Bolsa fecha em alta focada em nova vacina contra COVID-19 e dados positivos

1 de julho de 2020 - Por

Bolsa fecha em alta focada em nova vacina contra COVID-19 e dados positivos

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,21% (96.203 pontos)

Dólar: -2,24% (R$ 5,31)

Casos de coronavírus: 1.426.913 confirmados e 60.194 mortes*

Resumo:

  • Dados surpreendentes do mercado de trabalho nos Estados Unidos animam bolsas, incluindo o Ibovespa, que ultrapassou os 96 mil pontos;
  • resultados preliminares de nova vacina contra COVID-19 aliviam medo do mercado financeiro e contribuem com alta;
  • Brasil ultrapassa marca de 60 mil mortos por coronavírus;
  • 11,7 milhões de trabalhadores formais já tiveram redução de salário ou contrato suspenso;
  • Auxílio Emergencial é prorrogado por dois meses;
  • Bolsonaro veta lei que proibia inscrição de nomes em cadastros negativos durante pandemia.
  • O Ibovespa fechou o primeiro pregão do mês em alta nesta quarta-feira (1º) com os investidores indo às compras, impulsionados por uma série de boas notícias.

Ainda no começo do dia, foram divulgados dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que mostraram a criação de mais de 2,3 milhões de empregos pela iniciativa privada. O resultado foi menor do que o esperado pelo mercado, mas veio acompanhado de uma revisão dos números de maio. Antes, acreditava-se que mais de mais de 2,8 milhões de vagas haviam sido fechadas naquele mês. No entanto, a informação foi corrigida e, na verdade, foram criados mais de 3 milhões de postos de trabalho em maio.

Mais tarde, a ciência deu sua colaboração, com os avanços em uma possível vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Pfeizer. A farmacêutica publicou relatório com os primeiros resultados clínicos, mostrando que o produto oferece maior nível de anticorpos do que o constatado em indivíduos infectados pela COVID-19.

Os números de casos confirmados de coronavírus segue crescendo nos EUA, com novos recordes em estados como Califórnia e Texas. O mesmo ocorre aqui: o Brasil ultrapassou os 60 mil mortos pela doença. No entanto, ter uma vacina na mira ajuda a alimentar o otimismo e apetite a risco do mercado financeiro.

11,7 milhões de trabalhadores formais já tiveram redução de salário ou contrato suspenso

O número de brasileiros que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de trabalho em meio à pandemia de coronavírus já chegou a 11,7 milhões, segundo dados do Ministério da Economia.

Bolsa fecha em alta focada em nova vacina contra COVID-19 e dados positivos

Isso representa 36% dos 32,5 milhões de trabalhadores formais do setor privado, considerando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do IBGE.

Os acordos entre trabalhadores e empregadores fazem parte do programa Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). Até o momento, foram fechados 11.698.243 acordos, por 1.348.733 empregadores.

Auxílio Emergencial é prorrogado por dois meses

Depois de informações desencontradas, nesta quarta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o decreto 10.412 que prorroga o Auxílio Emergencial por mais dois meses.

Na última terça-feira (30), o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia antecipado a informação em uma cerimônia no Palácio do Planalto. De acordo com o ministro, o pagamento deve ser feito em mais quatro parcelas em dois meses – R$ 600 por mês, somando R$ 1,2 mil. Funcionaria da seguinte forma:

  • R$ 500 no início do mês;
  • R$ 100 no fim do mês;
  • R$ 300 no início do mês;
  • R$ 300 no fim do mês.

Porém, o decreto publicado não especifica se a forma antecipada por Guedes realmente valerá. Segundo o Ministério da Cidadania, ele apenas estabelece que serão pagos R$ 600 no mês de julho e R$ 600 em agosto.

Bolsonaro veta lei que proibia inscrição de nomes em cadastros negativos durante pandemia

O presidente Jair Bolsonaro vetou na íntegra o projeto de lei 675, que suspenderia retroativamente e impediria novas inscrições de nomes em cadastros negativos durante pandemia.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) sob a justificativa de “contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”. Consta, ainda, que o projeto de lei “gera insegurança jurídica ao possibilitar a revisão de atos e relações jurídicas já consolidadas” – para chegar a esta conclusão, foram ouvidos os Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Economia e a Advocacia-Geral da União, ainda de acordo com a publicação.

O governo também alegou que, ao dar proteção “excessiva” ao devedor em detrimento do credor, “estaria se promovendo um incentivo ao inadimplemento e permitindo o superendividamento.”

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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