Bolsa fecha em baixa, mas acumula alta de 9,39% no mês

30 de junho de 2020 - Por

Bolsa fecha em baixa, mas acumula alta de 9,39% no mês

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -0,71% (95.055 pontos)

Dólar: +0,25% (R$ 5,43)

Casos de coronavírus: 1.383.678 confirmados e 58.927 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa passa por montanha russa ao longo do dia, mas acaba fechando em baixa no último pregão do mês;
  • China aprova lei de segurança nacional para Hong Kong, deixando investidores receosos sobre o acordo comercial entre o país e os EUA;
  • número de casos de COVID-19 continua a crescer nos EUA, com aumento da preocupação sobre uma segunda onda e aprofundamento dos impactos econômicos da pandemia;
  • com coronavírus, mundo perdeu 400 milhões de empregos em tempo integral, afirma ONU;
  • taxa de desemprego alcança 12,9%, com 12,7 milhões de desocupados.

O último pregão de maio reservou muitas emoções para os investidores. Foram muitas altas e baixas ao longo do dia mas, ao final desta terça-feira (30), a Bolsa acabou fechando em queda.

A tensão entre Estados Unidos e China ganhou nova página. Mais cedo, o país asiático aprovou a lei de segurança nacional, que permitirá o combate a atividades que o governo chinês chama de “subversivas e secessionistas” em Hong Kong. Com o mercado financeiro esperando retaliações dos EUA, o clima tenso acabou se instalando no mercado financeiro – afinal, isso poderia prejudicar o acordo comercial entre os países.

Paira, ainda, o fantasma da segunda onda de coronavírus. Os casos diários nos EUA seguem aumentando, o que pode resultar em novos lockdowns no país e, consequentemente, mais impactos na economia.

Por aqui, as ações do setor bancário ajudaram a puxar o Ibovespa para baixo. Os investidores também mantiveram no radar a taxa de desemprego, divulgada hoje, como você verá a seguir.

Assim se encerra o segundo trimestre e o primeiro semestre de 2020: de acordo com o Valor Investe, o Ibovespa subiu 9,39% no mês de junho e 29,84% no segundo trimestre. Porém, no primeiro semestre, acumula baixa de 17,33% – que aconteceram, principalmente, em março, quando a pandemia da COVID-19 chegou ao Ocidente.

Já o dólar – que chegou pertinho dos R$ 4 neste mês –, acabou 1,93% mais caro em junho, com alta acumulada de 4,67% no segundo trimestre de 2020 e de 35,66% no semestre. Para entender a fundo o movimento do dólar, confira o episódio 4 do podcast Meu Dinheiro, Minhas Regras, produzido pelo Finanças Femininas e Rádio Bandeirantes.

Bolsa fecha em baixa, mas acumula alta de 9,39% no mês

Com impacto do coronavírus, mundo perdeu 400 milhões de empregos em tempo integral, afirma ONU

Houve no mundo inteiro uma queda de 14% nas horas de trabalho no segundo trimestre de 2020 – o equivalente à perda de 400 milhões de empregos em período integral, considerando-se uma jornada semanal de trabalho de 48 horas.

Este número de horas perdidas no primeiro semestre de 2020 foi significativamente maior do que o estimado inicialmente, afirmou a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi divulgada nesta terça-feira, na quinta edição do “Monitor OIT: COVID-19 e o mundo do trabalho”.

A estimativa anterior – publicada em 27 de maio – era de uma queda de 10,7%, o equivalente a 305 milhões de empregos. A região do planeta que mais sofreu com o desemprego foram as Américas, com perda de 18,3% nas horas de trabalho. Em seguida, Europa e Ásia Central (13,9%), Ásia e Pacífico (13,5%), Estados árabes (13,2%) e África (12,1%).

Taxa de desemprego alcança 12,9%, com 12,7 milhões de desocupados

No Brasil, a taxa oficial de desemprego subiu para 12,9% no trimestre encerrado em maio. São 12,7 milhões de pessoas atingidas e 7,774 milhões de postos de trabalho fechados, em relação ao trimestre anterior, mostram os dados da da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em março de 2018, quando alcançou os 13,1%. O percentual divulgado hoje poderia ter sido ainda maior se não fosse o grande número de desalentados, aquelas pessoas que simplesmente deixaram de procurar emprego: elas já são 5,4 milhões, um novo recorde.

Entre os quase 7,8 milhões que perderam o emprego, 5,784 milhões de pessoas eram trabalhadores informais – o correspondente a 74,4%.

O portal G1 reuniu os principais destaques da pesquisa do IBGE:

  • País perdeu 7,8 milhões de postos de trabalho em 3 meses
  • Queda de 2,5 milhões de empregados com carteira assinada
  • Queda de 2,4 milhões de trabalhadores sem carteira assinada
  • Queda de 2,1 milhões de trabalhadores por conta própria
  • Ocupação no mercado de trabalho atingiu o menor nível histórico
  • Pela 1ª vez, menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada
  • A taxa de informalidade (37,6%) é a menor da série histórica
  • População subutilizada atingiu o recorde de 30,4 milhões de pessoas

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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