Bolsa fecha semana no azul, apesar de receio com as contas públicas

21 de agosto de 2020 - Por

Bolsa fecha semana no azul, apesar de receio com as contas públicas

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,05% (101.521 pontos)

Dólar: +0,95% (R$ 5,60)

Casos de coronavírus: 3.513.039 confirmados e 112.670 mortes*

Resumo:

  • Apesar de Câmara manter veto que barra reajustes salariais de funcionários públicos por dois anos, mercado financeiro segue preocupado com as contas públicas, refletindo o humor da semana;
  • Bolsa passa parte do dia em queda, mas vira de última hora para uma leve alta;
  • dólar volta a se aproximar dos R$ 6;
  • Brasil ultrapassa 3,5 milhões de casos de coronavírus e 112 mil mortes;
  • Bolsonaro sanciona lei que cria linha de crédito para profissionais liberais;
  • governo divulga cronograma de pagamentos de ajuda emergencial ao setor cultural;

Aos trancos e barrancos, a Bolsa conseguiu virar o jogo e fechar em leve alta nesta sexta-feira (21), depois de uma semana guiada pelos humores da política.

Por pouco, nada adiantou a Câmara assegurar, na noite de ontem (20), o veto presidencial que mantém funcionários públicos sem reajustes salariais – apesar disso, o Ibovespa, principal índice da B3, abriu em queda. O mercado financeiro segue com receio de que o governo não conseguirá segurar a barra das contas públicas.

Ações de peso, como as da B3, da Vale e da Petrobras, acabaram fechando em baixa. Os bancões – que representam 18% do Ibovespa – escaparam deste grupo por pouco, virando para a alta no final da partida.

O jogo virou pouco a pouco com alguns dados econômicos que você verá detalhadamente a seguir. Resumidamente, o Brasil voltou a criar postos formais de trabalho depois de quatro meses de queda. Além disso, o que prevê suspensão de contratos e redução de jornada (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o BEm), foi prorrogado por dois meses.

Já o dólar segue em caminho de alta desde o começo do mês – e não foi diferente essa semana. Para acalmar os ânimos, o Banco Central vendeu a moeda estadunidense à vista. Apesar disso, o câmbio fechou a semana 3,31%. Já o Ibovespa encerra a semana com alta de 0,17%.

Bolsa fecha semana no azul, apesar de receio com as contas públicas

Brasil quebra ciclo e cria mais de 131 mil vagas formais de emprego em julho

Depois de quatro meses de saldo negativo, em julho, o Brasil voltou a abrir mais do que fechar vagas com carteira assinada. De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia, o saldo líquido somou 131.010 vagas abertas – foram 1.043.650 trabalhadores formais contratados, contra 912.640 demitidos.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também indicam que este foi o melhor resultado para o mês desde 2012, quando foram contratados 142.496 trabalhadores formais. Em outras palavras, este foi o melhor julho em oito anos.

Bolsonaro sanciona lei que cria linha de crédito para profissionais liberais

Nesta sexta, o presidente da República sancionou, com vetos, o projeto de lei que cria linha de crédito para profissionais liberais que atuam como pessoa física. Isto será feito no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

O limite de crédito será de R$ 100 mil, com taxa de juros de até 7% ao ano e prazo de pagamento em até 36 meses – incluindo oito meses de carência com cobrança de juros.

Governo divulga cronograma de pagamentos de ajuda emergencial ao setor cultural

O setor será socorrido por meio da Lei Aldir Blanc, que prevê R$ 3 bilhões voltados à cultura – extremamente afetada pela pandemia do coronavírus. Cerca de 19 estados e 1,080 municípios já haviam solicitado os recursos até esta quinta-feira (20).

A Lei prevê ajuda tanto para os espaços artísticos – com subsídios de R$ 3 mil a R$ 10 mil por mês – quanto para os trabalhadores, que terão direito a três parcelas de R$ 600.

Confira o cronograma:

  • Lote 1: Plano de ação aprovado até 1º de setembro será pago até 11 do mesmo mês;
  • Lote 2: Projeto liberado de 2 a 16 de setembro terá pagamento até 26 do mesmo mês;
  • Lote 3: Plano autorizado de 17 setembro a 1º de outubro será pago até 11 de outubro;
  • Lote 4: Projeto aprovado de 2 a 16 de outubro terá pagamento até 26 do mesmo mês.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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