Ações dos grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho

4 de agosto de 2020 - Por

Ações dos grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,57% (101.215 pontos)

Dólar: -0,57% (R$ 5,28)

Casos de coronavírus: 2.759.436 confirmados e 95.078 mortes*

Resumo:

  • Ações de grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho;
  • Brasil ultrapassa 95 mil mortes confirmadas por coronavírus;
  • produção industrial cresce 8,9% em junho, mas não reverte perdas com pandemia, aponta IBGE;
  • preço dos imóveis acumula alta em 2020, aponta FipeZap;
  • nova nota de R$ 200 deve ser cinza, segundo Casa da Moeda;
  • Bolsonaro veta indenização de R$ 50 mil para profissionais de saúde incapacitados por coronavírus.

Se você olhou suas ações hoje e levou um susto, respire fundo: esta terça-feira (4) foi mesmo um dia de quedas fortes na Bolsa, especialmente entre as ações dos bancões, que representam mais de 15% da carteira teórica do Ibovespa.

Para que se tenha noção, 66 das 75 ações do Ibovespa fecharam em baixa.

O Itaú ficou na lanterninha do dia depois que divulgou, na noite de ontem, que seu lucro derreteu 40% no segundo trimestre. Os demais bancos seguiram na esteira de quedas, mas por outro motivo: nesta quinta-feira (6), o Senado colocará para votação um projeto que visa limitar os juros praticados pelo cartão de crédito e pelo cheque especial.

Enquanto as ações do Itaú fecharam o dia com desvalorização de 5,83%, as do Bradesco, Banco do Brasil e Santander caíram, respectivamente, 3%, 3,06% e 2,8%.

O impacto foi tamanho que nem a notícia de que a indústria brasileira cresceu 8,9% em junho foi suficiente para acalmar os ânimos.

Em meio à instabilidade, mais uma vez o ouro se destacou. A onça do metal superou pela primeira vez a barreira dos US$ 2 mil.

No mercado externo, os investidores estavam de olho em mais um episódio da briga entre China e Estados Unidos. Desta vez, o foco foi a negociação de compra do TikTok pela Microsoft. Em editorial do jornal estatal Daily China, o governo do país asiático afirmou que “A China não irá aceitar por de maneira alguma o ‘roubo’ de uma companhia chinesa de tecnologia e que tem várias formas de resposta caso a administração [americana] realizar seu plano de ‘esmagar e agarrar’”.

As mortes causadas por coronavírus seguem em ritmo acelerado. Hoje, ultrapassamos as 95 mil mortes, segundo consórcio de veículos de imprensa, e 2,7 milhões de casos confirmados.

Ações dos grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho

Produção industrial cresce 8,9% em junho, mas não reverte perdas com pandemia, aponta IBGE

A produção industrial brasileira progrediu 8,9% em junho, na comparação com maio, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar desta ter sido a segunda alta consecutiva da indústria, ela ainda é insuficiente para apagar a perda acumulada de 26,6% entre os meses de março e abril – período em que o setor atingiu o nível mais baixo já registrado no Brasil.

“Embora tenha crescido numa magnitude importante, acumulando expansão de 17,9% nos meses de maio e junho, a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril. O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%)”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

Já em relação a junho de 2019, houve retração de 9%, sendo este o oitavo resultado negativo seguido nesta base comparativa.

Preço dos imóveis acumula alta em 2020, aponta FipeZap

Ao contrário do que muitas espectadoras no YouTube do Finanças Femininas apostaram, o preço de venda de imóveis residenciais em 50 cidades monitoradas avançou em média 0,28% em julho, de acordo com informações do Índice FipeZAP.

A alta ficou abaixo do esperado para a inflação no período, de 0,36%, o que resultaria em uma queda de 0,08% no preço real dos imóveis, caso a taxa de inflação seja confirmada.

No entanto, de janeiro a julho, os preços de venda de imóveis residenciais já acumulam alta de 1,39%, ante inflação de de 0,46%. Caso a variação do IPCA de julho seja confirmada, a alta real dos preços dos imóveis – ou seja, que já considera a inflação – será de 0,93%.

Outro levantamento – este somente da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio dos números do Registro de Imóveis do Brasil – mostrou que, em maio, as vendas de imóveis recuaram 21,3% na cidade do Rio de Janeiro e 40,1% na cidade de São Paulo, ante ao mesmo mês de 2019.

Nova nota de R$ 200 deve ser cinza, segundo Casa da Moeda

Pouco a pouco, o mistério sobre a nova nota de R$ 200 vai sendo revelado. Por orientação do Banco Central (BC), a cédula deverá ser cinza e com detalhes amarronzados, caso o modelo em teste seja aprovado.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a Casa da Moeda – responsável por emitir o Real – informou que as opções apresentadas ao BC já estão em fase final de testes. Portanto, vem trabalhando em ritmo acelerado para cumprir a previsão de lançar a cédula no final de agosto.

Bolsonaro veta indenização de R$ 50 mil para profissionais de saúde incapacitados por coronavírus

Em decisão publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU), o presidente Jair Bolsonaro vetou totalmente o projeto de lei que previa R$ 50 mil de indenização para trabalhadores da saúde incapacitados pela COVID-19.

Para tomar essa decisão, o presidente afirmou “contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade” porque o projeto preveria “benefício indenizatório para agentes públicos e criando despesa continuada em período de calamidade no qual tais medidas estão vedadas”.

Contudo, o veto presidencial não é determinante: o Congresso ainda analisará o veto e decidir se o manterá ou derrubará.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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