Apesar de conflitos no Brasil e EUA, Bolsa fecha em alta nesta segunda (1º)

1 de junho de 2020 - Por

Apesar de conflitos no Brasil e EUA, Bolsa fecha em alta nesta segunda (1º)

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,39% 88.620 pontos)

Dólar: +0,82% (R$ 5,38)

Casos de coronavírus: 519.704 confirmados e 29.534 óbitos*

Resumo:

  • Ibovespa ignora conflitos políticos no Brasil e EUA e fecha em alta;
  • mercado mantém otimismo com zona do Euro e China, mas fica atento a tensão entre o país asiático e EUA;
  • Brasil passa de 500 mil casos de coronavírus e passa a França no número de mortes;
  • Focus: economistas aumentam estimativa de queda no PIB brasileiro para 6,25%;
  • Brasil terá perda de renda maior que 63% de 192 países, aponta Ibre/FGV;
  • Auxílio Emergencial: Caixa libera saques da 2ª parcela para nascidos em fevereiro.

Os ruídos políticos, tensões e confrontos no Brasil e Estados Unidos não abalaram a Bolsa, que seguiu em alta nesta segunda-feira (1º). Os investidores estão atentos aos dados positivos das indústrias da China e da zona do Euro – sinais que apontam uma possível retomada econômica depois de dias difíceis por conta da crise provocada pelo coronavírus.

Este ânimo repercutiu no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apesar do ambiente político apreensivo provocado pelas manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro, a favor da democracia e contra o racismo que aconteceram neste domingo (31). Por aqui, o mercado financeiro foi pragmático e mirou nas ações dos bancos, que puxaram o índice para cima na maior parte do dia.

Neste momento, o mercado financeiro foca na tensão entre Estados Unidos e China. O tigre asiático pediu que suas estatais interrompessem a compra de alguns produtos agrícolas estadunidenses, incluindo a soja.

Enquanto cidades e estados decidem reabrir o comércio, o Brasil ultrapassou a marca de 500 mil casos confirmados de COVID-19 e é o segundo país com mais casos confirmados da doença, atrás apenas dos EUA. São quase 30 mil mortos, segundo levantamento do G1 com dados das secretarias estaduais de Saúde. Com isso, o País passou a França no número de mortes.

Economistas aumentam estimativa de queda no PIB brasileiro para 6,25%

Pela 16ª vez consecutiva, os economistas entrevistados para o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, renovaram a estimativa de tombo na economia brasileira. Esta semana, os profissionais de mais de 100 instituições financeiras previram um tombo de 6,25% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. Na semana passada, a estimativa era de -5,89%.

Este gráfico produzido pelo G1 mostra como, a cada semana, as previsões do mercado financeiro apontam que a economia está a caminho de uma recessão:

Economistas aumentam estimativa de queda no PIB brasileiro para 6,25%

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o resultado do PIB brasileiro deve ser “bem pior” no segundo trimestre de 2020 por causa da pandemia do coronavírus. “O segundo trimestre deve ser bem pior para o PIB. Esperamos recuperação do PIB a partir do terceiro trimestre.” A declaração foi feita em uma audiência pública virtual da comissão mista do Congresso nesta segunda-feira.

Os analistas do mercado financeiro também reduziram – pela 12ª semana consecutiva – a estimativa de inflação para 2020, que foi de 1,57% para 1,55%. Com isso, a expectativa segue abaixo da meta central de 4% e do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Apesar de conflitos no Brasil e EUA, Bolsa fecha em alta nesta segunda (1º)

Brasil terá perda de renda maior que 63% de 192 países, aponta Ibre/FGV

Com base em projeções recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) fez um levantamento que mostrou que o Brasil terá perda de renda maior que 63% de 192 países.

Os cálculos do Instituto mostraram que o PIB per capita brasileiro – que consiste na divisão do Produto Interno Bruto (PIB) pela população total – deve cair 5,9% em relação ao ano passado, recuando para US$ 13.602 neste ano. Este resultado é pior do que aquele estimado para 63% dos 192 países com previsões de PIB per capita acompanhados pelo FMI.

Essa estimativa de queda é maior do que a de outros países da América Latina, como Uruguai (-3,3%), Peru (-5,4%), Colômbia (-3,3%) e Paraguai (-2,3%), e de outros países emergentes, como Rússia (-5,3%).

Auxílio Emergencial: Caixa libera saques da 2ª parcela para nascidos em fevereiro

A Caixa Econômica Federal liberou, nesta segunda-feira, saques e transferências de dinheiro da segunda parcela do Auxílio Emergencial para beneficiários que nasceram em fevereiro e receberam o recurso em poupanças sociais digitais do banco.

Até então, para estes trabalhadores, não era possível retirar em espécie ou transferir a segunda parcela do recurso – depositado entre os dias 20 e 26 de maio. Era permitido apenas movimentar o dinheiro pelo aplicativo Caixa Tem, que recebeu uma série de reclamações dos usuários. No entanto, a Caixa começou a liberar os saques e transferências a partir de sábado (30), iniciando pelos nascidos em janeiro.

Aos que receberam a primeira parcela em outra conta, o valor depositado na poupança digital será automaticamente transferido na data de liberação dos saques e transferências.

De acordo com o calendário, na próxima terça-feira (02), trabalhadores nascidos em março poderão sacar e transferir o benefício da poupança social.

*Até o fechamento do texto. Fonte: G1, via levantamento feito junto às secretarias estaduais de saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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