Assédio sexual e assédio moral são os mais denunciados nas empresas, diz pesquisa

23 de julho de 2018 - Por

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Falar sobre assédio sexual e assédio moral no trabalho é difícil, uma vez que envolve traumas, jogos de poder e medo. Porém, cada vez mais pessoas estão denunciando essas práticas – que correspondem a 43,9% das denúncias dentro das empresas, junto a agressões e outros desvios de comportamento.

As principais denunciantes de casos de assédio sexual são as mulheres: 63,8% dos casos são relatados por funcionárias.

Esses números são da ICTS Outsourcing, empresa que opera canais de denúncias corporativos no Brasil, atendendo mais de 300 companhias de todos os portes na captação e tratamento das denúncias. Em 10 anos, foram registrados 175.736 relatos – 28.286 só em 2017.

“Em 2017, as denúncias de assédio moral corresponderam a 13,2% dos relatos, enquanto que as de assédio sexual representaram 1% do total de denúncias”, diz Cassiano Machado, sócio-diretor da ICTS Outsourcing.

O levantamento realizado pela empresa, que reúne dados de 10 anos, mostra como, quando há suporte de todos os envolvidos, é possível reduzir o medo na hora de denunciar.

Principais denúncias

Práticas abusivas, como assédio moral e sexual, agressões e outros desvios de comportamento são considerados relatos de relacionamentos interpessoais – e os mais denunciados, de acordo com o levantamento, correspondendo a 43,9%.

“Seja por características individuais ou contexto proporcionado pelo ambiente de trabalho, as zonas de atrito ocorrem e fazem parte do dia a dia das empresas. No entanto, são os excessos na forma de lidar com isso que ocasionam os conflitos que são comunicados ao canal de denúncias”, comenta Machado.

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Em segundo lugar estão as denúncias de comportamento mal intencionado e/ou ilícito, com 33,6% das denúncias. Em terceiro, o descumprimento de políticas e normas, correspondendo a 21,2% dos casos de 2017 e 22,5% em dez anos.

Quem denuncia quem?

Em 82% dos casos, os relatos partem de colaboradores. Em segundo lugar estão os clientes (8,4% das denúncias), apontando que as empresas também têm sua ética avaliada por públicos externos.

No que se refere ao gênero, as mulheres são responsáveis por 39,3% das denúncias, enquanto os homens, aproximadamente 60%.

Os denunciados são, em mais da metade dos casos – 57,2% em 2017 e 55,1% em 10 anos –, os líderes. “O canal de denúncias, quando implantado e operado de forma especializada, oferece a segurança necessária aos denunciantes, promovendo a confiança dos colaboradores no uso do canal e, de fato, encorajando o ‘rompimento das hierarquias’, capturando informações sobre os líderes/gestores das organizações que, por outros meios, talvez nunca viessem à tona”, defende.

Não é por acaso que 70,4% das denúncias feitas em 2017 foram anônimas – 72,4% em 10 anos.

Veja a tabela completa, que mostra quem são as pessoas denunciadas:

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Um dos principais objetivos dos canais de denúncia, de acordo com Machado, é encorajar os subordinados a relatarem casos de abusos. Por isso, a empresa comemora o fato de que cerca de 73,5% dos relatos tenham sido feitos durante o expediente.

“Eles têm sido muito importante na trajetória de aprimoramento da gestão de riscos, ética e compliance das organizações. Isso gera resultados práticos, sejam qualitativos – ambiente de trabalho ético e transparente, motivação dos colaboradores, ecossistema de parceiros e fornecedores – ou quantitativos – redução de custos com judicialização, turnover, perda de produtividade ou impactos à reputação/imagem”, conclui.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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