatica: o melhor desde 2009. Será que isso significa, entretanto, que a caderneta voltou a ser uma boa opção de investimento?

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Uma aplicação financeira, para ser considerada pela investidora, deve, ao menos, proteger o patrimônio da desvalorização causada pela inflação – e, preferencialmente, trazer algum retorno real. Isso, entretanto, não aconteceu em 2015, quando a rentabilidade da poupança foi de 8,15%, enquanto a inflação fechou em 10,67%. Quem deixou o dinheiro investido na caderneta nesse período, portanto, perdeu poder de compra.

Agora, ficando acima da inflação novamente, já é possível voltar a pensar na poupança para conservar seu patrimônio. A coach financeira e fundadora do Finanças Femininas, Carolina Ruhman Sandler, explica, entretanto, que essa escolha deve ser considerada apenas para investimentos de curto prazo. “Pelo fato de a caderneta de poupança não cobrar imposto de renda sobre os rendimentos, ela compensa para formação de uma reserva de emergências ou investimentos de até seis meses”, explica.

Com a vantagem de permitir aplicações e resgates com rapidez, a poupança é interessante, portanto, para quem sabe que irá precisar movimentar aquele dinheiro nos próximos meses, mas não quer deixá-lo desvalorizando na conta corrente.

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Já falando de prazos maiores, mesmo que a liquidez para resgate seja menor ou haja cobrança de imposto de renda, outros investimentos podem trazer retornos muito mais interessantes – no caso do IR, como a tabela é regressiva, o impacto sobre o rendimento é menor no longo prazo. Se for investir por um período mais longo, portanto, é interessante considerar títulos e aplicações como CDBs e Tesouro Direto (que cobram IR) e LCIs (no qual não há cobrança de imposto, mas a carência costuma ser maior), explica Carolina.

Para se ter uma ideia dos resultados, o rendimento bruto do CDI, que serve como referência para diversos investimentos em renda fixa, foi de 14%, em 2016. Alguns títulos do Tesouro Direto também tiveram uma performance muito superior à da poupança: o Tesouro IPCA+ 2035 teve alta de 47,81%, o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 de 42,94% e Tesouro Prefixado 2021 de 38,69%.

Mesmo com a perspectiva de queda dos juros para este ano, a renda fixa deve continuar trazendo resultados interessante à investidora. Por isso, não há desculpas para não delimitar seu planos, começar a poupar e investir na aplicação que melhor se encaixe nos seus objetivos.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro
Mariana Ribeiro
Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
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