Bolsa fecha a semana no vermelho depois de confusão política e NY em queda

4 de setembro de 2020 - Por

Bolsa fecha a semana no vermelho depois de confusão políticas e NY em queda

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,52% (101.241 pontos)

Dólar: +0,33% (R$ 5,30)

Casos de coronavírus: 4.054.474 confirmados e 124.922 mortes*

Resumo:

  • Abalada pelas quedas em Nova York e por feriado, Ibovespa passa por grande volatilidade, mas consegue fechar em alta;
  • bolsas de Wall Street seguem baixas do dia anterior por queda em ações de empresas de tecnologia;
  • desentendimento entre Guedes e Maia pressiona dólar para cima;
  • no acumulado da semana, Ibovespa fecha negativa;
  • população volta a procurar emprego e taxa de desocupados cresce, mostra IBGE;
  • poupança tem menor captação líquida desde o início da pandemia.

Foi por muito pouco que o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, conseguiu fechar esta sexta-feira (4) acima dos 100 mil pontos. Para que se tenha ideia, o índice chegou aos 98.960 na mínima do dia. Do mesmo jeito que aconteceu ontem (3), a B3 acompanhou as quedas que aconteceram em Nova York e teve um dia bem volátil.

As bolsas de Wall Street viveram um déjà-vu da quinta-feira, com os investidores correndo para vender as ações de tecnologia – como Amazon, Apple, Netflix, Facebook e Google. Por isso, alguns dos papéis que mais sofreram por aqui foram aqueles que aproveitaram o embalo tecnológico que a pandemia trouxe, como os de e-commerces.

Outro fator que influenciou a volatilidade foi a chegada do feriado da Independência do Brasil, comemorado na próxima segunda-feira (7). Normalmente, o mercado financeiro fica um pouco mais resistente a riscos em vésperas de feriado já que, com a B3 fechada, eles ficarão mais tempo sem poder tocar em seus ativos. Também será feriado nos Estados Unidos, então a mesma pressão rolou por lá.

A semana trouxe algumas conversas que adocicaram os ouvidos dos investidores, como o andamento da reforma administrativa. No entanto, as propostas apresentadas não afetarão os servidores já em exercício, o que trará alívio apenas no longo prazo. Outro fator polêmico é que, por não incluírem parlamentares, juízes, procuradores e militares, elas terão maior impacto sobre a folha de pagamento de servidores do baixo escalão, como professores e outros cujos salários impactam menos os cofres públicos.

Para completar a sopa política, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, disse à GloboNews que ele e Paulo Guedes, ministro da Economia, estão com a relação estremecida. O motivo: Guedes teria proibido seus secretários de falarem com Maia. Apesar de ele ter declarado ao Valor que este conflito não afetará o avanço das reformas no Congresso, o mercado financeiro está, sim, preocupado.

Bolsa fecha a semana no vermelho depois de confusão políticas e NY em queda

A percepção da briga entre o ministro e o parlamentar colaborou para a alta do dólar, que fechou a semana com desvalorização acumulada de 1,99%. Já o Ibovespa encerra a semana com queda de 0,88%.

População volta a procurar emprego e taxa de desocupados cresce, mostra IBGE

Depois de uma leve queda na semana anterior, o número de desempregados em meio à pandemia do coronavírus voltou a crescer na segunda semana de agosto. Em estimativa divulgada nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também informou que a quantidade de pessoas procurando emprego aumentou em, aproximadamente, 300 mil pessoas de uma semana para outra.

Desta forma, o Brasil agora teria 12,9 milhões de cidadãos desocupados e buscando oportunidade. O aumento levou a taxa de desemprego a passar de 13,3% para 13,6%. Apesar disso, o IBGE considera que o indicador alcançou estabilidade, atribuindo o crescimento deste contingente ao fato de mais pessoas terem voltado a procurar emprego.

Lembrando que a taxa de desocupação é formada por pessoas que gostariam de trabalhar e estão em busca ativa por emprego. Os que estão desempregados, mas não buscam vagas – independente do motivo – estão na parcela de desalentados.

“Embora pouco significativo, tivemos um leve aumento da população ocupada e da desocupada, e uma discreta diminuição da população fora da força de trabalho. Isso sugere, como já tínhamos observado na semana anterior, uma leve retomada das atividades econômicas e da recuperação do emprego”, comentou Maria Lúcia Vieira, coordenadora da pesquisa.

Poupança tem menor captação líquida desde o início da pandemia

Apesar de os depósitos na poupança terem superado os saques em R$ 11,4 bilhões em agosto, este foi o menor valor desde que o novo coronavírus chegou ao Brasil. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central.

Este número é quase 60% menor do que o registrado em julho, que foi de R$ 27 bilhões. Porém, ainda é maior do que os observados em agosto de outros anos: por exemplo, em 2019, a chamada captação líquida – a diferença entre depósitos e saques – foi de R$ 1,3 bilhão.

Desde o início da pandemia, o BC vinha registrando aumento da captação líquida , sob a justificativa de benefícios como o auxílio emergencial e saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que são pagos por meio de contas-poupanças digitais da Caixa Econômica Federal.

Em maio, a captação líquida foi de R$ 37,2 bilhões, o maior desde 1995, quando se iniciou a série histórica.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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