Bolsa fica de fora de intensa onda global de altas nesta terça-feira (21)

21 de julho de 2020 - Por

Bolsa fica de fora de intensa onda global de altas nesta terça-feira (21)

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -0,11% (104.309 pontos)

Dólar: -2,44% (R$ 5,21)

Casos de coronavírus: 2.129.053 confirmados e 80.493 mortes*

Resumo:

  • Bolsa fica no zero a zero depois de fortes quedas da Vale, Via Varejo, B3 e Qualicorp;
  • Brasil ultrapassa 80 mil mortes confirmadas por coronavírus;
  • Banco Central promete destinar 80% de nova linha de crédito emergencial para negócios de pequeno porte;
  • pequenas empresas do comércio são as mais afetadas pela crise, diz FGV;
  • Aneel proíbe corte de energia de famílias de baixa renda até o fim do ano.

Apesar de as bolsas globais terem mantido o otimismo do dia anterior, o Ibovespa ficou de fora da “festinha” que rolou no cenário externo, fechando perto do zero a zero nesta terça-feira (21).

No começo do dia, tudo parecia bem: o principal índice da Bolsa superou os 105 mil pontos pela primeira vez desde o início da pandemia depois que a União Europeia aprovou um pacote de 750 bilhões de euros para a recuperação econômica do continente. As ações da Petrobras também ganharam força.

Contudo, mais de 21% da carteira do Ibovespa sofreu quedas fortes, a começar pelas ações da Vale (que representa 10,7% do índice), que recuaram depois de divulgar dados operacionais abaixo do esperado. O mesmo movimento ocorreu com a Via Varejo e B3 – esta última por conta de realização de lucro.

Também juntou-se ao bonde as ações da Qualicorp, cujo fundador foi preso nesta manhã em operação Polícia Federal que investiga o senador José Serra.

Chamou a atenção ainda a forte queda do dólar, resultado da aprovação do pacote de estímulo europeu que citamos acima. Este movimento – junto ao otimismo por conta das vacinas contra o coronavírus, conforme contamos nesta segunda-feira (20) – valorizou o euro e incentivou os investidores a procurarem mais risco, levando, em último caso, à baixa da moeda estadunidense.

Bolsa fica de fora de intensa onda global de altas nesta terça-feira (21)

Paulo Guedes entrega primeira parte da reforma tributária ao Congresso

Conforme prometido, o ministro da Economia Paulo Guedes entregou, nesta terça-feira, a primeira parte da reforma tributária estudada pela equipe econômica. O projeto foi entregue aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

De acordo com informações do ministério, a primeira parte trata apenas da da unificação de PIS e Cofins, os dois tributos federais sobre o consumo. Temas mais complexos – como inclusão de tributos estaduais nesse imposto único e alterações no Imposto de Renda – devem ficar para uma segunda parte, que ainda não tem data para ser protocolada.

BC promete destinar 80% de nova linha de crédito emergencial para pequenas empresas

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, na noite desta segunda-feira (20), que destinaria ao menos 80% dos recursos do Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE) para este público.

Esta linha de crédito emergencial foi criada na semana passada por meio de medida provisória (MP).

“Com potencial de R$ 120 bilhões, espera-se que a nova linha de crédito alcance micro, pequenos e médios empresários, garantindo-se que esses agentes tenham recursos para fazer frente às suas obrigações de curto prazo, com condições mais favoráveis do que hoje encontram em mercado”, informou a instituição.

A decisão vem em um cenário complicado para micro e pequenas empresas: de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), as pequenas empresas do comércio são as que mais sofreram com a crise oriunda da pandemia do coronavírus. Para completar, este grupo também tem enfrentado ritmo fraco de recuperação.

A pesquisa mostrou, ainda, que:

  • O índice de confiança é o mais baixo;
  • A recuperação da demanda é a mais fraca desde o início da crise;
  • Há mais relatos de dificuldade para conseguir crédito;
  • Quase 40% deles esperam a normalização da economia só em 2021.

Aneel proíbe corte de energia de famílias de baixa renda até o fim do ano

Nesta terça-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estendeu a validade da regra que proibia o corte de energia elétrica por falta de pagamento. Agora, a determinação vale até o final do ano, e não apenas até o fim de julho.

Desta forma, a regra estará vigente até o final do estado de calamidade pública pela pandemia do coronavírus, decretado pelo Congresso Nacional e válido até 31 de dezembro.

A prorrogação vale apenas para consumidores classificados como “baixa renda”, beneficiados pela Tarifa Social de Energia Elétrica, assim como aqueles que não estejam recebendo fatura impressa, que estão em locais onde não há postos de arrecadação (como lotéricas e instituições financeiras) ou que têm equipamentos essenciais à vida. O antigo prazo está mantido para as demais residências e imóveis comerciais.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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