Bolsa cai 2%, mas fecha o mês no azul pela quarta vez consecutiva

31 de julho de 2020 - Por

Bolsa cai 2%, mas fecha o mês no azul pela quarta vez consecutiva

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -2% (102.912 pontos)

Dólar: +1,15% (R$ 5,21)

Casos de coronavírus: 2.625.612 confirmados e 91.607 mortes*

Resumo:

  • Bolsa tem dia de tombo diante do sofrimento das economias globais, mas fecha o mês no azul;
  • Brasil ultrapassa 91 mil mortes por coronavírus;
  • desemprego sobe 6,4% e chega a 12,2 milhões de pessoas;
  • Serasa estende campanha para limpar nome por R$ 100;
  • abertura de MEIs sobe e bate recorde no primeiro semestre de 2020.

A Bolsa fechou o dia em queda de 2% nesta sexta-feira (31), último pregão do mês de julho, com 62 das 75 ações listadas fechando no vermelho.

O clima de aversão a risco vem desde os anúncios das baixas nos PIBs da Alemanha e dos Estados Unidos. Hoje foi a vez da zona do euro, cuja economia sofreu tombo de 12,1% no segundo trimestre, fazendo o bloco entrar oficialmente em recessão. A agência oficial de estatísticas do bloco, a Eurostat, declarou que este foi “de longe” o maior recuo desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2015.

Porém, nem todos foram abalados pelas estatísticas do mundo real. Mesmo com a grande queda no Produto Interno Bruto estadunidense, hoje gigantes da tecnologia como Facebook e Amazon passaram por forte valorização após a divulgação de seus balanços, ajudando os principais índices do país a fecharem em alta.

Por aqui, o mês foi de inúmeros vais-e-vens, especialmente por causa do receio diante da pandemia do coronavírus e seus efeitos na economia global. O Brasil segue liderando, junto aos EUA e à Índia, o ranking de países com mais casos e mortes confirmadas por COVID-19.

Mesmo neste cenário, o Ibovespa, principal índice da B3, conseguiu encerrar no azul pelo quarto mês consecutivo, sendo guiado especialmente pela esperança da vacina contra o coronavírus. Em julho, a alta foi de 8,26%.

Já o dólar, apesar da alta do dia, encerrou o mês 4,09% mais barato no Brasil, mostrando a ligeira desvalorização que a moeda estadunidense tem enfrentado no mundo todo, como já falamos aqui.

Desemprego sobe 6,4% e chega a 12,2 milhões de pessoas

Desemprego sobe 6,4% e chega a 12,2 milhões de pessoas

O número de desempregados voltou a crescer no Brasil na semana de 5 a 11 de julho, chegando a 12,234 milhões de pessoas. Isso representa uma alta de 6,4% ante à primeira semana do mês, ou 733 mil a mais. Os dados são da Pnad Covid, divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A série histórica dessa pesquisa começou na primeira semana de maio e, desde então, o total de pessoas desempregadas cresceu 24,6% – ou 2,4 milhões de pessoas que buscam trabalho.

Com isso, a taxa de desemprego alcançou 13,1% na segunda semana de julho, acima dos 12,3% registrados na semana anterior. É a maior quantidade de pessoas desocupadas e buscando emprego desde maio.

Serasa estende campanha para limpar nome por R$ 100

Imagine poder pagar uma dívida de até R$ 1.000 por apenas R$ 100. Essa é a ideia da nova campanha da Serasa, que permite que indivíduos com débitos entre R$ 200 e R$ 1.000 com as empresas Ativos S.A, Tricard, Santander, Recovery, BMG e Credysystem possam quitá-las por R$ 100.

A campanha já está acontecendo desde abril, mas foi estendida pelo bureau de crédito, que estima que mais de 25 milhões de dívidas poderão ser quitadas pelo site da Serasa Limpa Nome.

Para tanto, basta acessar o site da campanha (www.serasa.com.br) ou fazer o download do aplicativo da Serasa (disponível para Android e iOS) e consultar sua situação de crédito por meio do número de CPF.

Abertura de MEIs sobe e bate recorde no primeiro semestre de 2020

O número de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil cresceu 10,2% no primeiro semestre de 2020 ante ao mesmo período de 2019, com 892.988 novas formalizações nos seis primeiros meses do ano. Com essa quantidade, que configura um novo recorde histórico semestral, o País chegou a ter 10.323.426 registros. As informações são do Portal do Empreendedor, do governo federal.

Diversos fatores explicam o boom, sendo o principal deles o aumento do desemprego, de acordo com o portal InfoMoney. Estão no rol, ainda, mudanças nas relações de trabalho e certas vantagens que a formalização oferece, como aposentadoria por tempo de contribuição, salário-maternidade e auxílio-doença.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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