Bolsa fecha em alta com investidores comprando ações na baixa

24 de setembro de 2020 - Por

Bolsa fecha em alta com investidores comprando ações na baixa

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,33% (97.012 pontos)

Dólar: -1,38% (R$ 5,50)

Casos de coronavírus: 4.634.468 confirmados e 139.294 mortes*

Resumo:

  • Depois de quedas, investidores na B3 e em NY compram ações baratas, ajudando na recuperação do dia;
  • mortes por coronavírus passam de 139 mil no Brasil;
  • Banco Central estima inflação em 2,1% em 2020, com Selic e câmbio constantes;
  • menos de 5% dos trabalhadores negros têm cargos de gerência ou diretoria, aponta pesquisa.

Com a agenda nacional sem grandes novidades, o Ibovespa pegou carona na recuperação das bolsas de Nova York e fechou a quinta-feira (24) em alta.

Se você já foi à feira na hora da xepa, vai entender exatamente o que aconteceu hoje. Depois de dias caindo, as ações mais baratas se tornaram atraentes para os investidores que adotam a estratégia de comprar na baixa para vender na alta – e, com isso, embolsar uma boa grana. É a mesma lógica da xepa: aproveitar as pechinchas, que mais tarde se transformarão em belos pratos.

Lá fora, as ações de tecnologia viveram esse dia de princesa, com os investidores comprando suas ações – que, por sua vez, valorizaram. Consequentemente, os índices de Wall Street acompanharam a alta. Por aqui, o mesmo efeito aconteceu nas ações de financeiras, como as dos grandes bancos e da própria B3, que têm grande peso no nosso índice.

Sim, o mercado financeiro ainda está de olho nos números do coronavírus e no risco fiscal no Brasil. No entanto, isso deixou de ser novidade e passou a assustar menos os investidores.

Essa é a realidade do mercado. Fora da Bolsa, a sociedade ainda pode (e deve) continuar se preocupando com essas questões. Cabe a nós reforçar neste fechamento que o Brasil já perdeu mais de 139 mil vidas para a COVID-19, com alta de mortes em cinco estados: RJ, GO, AM, AP e BA.

Bolsa fecha em alta com investidores comprando ações na baixa

Banco Central estima inflação em 2,1% em 2020, com Selic e câmbio constantes

A inflação oficial do Brasil – Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – deve ser de uma alta de 2,1% este ano, projeta o Banco Central (BC). A informação foi divulgada hoje por meio do Relatório Trimestral de Inflação de setembro, que também estima que o índice suba 3% em 2021, 3,8% em 2022 e 4,6% em 2023.

Para chegar a este número, o BC considerou juros estáveis em 2% ao ano e taxa de câmbio na média de R$ 5,30. Estes eram os números vigentes nos cinco dias úteis antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que aconteceu na semana passada.

No relatório de junho, o BC projetava uma alta do IPCA no patamar de 1,9% para 2020, 3% para 2021 e 3,6% para 2022; sem estimativas para 2023. Neste documento, a autoridade monetária pressupunha juros estáveis a 3% ao ano e taxa de câmbio na média de R$ 4,95.

Menos de 5% dos trabalhadores negros têm cargos de gerência ou diretoria, aponta pesquisa

O teto de vidro imposto à população negra é uma realidade independente da percepção de cada um: ela é numérica. Pelo menos é o que mostrou um levantamento do Vagas.com, empresa de soluções tecnológicas de recrutamento e seleção.

A pesquisa mostrou que 47,6% dos pretos e pardos entrevistados ocupam posições operacionais, mais do que brancos, indígenas e amarelos. A população negra também é maioria nos cargos técnicos (11,4%).

Contudo, o percentual dessa população cai conforme os cargos ficam mais elevados. Para que se tenha ideia, apenas 3,4% dos negros entrevistados ocupam posições de gerência, contra 7% de brancos. Apenas 0,7% dos pretos e pardos entrevistados chegaram a cargos de diretoria, contra 2% de brancos e 2% de asiáticos.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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