Banco Central reduz custo para uso de cartão de débito

Banco Central reduz custo para uso de cartão de débito

Você sabia que, assim como ocorre no crédito, a cada transação no cartão de débito é cobrada uma taxa? Esse valor é pago por você, consumidora, e repassado aos bancos pelos credenciadores – o que acaba por encarecer ainda mais os produtos do comércio varejista. Porém, as taxas estão prestes a mudar. O Banco Central do Brasil (BC) anunciou, na última segunda-feira (26/03), uma redução na porcentagem de cobrança.

A partir de 1º de outubro, a tarifa de intercâmbio média – percentual pago pelos credenciadores aos bancos – será de 0,50% em cima do valor da transação. No entanto, essa tarifa pode ser ainda mais alta, mas o limite será de 0,80%. Antes, não havia limite para este valor e, nos últimos oito anos, o encargo dos cartões de débito aumentou de 0,79% para 0,82%. Já a taxa de desconto caiu de 1,60% para 1,45%.

“Essa é uma tentativa do BC de reduzir os custos de transação no cartão de débito. Com isso, o órgão pretende aumentar a eficiência dos meios de pagamento no varejo. Então, em um primeiro momento, me parece uma medida positiva, já que pretende aprimorar a eficácia em relação às formas de pagamento no comércio. Redução de custo é algo sempre bem-vindo”, comenta Anderson Pellegrino, professor de Economia da IBE Conveniada FGV.

O que isso representa para o consumidor?

A redução dos custos passará por uma cadeia que envolve bancos – os emissores dos cartões -, credenciadores, lojistas e, por último, o consumidor. “Nesse sentido, a expectativa é de que a redução da tarifa, tanto no seu valor médio quanto no seu teto, seja algo repassado aos lojistas pelos credenciadores. Então, os comerciantes terão a oportunidade de pagar uma tarifa menor e, por consequência, isso pode ser repassado aos clientes finais”, pondera Pellegrino.

Tudo dependerá da concorrência

As compras só ficarão mais baratas para os consumidores caso ocorra uma maior competição entre os cartões de débito e outros meios de pagamento, como o dinheiro em espécie, transferências eletrônicas e cartão de crédito. De acordo com informações divulgadas pelo BC, a regulação tem por objetivo aumentar a concorrência do setor.

cartao-debito

“Tudo depende das empresas credenciadoras das máquinas dos cartões de débitos. Se elas repassarem isso aos lojistas e empresas ligadas ao comércio, isso chegará ao consumidor. Se tudo acontecer assim, temos então uma medida positiva para ajudar a dinamizar mais a economia nesta época de recuperação pós crise”, pontua Pellegrino.

Benefícios podem chegar à periferia

A baixa nos preços e a maior concorrência podem beneficiar moradores das periferias das grandes cidades. A estimativa do BC é que ocorra um aumento na utilização do cartão de débito. Porém, o órgão admite a dificuldade do uso do meio de pagamento em lugares mais distantes, por conta da tecnologia.

“É possível que ocorra essa expansão nas periferias, uma vez que o cartão de débito pode vir a se popularizar um pouco mais em função da vantagem que ele apresentará em termos de descontos, ou na comparação de preços. Essa popularização pode chegar, inclusive, a tornar o produto algo mais procurado por pessoas com uma menor renda”, conclui Pellegrino.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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