Bolsa fecha no zero a zero com novo recorde de coronavírus nos EUA

2 de julho de 2020 - Por

Bolsa fecha no zero a zero com novo recorde de coronavírus nos EUA

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,03% (96.234 pontos)

Dólar: +0,6% (R$ 5,34)

Casos de coronavírus: 1.476.884 confirmados e 61.314 mortes*

Resumo:

  • Estados Unidos surpreende positivamente com 4,8 milhões de novos empregos criados em maio;
  • boa notícia anima mercado financeiro, mas novo recorde de casos de coronavírus nos EUA faz Ibovespa fechar estável;
  • produção industrial cresce 7% em maio, mas ainda não cobre danos da pandemia;
  • Caixa incluirá custo de cartório e ITBI em financiamentos da casa própria.

Apesar da euforia do começo do dia, a Bolsa acabou perdendo força ao longo da tarde e fechou quase no zero a zero nesta quinta-feira (2) devido ao aumento nos casos de coronavírus nos Estados Unidos. Pela primeira vez, o país registrou mais de 50 mil casos de COVID-19 em 24 horas – somente no estado da Flórida foram 10.109 novos infectados.

O novo recorde acontece um dia depois de a Pfeizer anunciar êxito em testes preliminares de uma possível vacina para a doença, conforme contamos aqui. O mercado financeiro abriu o dia ainda animado com essa notícia.

Ainda durante esta manhã, os EUA divulgaram os dados oficiais de empregos do país, chamado de payroll, apontando que 4,8 milhões de empregos foram criados em junho por lá, ante a expectativa de 2,9 milhões apontada por economistas entrevistados pelo Wall Street Journal. O país também revisou para cima o payroll de maio – de 2,509 milhões para 2,699 milhões de empregos – e, com isso, trouxe a taxa de desemprego para 11,1%, ante aos 13,3% de antes.

A princípio, as boas novas foram suficientes para dar gás a bolsas do mundo inteiro – os principais índices da Europa fecharam em forte alta, incluindo o Stoxx 600 Europe. Contudo, o recorde de casos de coronavírus nos Estados Unidos trouxeram os investidores para a ainda dura realidade, que aumenta o receio de novos lockdowns e impactos ainda maiores na economia.

No Brasil, os casos de coronavírus também seguem aumentando: já são mais de 61 mil mortes e a curva de infectados segue subindo, com mais de 1,4 milhão de casos confirmados.

Bolsa fecha no zero a zero com novo recorde de coronavírus nos EUA

Produção industrial cresce 7% em maio, mas ainda não cobre danos da pandemia

Depois de dois meses seguidos de queda, a produção industrial brasileira avançou 7% em maio, na comparação com o mês anterior, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Abril havia registrado tombo recorde de -18,8%.

Essa foi a maior alta já registrada pelo levantamento para um mês de maio. No entanto, só apagou parte das perdas acumuladas desde o começo da pandemia do coronavírus – março e abril registraram, juntos, 26,3% de retrocesso.

“Com isso, o setor atinge o segundo patamar mais baixo desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal, sendo que o menor nível foi registrado em abril deste ano”, informou o IBGE.

Quando comparado a maio de 2019, houve queda de 21,9%, segunda queda mais acentuada desde o início da série histórica, ficando apenas atrás do desempenho de abril (-27,3%). Este também é o sétimo resultado negativo seguido neste tipo de comparação.

Caixa incluirá custo de cartório e ITBI em financiamentos da casa própria

Além de bancar o imóvel em si, quem compra a casa própria precisava pagar à vista os custos cartoriais e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) – o que soma de 2% a 5% do valor do imóvel, de acordo com a região. Contudo, nesta quinta-feira a Caixa Econômica Federal anunciou que incluirá essas despesas nos financiamentos imobiliários feitos na instituição.

A novidade vale para imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão, em operações com recursos do FGTS ou com recursos da poupança (SBPE).

O limite de financiamento será de 4% sobre o valor financiado para financiamentos contratados com recursos do FGTS e de 5% com recursos SBPE.

“O valor total do contrato do cliente (valor relativo à compra do imóvel + financiamento das custas cartorárias e ITBI) deve estar dentro dos limites aprovados, observando-se sua capacidade de pagamento e o valor máximo permitido para o programa em que ele se enquadra”, informou a Caixa em nota.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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