Alienação parental: O que é e como evitar

3 de fevereiro de 2016 - Por

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A Alienação Parental (AP) infelizmente é uma prática recorrente dos pais que não conseguiram administrar bem a separação, seja por inconformismo, traição, vingança ou raiva. Ela ocorre quando o pai ou a mãe iniciam um processo para desqualificar, agredir e destruir a imagem do ex-parceiro junto ao filho, e, ainda, segundo a lei 12.318/2010: “qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor”, sem se importar com as consequências que essa prática pode acarretar à criança ou adolescente.

As sequelas podem ser inúmeras e graves como: revolta contra o pai ou a mãe que praticou a AP; mentiras; distúrbio alimentar; dificuldades nos relacionamentos e aprendizado; timidez; depressão e até mesmo o uso de drogas como forma de fugir da situação. É importante ressaltar que a AP pode ser praticada também por pessoas que convivem com o filho, como avós, tios, padrastos, madrastas entre outros. Por essa razão, os pais devem ficar atentos ao que está sendo dito na frente da criança ou adolescente, independentemente da idade.  Filho tem que ser respeitado e não pode ser privado de amar o pai e a mãe.

Como evitar? Com amor, respeito e generosidade!!!

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É fundamental compreender que o filho não é objeto, muito menos propriedade de nenhum dos pais e que não pode ser tratado como moeda de troca ou como meio de magoar ou cobrar o ex-parceiro.

Os conflitos entre os pais devem ser tratados diretamente sem interferir na formação, educação e na convivência saudável dos filhos e respectivas famílias de origem.

Conforme a Constituição Federal preconiza em seu artigo 227:

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito (…) à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

Terminamos lembrando Kalil Gibran em seu livro O Profeta:

“ Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertence.”

*A empresária Thais Mucher e a advogada Dra Eugênia Zarenczanski conversam diretamente com mulheres que estão passando pelo fim de um relacionamento. Além de dicas e reflexões que dão apoio emocional e conforto psicológico, trazem também conselhos legais para auxiliar de forma prática.

Fotos: Shutterstock

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