Alta do dólar: incerteza eleitoral é grande responsável pelo alto preço da moeda

31 de agosto de 2018 - Por

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O aumento disparado do dólar tem assustado muita gente. E não é para menos: na última sexta-feira (24/09) ele atingiu R$ 4,12. Além dos embates comerciais entre China e Estados Unidos, a incerteza de quem será o próximo governante do Brasil tem deixado a moeda mais instável ainda.

De acordo com um levantamento encomendado pelo Estadão ao Tendências Consultoria Integrada, do começo do ano até o último aumento já foram R$ 0,70 – de R$ 3,31 a R$ 4,10. Desses, R$ 0,62 (77,8%) correspondem à indecisão do cenário eleitoral e sobre qual política econômica será adotada no ano que vem.

Isso quer dizer que, se as previsões para as eleições já estivessem mais sólidas a essa altura do campeonato, o dólar teria subido apenas um quarto da variação sofrida nesse ano e estaria na casa dos R$ 3,50, segundo análise da consultoria ao Estadão. Para chegar nesse resultado, a consultoria levou em consideração a alta do dólar em outros países. Depois, analisou a percepção dos outros investidores sobre o Brasil e a variação da moeda nas principais economias da América Latina.

O quanto a economia global pesou no aumento do dólar no Brasil?

Ainda de acordo com o levantamento, o cenário externo contribuiu com cerca de R$ 0,17 (21,7%) na alta do dólar. Essa instabilidade econômica iniciou-se quando o Banco Central norte-americano aumentou a taxa básica de juros – há ainda a previsão de dois novos aumentos, em setembro e em dezembro. Depois disso, a guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China ajudou a piorar ainda mais a situação.

Essas divergências econômicas nas principais potências mundiais têm influência direta em países em desenvolvimento e com maiores desequilíbrios macroeconômicos.

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Cuidado com investimentos, viagens, compras…

Toda essa instabilidade pode assustar quem está em busca de novos investimentos, planejou uma grande viagem internacional ou fez uma compra significativa em dólar. Infelizmente a má notícia é que não há como prever o que acontecerá daqui para frente, pelo menos até as eleições.

Por isso, é fundamental pesquisar bastante qual a melhor opção para colocar o seu dinheiro na hora de investir, buscar alternativas mais econômicas ou considerar adiar a sua viagem internacional e evitar fazer comprar internacionais, principalmente com o cartão de crédito.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni
Gabriella Bertoni
Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
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