Bolsa acompanha Nova York e fecha em queda nesta quinta-feira

23 de julho de 2020 - Por

Bolsa acompanha Nova York e fecha em queda nesta quinta-feira

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,91% (102.293 pontos)

Dólar: +1,94% (R$ 5,21)

Casos de coronavírus: 2.242.394 confirmados e 83.036 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa acompanha movimento de queda das bolsas de Nova York;
  • número de pedidos de seguro desemprego
  • Tesouro e B3 zeram taxa de custódia do Tesouro Selic a partir de agosto;
  • desemprego tem alta de 16,6% e mais de 7,1 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em junho, diz IBGE.

A Bolsa acompanhou o mercado financeiro estadunidense e fechou o pregão em queda nesta quinta-feira (23), com o número de pedidos semanais de seguro desemprego voltando a crescer nos Estados Unidos depois de mais de três semanas. A expectativa era de que a quantidade permanecesse em 1,3 milhão, mas ela ficou em 1,416 milhão.

Mais um capítulo na escalada de tensões entre EUA e China também colaborou com o clima: de acordo com o site Politico, os chineses não vão fechar o consulado em Houston, conforme determinação dada na última quarta-feira (22) que contamos aqui.

Com isso, todo o ânimo com as possíveis vacinas contra o coronavírus acabou dando espaço para os investidores segurarem o apetite pelo risco.

Falando em COVID-19, os EUA voltaram a registrar mais de mil mortes por dia – algo que não acontecia há semanas. Por aqui, registramos o recorde de 65.339 novos casos da doença em 24 horas.

A baixa que o Ibovespa enfrentou hoje também teve participação da Tim e Telefônica, cujas ações caíram depois que a Oi rejeitou a oferta conjunta que havia recebido das concorrentes. Juntaram-se ao bonde os papéis dos grandes bancos, que fecharam o dia em queda.

Bolsa acompanha Nova York e fecha em queda nesta quinta-feira

Tesouro e B3 zeram taxa de custódia do Tesouro Selic a partir de agosto

A partir de 1º de agosto, a taxa de custódia de investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic será zero. A decisão – tomada pela B3 e Tesouro Nacional – deve beneficiar 53% dos investidores.

Títulos atrelados a índices de inflação e prefixados continuam com a mesma taxa de custódia, visto que a medida vale apenas para o Tesouro Selic.

A cobrança também segue para valores que ultrapassem R$ 10 mil por CPF, sendo 0,25% ao ano – dividida em duas vezes de 0,125%. No entanto, a taxa só será cobrada sobre o excedente. Por exemplo, se você tem R$ 11 mil investidos no Tesouro Selic, ela incidirá apenas sobre R$ 1 mil.

Desemprego tem alta de 16,6% em junho, diz IBGE

O Brasil terminou o mês de junho com 11,8 milhões de desempregados – 1,7 milhão a mais do que o registrado em maio, configurando alta de 16,6%. Com isso, a taxa de desocupação foi de 10,7% para 12,4% no período.

Esse e outros dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi feito a partir de informações da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua feita com apoio do Ministério da Saúde.

Além disso, mais de 7,1 milhões de trabalhadores que estavam afastados do trabalho ficaram sem remuneração em junho. Este número é 26,5% menor que o registrado em maio. Ao todo, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores estavam afastados do trabalho em junho – 22,2% a menos que no mês anterior.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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