Bolsa cai aos 100 mil pontos com quedas de Petrobras, Vale e bancões

13 de agosto de 2020 - Por

Bolsa cai aos 100 mil pontos com quedas de Petrobras, Vale e bancões

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,62% (100.460 pontos)

Dólar: -1,56% (R$ 5,36)

Casos de coronavírus: 3.180.758 confirmados e 104.528 mortes*

Resumo:

  • Bolsonaro acena ao “Centrão” e gesto agrada mercado financeiro;
  • Petrobras, Vale e bancões derrubam a Bolsa; nem alta nas ações de varejistas é suficiente para segurar a queda;
  • pela primeira vez desde o início da pandemia, EUA registram menos de 1 milhão de pedidos de seguro desemprego em uma semana;
  • COVID-19: média móvel de seis estados mais DF aumenta; Brasil ultrapassa 104 mil mortes e 3,180 milhões de casos;
  • setor de serviços cresce 5% em junho, mas ainda não apaga perdas da crise;
  • comércio cresce 8%, mas apresenta pior semestre para o setor desde 2016.

Apesar dos acenos de Jair Bolsonaro à agenda liberal de Paulo Guedes, o Ibovespa – principal índice da Bolsa brasileira – não segurou o tranco e acabou fechando em queda nesta quinta-feira (13), voltando à casa dos 100 mil pontos.

O pregão abriu com certo otimismo por causa do ato simbólico do presidente, feito ontem (12) à noite Palácio da Alvorada, no qual reafirmou compromisso com a política econômica que defendeu nas eleições, que inclui reforma administrativa, privatizações e respeito ao teto de gastos.

No pronunciamento, Bolsonaro colocou ao seu lado o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, com objetivo de mostrar que trabalhará com o Legislativo para fazer suas promessas acontecerem.

O presidente também nomeou Ricardo Barros como líder do governo na Câmara, mostrando ainda mais aproximação com o chamado “Centrão”. O mercado financeiro enxerga essas atitudes como um gesto de que Bolsonaro conversará mais com as casas legislativas, colaborando com o andamento das pautas econômicas.

Outros fatores ajudaram a manter o Ibovespa positivo no começo do dia, incluindo alta nas ações da Via Varejo (dona da Casas Bahia e do Pontofrio) – por conta da divulgação do balanço do segundo trimestre – e de outras varejistas.

Colaborou, ainda, o fato de os Estados Unidos terem registrado 963 mil pedidos de seguro desemprego em uma semana, ante a expectativa de 1,120 milhão. Pela primeira vez desde o começo da pandemia o número ficou abaixo de 1 milhão.

Bolsa cai aos 100 mil pontos com quedas de Petrobras, Vale e bancões

No entanto, as ações da Petrobras sofreram com a queda do preço do petróleo lá fora, causando recuos por aqui. Juntou se ao movimento a Vale e os bancões – que, juntos, correspondem a cerca de 40% do Ibovespa –, puxando o índice para baixo. O mesmo aconteceu com os papéis da BRF depois que autoridades chinesas encontraram coronavírus em frangos importados do Brasil.

Falando em COVID-19, o Brasil já acumula mais de 104 mil mortes registradas pela doença. Seis estados e o Distrito Federal apresentaram alta: Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Amapá e Tocantins. Para conferir a situação do seu estado, o portal G1 fez um infográfico com a média móvel aqui.

Setor de serviços cresce 5% em junho, mas ainda não apaga perdas da crise

O setor de serviços cresceu 5% em junho ante a maio, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar deste ser o primeiro resultado positivo em meses e de representar a segunda maior alta mensal da série histórica da pesquisa, ele ainda não foi suficiente para apagar as perdas acumuladas de 19,5% nos quatro meses anteriores.

Desta forma, o volume de serviços no Brasil segue 14,5% abaixo do patamar registrado em fevereiro – mês que antecedeu a data que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia do coronavírus.

Em comparação a junho de 2019, o setor de serviços apresentou recuo de 12,1%, a quarta queda nesta base de comparação.

Na última terça-feira (12), o IBGE divulgou o desempenho do comércio no mês de junho: as vendas cresceram 8%, no entanto, este foi o pior semestre para o setor desde 2016.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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