Bolsa fecha acima de 105 mil pontos pela primeira vez desde março

29 de julho de 2020 - Por

Bolsa fecha acima de 105 mil pontos pela primeira vez desde março

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,44% (105.605 pontos)

Dólar: +0,29% (R$ 5,15)

Casos de coronavírus: 2.498.668 confirmados e 88.792 mortes*

Resumo:

  • Com início da temporada de divulgação de balanços das empresas listadas, Bolsa fecha acima de 105 mil pontos pela primeira vez desde o início da pandemia;
  • Fed, o banco central estadunidense, mantém a taxa básica de juros entre zero e 0,25% ao ano;
  • juro do rotativo do cartão cai em junho para 300,3% ao ano, diz Banco Central;
  • BC anuncia que lançará cédula de R$ 200.

Começou hoje a temporada de balanços de diversas empresas listadas na Bolsa – e os resultados animaram os investidores o suficiente para que o Ibovespa fechasse em alta nesta quarta-feira (29). Essa foi a primeira vez que o principal índice da B3 fechou acima dos 105 mil pontos desde o início da pandemia, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no começo de março.

A começar pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que divulgou ter encerrado o 2º trimestre com um lucro líquido de R$ 345,2 milhões, 80% menor do que o mesmo período em 2019. No entanto, o resultado veio acima das expectativas do mercado, o que foi suficiente para valorizar os papéis da empresa na Bolsa.

O mesmo aconteceu com o Santander, que também apresentou um resultado que, apesar de negativo, veio melhor do que esperado. No caso do banco, houve queda de 42% do lucro gerencial no 2º trimestre. No entanto, o índice de inadimplência entre os clientes caiu fortemente.

Por volta das 15h, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciou que manteria a taxa básica de juros entre zero e 0,25% ao ano. De quebra, ainda mostrou que tem bala na agulha caso precise atuar ainda mais na crise provocada pelo coronavírus no país.

“O comitê acompanhará de perto os desenvolvimentos e está preparado para ajustar seus planos conforme apropriado”, disse o Fed no comunicado.

Bolsa fecha acima de 105 mil pontos pela primeira vez desde março

Juro do rotativo do cartão cai em junho para 300,3% ao ano, diz BC

Em meio à crise provocada pela pandemia do coronavírus e todas suas consequências econômicas – incluindo famílias endividadas e desemprego –, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito passou de 305,0% ao ano em maio para 300,3% a.a. em junho, informou o Banco Central nesta quarta-feira. Foi uma queda de 4,7 pontos porcentuais de um mês para outro.

O fenômeno aconteceu apesar de um cenário em que, diante da queda na renda, as famílias aumentam a procura por linhas de crédito nos bancos. Inclui-se aqui o rotativo do cartão e o cheque especial, consideradas modalidades de crédito emergencial. Não por um acaso essas são as taxas mais altas do mercado, de acordo com o BC.

Nas operações que o portador do cartão pagou pelo menos o mínimo da fatura, os juros passaram de 248,9% a.a. em maio para 242,0% a.a. em junho.

Banco Central anuncia que lançará cédula de R$ 200

O Brasil terá uma nova cédula em circulação: a de R$ 200, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Banco Central. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da novidade, que homenageará o lobo-guará.

Segundo o BC, a nova cédula deverá começar a circular no final de agosto. A previsão é de que sejam impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200 este ano.

Por ora, vamos precisar segurar um pouco a curiosidade, já que até o fechamento desta reportagem o BC ainda não havia divulgado a imagem da nova cédula.

Porém, o que falta em imagens concretas sobra em criatividade: a notícia alcançou os Trending Topics do Twitter – o ranking de termos mais citados na rede – e já virou meme.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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