Bolsa bate máxima desde começo da pandemia com notícias de vacina contra COVID-19

20 de julho de 2020 - Por

Bolsa bate máxima desde começo da pandemia com notícias de vacina contra COVID-19

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,49% (104.426 pontos)

Dólar: -0,75% (R$ 5,34)

Casos de coronavírus: 2.102.559 confirmados e 79.590 mortes*

Resumo:

  • Notícias positivas de três potenciais vacinas contra coronavírus animam mercado financeiro; Bolsa ultrapassa 104 mil pontos, máxima desde o início da pandemia;
  • OMS registra recorde de novos casos de COVID-19 no mundo em 24 horas;
  • investidores brasileiros aguardam projeto de reforma tributária, que Guedes prometeu entregar nesta terça-feira (21);
  • FOCUS: mercado melhora projeção e prevê queda do PIB abaixo de 6% em 2020;
  • estimativa para índice oficial de inflação no País segue abaixo da meta para este ano.

Nem uma, nem duas: notícias de três potenciais vacinas para combater o coronavírus embalaram o otimismo das bolsas do mundo inteiro nesta segunda-feira (20). O Ibovespa, principal índice da B3, acompanhou o ritmo e ultrapassou os 104 mil pontos. Este é o maior patamar já alcançado desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o início da pandemia, em 11 de março.

O periódico científico The Lancet publicou detalhes da primeira e segunda fase de testes da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Apesar de efeitos colaterais como febres e dores cabeça, a publicação aponta que ela é segura e apresenta resposta imunológica. Os experimentos já estão na terceira e última fase.

Também nesta segunda foram divulgados dados adicionais de outra vacina experimental – desenvolvida pela Pfizer em parceria com a a BioNTech –, mostrando que é segura e apresenta imunidade contra a COVID-19. Ainda neste bonde está a vacina da Sinovac, que a partir de hoje começou a ser aplicada em voluntários brasileiros sob a batuta do Instituto Butantan.

Notícias positivas do tipo deixam os investidores com alto apetite a risco, o que logo os leva para as compras – e, com isso, as ações e outros ativos sobem de preço. Elas são especialmente relevantes em um cenário de aumento no ritmo de contágio do coronavírus ao redor do globo. Neste domingo (19), a OMS registrou o maior número de novos casos globais em 24 horas: 260 mil.

No Brasil, há também grande expectativa para a proposta da reforma tributária que Paulo Guedes, ministro da Economia, prometeu entregar pessoalmente no Congresso nesta terça-feira (21).

A guinada da Bolsa também teve participação intensa das ações da Oi, que recebeu ofertas de compra da TIM, Claro e Vivo. Para que se tenha ideia, a empresa de telefonia teve hoje o segundo maior volume financeiro em toda a Bolsa.

Bolsa bate máxima desde começo da pandemia com notícias de vacina contra COVID-19

Mercado melhora projeção e prevê queda do PIB abaixo de 6% em 2020

Depois de um bom tempo projetando queda acima de 6% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, os economistas do mercado financeiro passaram a estimar retração de 5,95% em 2020.

A estimativa faz parte do boletim conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Na semana passada, a previsão de queda era de 6,10%. Já para o ano que vem, espera-se que a economia cresça 3,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, segue em 1,72% para, conforme relatório divulgado na última segunda-feira (13). Com isso, o IPCA ainda estará abaixo da meta central de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Para que você entenda, pela regra vigente, a inflação oficial pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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