Bolsa fecha em alta; inflação e endividamento das famílias também sobem com coronavírus

30 de março de 2020 - Por

Bolsa tem alta; endividamento sobe com coronavírus

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,65% (74.639 pts)

Dólar: +1,48% (R$ 5,18)

Casos de coronavírus: 4579 confirmados e 159 óbitos (fonte: Ministério da Saúde)*

Sabe quando você passa o dia com o humor variando toda hora? As bolsas no mundo, principalmente a brasileira, também tiveram um dia desses. O Ibovespa abriu em alta, mas em seguida operou no negativo. O índice só voltou a certa estabilidade quando as bolsas americanas também subiram.

Uma das razões para a alta em Wall Street foi o anúncio do presidente Donald Trump, que declarou a extensão do período de distanciamento social até 30 de abril. Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro segue contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e conclamando que adultos saudáveis voltem ao trabalho normalmente.

Vale ficar de olho na redução do preço do petróleo (queda de 9,5% hoje), causada principalmente pela queda do consumo nos países atingidos pelo coronavírus, assim como pela falta de sinais de resolução da guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia. A quarentena e medidas de distanciamento estão levando as pessoas a circularem menos e, como consequência, a população acaba precisando menos de combustível e outros derivados.

Por que você tem que saber? Podemos falar em consequências para quem investe em ações de empresas do ramo, mas também vale ressaltar o impacto dessa queda no preço nos estados que recebem royalties do pré-sal, caso do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O dinheiro a menos fará falta, especialmente em tempos de combate à pandemia do COVID-19.

Bolsa tem alta; endividamento sobe com coronavírus

Endividamento das famílias bate recorde no Brasil em março

De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgado nesta segunda (30), o percentual de famílias endividadas saltou para 66,2% este mês. Isso representa o maior patamar da série história da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que começou a contagem em 2010. Para que se tenha ideia, o endividamento das famílias havia recuado 65,1% em fevereiro.

A expectativa da CNC é que o quadro piore diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Por que você tem que saber? A crise que estamos vivendo agora está colocando em xeque o rendimento das famílias, especialmente das que vivem em maior vulnerabilidade social e econômica. Imagine ser uma trabalhadora autônoma – por exemplo, manicure – e, pela falta de clientes, não receber dinheiro e não conseguir pagar suas contas.

A situação tende a piorar, então, é preciso manter a racionalidade. Os cinco maiores bancos do País – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander – se dispuseram a prorrogar por até 60 dias o prazo de vencimento de dívidas de Clientes Pessoas Físicas e Micro e Pequenas empresas. No entanto, várias leitoras do Finanças Femininas relataram dificuldades para conseguir uma negociação realmente vantajosa. Por isso, vale o alerta: não aceite qualquer renegociação.

Em meio à crise do coronavírus, índice de inflação disparou em março, segundo FGV

Está sentindo que as coisas estão mais caras? Não é só impressão: nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve guinada de 1,24% em março.

A pressão veio do grupo de Bens Finais, que subiu 0,77% este mês, em especial o subgrupo Alimentos Processados, com alta de 1,27%. Destaque também aos preços de matérias-primas brutas, cuja alta em março foi de 4,77%. Os insumos que subiram mais foram o café em grãos (+10,60%), minério de ferro (+9,73%) e soja em grãos (+5,03%).

Por que você tem que saber? Já comentamos que não é a hora de estocar alimentos – leia aqui porque não existe necessidade de tomar essa atitude. Quem tomar essa decisão, além de poder prejudicar os demais cidadãos, também pagará mais caro por diversos produtos, especialmente os alimentos processados. Cuidado com o orçamento!

*Até o fechamento do texto

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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