Bolsa quase chega aos 100 mil pontos com dados positivos no comércio

8 de julho de 2020 - Por

Bolsa quase chega aos 100 mil pontos com dados positivos no comércio

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,05% (99.769 pontos)

Dólar: -0,71% (R$ 5,34)

Casos de coronavírus: 1.683.738 confirmados e 67.113 mortes*

Resumo:

  • Vendas do comércio crescem 13,9% em maio, mas ainda não se recuperam do tombo, diz IBGE;
  • dados foram suficientes para animar o mercado financeiro e fazer a Bolsa chegar perto dos 100 mil pontos;
  • índices dos EUA tiveram bom dia, apesar de novos recordes de contaminados por coronavírus;
  • emprego só se recupera em 2022 ou depois, diz a OCDE.

As intempéries do mercado financeiro no exterior não foram suficientes para derrubar a Bolsa, que se descolou das perdas em bolsas na Ásia e na Europa e ficou a um triz dos 100 mil pontos. O motivo é o bom desempenho do varejo, que teve alta de 14%, conforme contaremos a seguir.

Apesar de o resultado ainda não ser suficiente para apagar as perdas que aconteceram entre março e abril, ele superou a expectativa de alta de 6%, mostrando que há motivos para acreditar na recuperação do setor.

Os índices dos Estados Unidos também passaram o dia no azul, apesar da escalada de casos de coronavírus no país, o que ajudou o Ibovespa na alta de hoje. O S&P 500, por exemplo, que é o principal índice de ações estadunidense, subiu 0,79%, enquanto o Nasdaq, que possui a maior concentração de empresas de tecnologia, teve alta de 1,44%.

Por lá, mais uma vez houve novo recorde de contágio nas últimas 24 horas, fazendo os EUA superarem a marca de 3 milhões de infectados. Já por aqui, são 1.683.738 casos confirmados e 67.113 mortos – 48.584 e 1.312 nas últimas 24 horas, respectivamente.

Bolsa quase chega aos 100 mil pontos com dados positivos no comércio

Vendas do comércio crescem 13,9% em maio, mas ainda não se recuperam do tombo, diz IBGE

Depois da queda recorde em abril, as vendas no comércio varejista subiram 13,9% em maio ante ao mês anterior, divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar desta ter sido a maior alta desde janeiro de 2000, início da série histórica, o resultado não foi suficiente para se recuperar do tombo de 19,1% no acumulado em março (-2,8%) e abril (-16,3%), que ocorreu por conta das medidas de isolamento social para conter a pandemia do coronavírus.

Já na comparação com maio de 2019, a queda no varejo brasileiro foi de 7,2%. Essa é a terceira vez consecutiva que a taxa fica negativa, o que deixa claro o nível ainda baixo da atividade no setor.

Emprego só se recupera em 2022 ou depois, diz a OCDE

As economias desenvolvidas terminarão 2020 com as maiores taxas de desemprego de todos os períodos desde a Crise de 1929 e não retornarão ao nível pré-pandemia até – no melhor dos casos – 2020, afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (7).

Para a entidade, é um risco suspender prematuramente as medidas de emergência que foram criadas para sustentar o emprego. Disse, ainda, que cabe aos governos lançar novos programas que estimulem a contratação de trabalhadores, principalmente os que estão entrando no mercado de trabalho agora.

Caso aconteça uma segunda onda de coronavírus – e, com ela, novas medidas de confinamento –, as taxas de desemprego poderão ser ainda mais altas. Para se ter noção, se os Estados Unidos adotarem novos lockdowns, a OCDE estima uma taxa de desemprego de 12,9% em 2020 e de 11,5% em 2021, ante os 11,3% previstos para este ano e 8,5% do ano que vem.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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