Bolsa aproveita noticiário tranquilo e engata alta; dólar cai nesta segunda (27)

27 de julho de 2020 - Por

Bolsa aproveita noticiário tranquilo e engata alta; dólar cai nesta segunda (27)

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,05% (104.477 pontos)

Dólar: -0,94% (R$ 5,15)

Casos de coronavírus: 2.423.798 confirmados e 87.131 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa aproveita noticiário positivo e engata alta, de olho nos balanços das empresas listadas na Bolsa;
  • dólar cai no mundo inteiro com receio dos efeitos da política dos Estados Unidos no combate ao impacto econômico do coronavírus;
  • economistas melhoram estimativa para PIB de 2020 e preveem queda de 5,77%;
  • aplicações no Tesouro Direto têm saldo positivo de R$ 330 milhões em junho.

Com a pausa nas notícias sobre a queda de braço entre China e Estados Unidos, a Bolsa respirou aliviada e fechou esta segunda-feira (27) em alta.

O mercado interno está de olho nos resultados de diversas empresas de peso listadas na Bolsa que serão divulgados essa semana, entre elas Vale (quarta-feira), Santander (quarta-feira), Bradesco (quinta-feira), Ambev (quinta-feira) e Petrobras (quinta-feira). Os bancões, liderados pelo Banco do Brasil e Itaú, tiveram destaque nos ganhos do dia.

No exterior, existe a expectativa de que Democratas e Republicanos, nos EUA, entrem em acordo a respeito de um pacote de estímulo de US$ 1 trilhão. Por ora, integrantes dos partidos não concordam com o valor que devem destinar aos desempregados: enquanto democratas defendem que o auxílio continue sendo de US$ 600, republicanos querem que seja reduzido para US$ 400.

Já o dólar passou por mais uma queda por aqui, seguindo o movimento que vem acontecendo no mundo inteiro. Um dos motivos é a quantidade de dinheiro que o governo estadunidense está gastando nesta crise, que poderia colocar em xeque a capacidade da maior economia do mundo de pagar suas contas. Além disso, a injeção trilionária também pode reduzir o valor da moeda.

Economistas melhoram estimativa para PIB de 2020 e preveem queda de 5,77%

Profissionais do mercado financeiro voltaram a melhorar as expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, passando a projeção de uma retração de 5,95% para 5,77%.

Este dado faz parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de economistas de mais de 100 instituições financeiras. Essa foi a quarta vez consecutiva que os profissionais melhoraram o indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, teve queda de 1,72% para 1,67%. Desta forma, o número segue abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, a inflação oficial pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

Aplicações no Tesouro Direto têm saldo positivo de R$ 330 milhões em junho

Pelo terceiro mês consecutivo, o Tesouro Direto teve mais investimentos do que saques: o saldo líquido do mês de junho foi de R$ 330,14 milhões, vindo de R$ 2,052 bilhões em emissões e R$ 1,721 bilhão em resgates.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional, que também informou que o programa fechou o mês de junho com estoque de R$ 61,77 bilhões – 1% a mais do que em maio, quando era de R$ 61,17 bilhões.

Deste total, 48,7% (R$ 30,11 bilhões) dos investimentos estão alocados em títulos com remuneração atrelada a índices de preços (caso do IPCA+). Em segundo lugar estão os títulos indexados à taxa Selic (R$ 20,42 bilhões, ou 33%) e, depois, os prefixados, com R$ 11,26 bilhões do total (18,2%).

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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