Bolsa passa por ressaca pós-feriado e cai mais de 2% na semana

11 de setembro de 2020 - Por

Bolsa passa por ressaca pós-feriado e cai mais de 2% na semana

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -0,48% (98.363 pontos)

Dólar: +0,25% (R$ 5,33)

Casos de coronavírus: 4.251.455 confirmados e 129.865 mortes*

Resumo:

  • Bolsa fecha a semana com queda de 2,84%, puxada por queda em ações de empresas de tecnologia nos EUA e desvalorização do petróleo;
  • dólar pressiona e sofre alta acumulada de 0,47% ao longo da semana;
  • Brasil tem menor média móvel de novos casos de coronavírus, mas mortes já passam de 129 mil;
  • setor de serviços cresce 2,6% em julho, mas ainda não se recuperou da pandemia;
  • desemprego na pandemia tem leve queda na terceira semana de agosto, diz IBGE.

Às vezes a ressaca dura mais do que nosso corpo está acostumado. Que o diga o Ibovespa, principal índice da Bolsa, que passou a semana pós-feriado com aquela dor de cabeça típica e acumulou a maior perda semanal em 17 semanas: -2,84%. Das 77 ações listadas, 62 fecharam no vermelho

No pregão desta sexta-feira (11), a queda só não foi maior por causa da alta de mais de 5% nas ações da Vale (que representam 10,369% da carteira teórica Ibovespa), conseguindo fazer o índice virar para a alta por um tempo. Porém, muitos fatores influenciam as subidas e descidas, e a mineradora não conseguiu segurar o jogo sozinha.

Um deles é o mercado financeiro internacional, especialmente o estadunidense. Quem acompanhou essa semana sabe que as bolsas de Wall Street sofreram um grande baque por causa do derretimento de ações de empresas de tecnologia.

Elas aconteceram, em partes, porque os investidores parecem céticos em relação à recuperação econômica mundial depois da crise provocada pelo coronavírus – visão reforçada pelo próprio Federal Reserve, o Fed, banco central dos Estados Unidos. Então, eles aproveitaram para vender as ações que tinham e realizaram o lucro, causando boa parte da queda que assistimos ao longo destes quatro dias.

Essa visão acabou contagiando o resto do mundo, inclusive nosso mercado financeiro. Juntou-se a este temor toda a discussão sobre as contas públicas brasileiras e às quedas que a Petrobras sofreu nos últimos dias e o resultado foi a queda acumulada.

Bolsa passa por ressaca pós-feriado e cai mais de 2% na semana

Já o dólar segue subindo, o que tem efeitos além da Bolsa de Valores – que o digam os preços de alimentos como trigo nos supermercados. Na semana, a moeda estadunidense teve valorização de 0,47% ante o real.

Quanto ao coronavírus, a boa notícia é que a curva de contágio está caindo em 16 estados. Além disso, a média móvel de novos casos caiu 29% em relação a 14 dias atrás, com 27.659 por dia – a maior queda que o Brasil registrou desde o começo da pandemia.

É motivo para comemorar, mas não para se descuidar. Países do mundo inteiro vem sofrendo com as chamadas segundas ondas – caso da França, que nesta quinta-feira (10) bateu seu próprio recorde de casos de COVID-19 em 24 horas com quase 10 mil novas infecções.

Setor de serviços cresce 2,6% em julho, mas ainda não se recuperou da pandemia

O volume de serviços prestados no Brasil teve alta de 2,6% em julho, quando comparado a junho, divulgou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta foi a segunda alta mensal seguida

Apesar disso – e apesar dos ganhos acumulados de 7,9% nestes dois meses –, o setor ainda não conseguiu recuperar completamente o que perdeu entre os meses de fevereiro e maio, seguindo 12,5% abaixo do nível registrado antes da pandemia do coronavírus.

De acordo com os dados do IBGE, o setor de serviços tem se recuperado mais lentamente do que o comércio e a indústria, ainda mais nas atividades que envolvem atendimento presencial – algo que cabeleireiras, donas de academias e afins tem sentido na pele em seus negócios. Para completar, o volume de serviços ainda está 22,2% abaixo do pico da série histórica da pesquisa, que aconteceu em novembro de 2014.

Desemprego na pandemia tem leve queda na terceira semana de agosto, diz IBGE

O desemprego em meio à pandemia teve uma leve baixa na terceira semana de agosto ante a anterior, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira.

Segundo o levantamento, entre os dias 16 e 22 de agosto, a população desempregada era de 12,6 milhões, com taxa de desocupação de 13,2%. Já uma semana antes, o número era de 12,8 milhões, representando 13,6%. Contudo, a redução de 200 mil no contingente é considerada estabilidade pelo IBGE.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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