Banco digital: pesquisa elenca vantagens e desvantagens

18 de maio de 2018 - Por

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O usuário de banco digital têm pouco a reclamar, de acordo com pesquisa realizada pelas empresas Exceda e Cantarino Brasileiro, apresentada esta semana no evento Fintech View 2018. No entanto, quem ainda prefere bancos tradicionais têm uma série de preconceitos.

O levantamento contou com 1.004 entrevistados de todas as regiões do País, sendo 504 usuários de bancos tradicionais e 500 usuários de bancos digitais.

Banco digital é coisa de gente jovem?

A partir dos dados levantados, percebeu-se que a maior parte dos adeptos dos bancos digitais (59%) são millennials, ou seja, tem até 29 anos. Enquanto isso, essa faixa etária representa apenas 35% dos usuários de bancos tradicionais. De acordo com o relatório divulgado, “isso confirma que a migração para os serviços digitais é mais evidente quanto mais jovem for o usuário.”

Contudo, isso não significa que outras faixas etárias também não estejam representadas. O público de 30 a 49 anos representa 34% dos usuários de bancos digitais. Está é, curiosamente, a faixa que predomina em bancos tradicionais, compondo 41% dos clientes.

Banco digital x banco tradicional: quem satisfaz mais?

Apesar da predileção dos millennials, largar de vez o sistema tradicional ainda é um cenário distante. Apenas 6% dos entrevistados possuem conta somente em banco digital, sendo que 44% mantém conta em ambos os sistemas. Aqui, o digital funciona como complemento às operações em outros bancos. Este fato, de acordo com os estudiosos, pode indicar um processo de migração para o digital.

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Outro motivo apontado para a migração eminente – apesar de lenta – é a satisfação dos usuários com os bancos digitais, confirmada via pesquisa de NPS (Net Promoter Score, métrica cujo objetivo é medir a satisfação e lealdade dos clientes com as empresas). Enquanto o NPS das instituições tradicionais foi 1, as digitais obtiveram 67.

O que os usuários de bancos digitais e tradicionais consideram

Um dos pontos mais interessantes dessa pesquisa é observar as prioridades dos clientes de cada tipo de instituição bancária. De forma geral, a taxa/economia é o principal critério para 50% dos usuários de bancos tradicionais e 61% de digitais. A diferença de 11 pontos percentuais faz sentido, principalmente se nos lembrarmos que muitos bancos digitais adotaram a política de taxas menores ou nulas.

Porém, não existe só a economia de dinheiro, mas também de tempo. No campo digital, 52% dos usuários consideram a disponibilidade de acessar a qualquer hora como um fator decisivo, contra 36% dos clientes de instituições tradicionais.

Confira a tabela completa de critérios:

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Desvantagens dos bancos digitais

A pesquisa também levantou quais são os pontos negativos dos bancos digitais que preocupam tanto seus usuários quanto os de bancos tradicionais – os quais os pesquisadores acreditam se tratar de um preconceito, por nunca terem usado o serviço.

A desconfiança em relação à segurança é a desvantagem mais citada pelos clientes de instituições tradicionais com 37%, enquanto este fator preocupa apenas 12% dos clientes digitais – que, por sua vez, veem como principal ponto negativo a ausência de agências físicas (26%).

Porém, 45% dos usuários digitais não veem nenhuma desvantagem neste tipo de serviço bancário. Confira a tabela completa:

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Mesmo entre bancos tradicionais, o uso da internet para conectar e deixar a vida dos clientes mais prática é algo cada vez mais valorizado. Aos usuários, cabe a vigilância e cobrança para que os bancos tenham uma postura transparente quanto às políticas de segurança, com o intuito de evitar situações catastróficas, como aconteceu recentemente com o banco Inter.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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