Bolsa é arrastada por tombo em Wall Street e fecha em queda

3 de setembro de 2020 - Por

Bolsa é arrastada por tombo em Wall Street e fecha em queda

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,17% (100.721 pontos)

Dólar: -1,27% (R$ 5,28)

Casos de coronavírus: 4.007.502 confirmados e 124.057 mortes*

Resumo:

  • Pressionada por tombo nos índices de Wall Street, Bolsa encerra o dia em queda;
  • envio da reforma administrativa ao Congresso dá injeção de ânimo, mas dura pouco;
  • Brasil ultrapassa 4 milhões de casos confirmados de COVID-19;
  • indústria cresce 8% em julho, mas ainda não apaga perdas com pandemia;
  • endividamento das famílias bate novo recorde em agosto e inadimplência é a maior em 10 anos.

A agenda econômica do dia tinha (quase) tudo para dar aquela ajuda para a Bolsa fechar esta quinta-feira (3). Mas, como o mercado financeiro é imprevisível, uma onda negativa veio de Nova York e impactou o Ibovespa, principal índice da B3. Resultado: fechamento no vermelho – das 75 ações listadas, 56 fecharam em queda.

O pregão já abriu com certo apetite a risco – afinal, mais tarde, o mercado contava com o envio da proposta de reforma administrativa pelo governo ao Congresso. Ela vem sendo aguardada pelos investidores, já que tem o potencial de aliviar a pressão sobre os cofres públicos.

No entanto, a empolgação foi breve. Mais tarde, as bolsas de Nova York se comportaram de um jeito diferente aos dias anteriores: em vez das altas recorde que vêm sendo registradas desde agosto, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq (composto apenas por companhias de tecnologia) caíram, respectivamente, 2,78%, 3,51% e 4,96%. Para que se tenha ideia, só as ações da Apple derreteram 8,01%.

Em parte, isso aconteceu porque os investidores quiseram realizar o lucro que conseguiram em todas essas altas – ou seja, vender os papéis para embolsar a grana diante do aviso do banco central estadunidense, o Federal Reserve (Fed), que alertou sobre a lentidão na retomada econômica do país em relatório divulgado ontem (2).

Então, você pergunta: a história da reforma administrativa não fez nem cócegas no mercado? Quando foi divulgada, ela até deu uma injeção de ânimo. Porém, as quedas em Wall Street foram tão intensas que foi impossível não assustarem os investidores.

De qualquer maneira, a reforma administrativa traz alguns pontos que estão sendo discutidos à exaustão por jornalistas e comentaristas de diversos veículos, seja pelos pontos positivos ou polêmicos. Por exemplo, apesar de ela abranger Executivo, Legislativo e Judiciário de estados, União e municípios, ela não inclui parlamentares, juízes, procuradores e militares.

Todas essas discussões acontecem em meio ao contexto de pandemia do coronavírus. Hoje, o Brasil ultrapassou os 4 milhões de casos confirmados, tendo a doença já vitimado 124 mil pessoas.

Indústria cresce 8% em julho, mas ainda não apaga perdas com pandemia

A produção industrial brasileira apresentou crescimento de 8% em julho, quando comparado com junho, divulgou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta foi a terceira alta consecutiva. No entanto, ainda não apagou a perda de 27% acumulada em março e abril – quando a indústria alcançou o nível mais baixo da série histórica. Além disso, o resultado de julho mostra uma desaceleração ante ao crescimento observado em maio (8,7%) e julho (9,7%).

Com o crescimento divulgado hoje, a indústria ainda segue 6% abaixo do patamar registrado em fevereiro, que foi o mês anterior às medidas de isolamento social necessárias para conter o avanço do coronavírus.

Endividamento das famílias bate novo recorde em agosto e inadimplência é a maior em 10 anos

Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice de inadimplência e endividamento das famílias brasileiras atingiram o maior patamar em 10 anos.

Para que se tenha ideia, o percentual de famílias endividadas subiu para 67,5% em agosto – ultrapassando os 67,4% de julho, deixando para o mês passado o novo recorde da série histórica, iniciada em janeiro de 2010.

Já o total de famílias inadimplentes (com dívidas ou contas em atraso) subiu para 26,7% em agosto, contra 26,3%, em julho. É o maior percentual desde março de 2010, quando alcançou 27,3%.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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