Bolsa reage mal a falas de Bolsonaro que sinalizam “fritura” de Guedes

26 de agosto de 2020 - Por

Bolsa reage mal a falas de Bolsonaro que sinalizam “fritura” de Guedes

quem ama, compartilha!

Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,46% (100.627 pontos)

Dólar: +1,52% (R$ 5,61)

Casos de coronavírus: 3.683.224 confirmados e 116.964 mortes*

Resumo:

  • Bolsonaro rejeita proposta de Renda Brasil e Bolsa reage mal, fechando no vermelho;
  • mercado financeiro percebe movimento de “fritura” de Guedes;
  • queda no Ibovespa foi amortecido por bolsas estadunidenses;
  • Brasil se aproxima das 117 mil mortes por coronavírus;
  • eventual imposto sobre pagamentos incidirá sobre “todas transações”, diz governo;
  • planos de saúde que já aumentaram terão reajustes suspensos, diz ANS.

Mais uma vez, a preocupação com a política fiscal do governo se sobressaiu às altas internacionais e o Ibovespa, principal índice da B3, fechou no vermelho. Aliás, foi por causa das bolsas de Wall Street que o estrago não foi maior.

Por volta do meio-dia, apenas 11 das 75 ações listadas no Ibovespa operavam no vermelho depois que o presidente Jair Bolsonaro afirmar que a proposta do Renda Brasil apresentada por Paulo Guedes, ministro da Economia, está suspensa.

Um dos principais motivos é porque, para viabilizar o benefício sem aumentar os gastos, a equipe econômica sugeriu acabar com o abono salarial – que atende a 23 milhões de pessoas que ganham até dois salários mínimos. Bolsonaro disse que não gostou da ideia, sinalizando que estaria, sim, propenso a implantar o programa sem contrapartidas financeiras, o que resultaria em mais gastos.

Mais uma vez, a divergência de opinião entre presidente e ministro aumentaram a percepção do mercado de que a relação poderia estar abalada – incluindo um quê de “fritura”, um processo no qual Bolsonaro expõe e afasta aos poucos um ministro que ele não quer mais, caso dos ex-ministros Henrique Mandetta (Saúde) e Sérgio Moro (Justiça).

O resultado foi uma grande aversão a risco tomando os investidores, já que ainda não há sinais do controle de gastos prometidos, com as estatais Eletrobras, Embraer e Petrobras fechando o dia desvalorizadas.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, as bolsas de lá esperam que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central estadunidense), Jerome Powell, aponte nesta quinta-feira (27) novas medidas de estímulo no evento que ocorre todo ano.

Bolsa reage mal a falas de Bolsonaro que sinalizam “fritura” de Guedes

Eventual imposto sobre pagamentos incidirá sobre “todas transações”, diz governo

Até o momento, achava-se que a chamada “nova CPMF” – tributo sobre pagamentos que está sendo analisado pelo governo – incidiria apenas sobre a economia digital. No entanto, segundo informação da assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado, ele deve incidir sobre “todas as transações”.

Os detalhes sobre a nova proposta só serão divulgados próximo ao seu envio.

“A contribuição sobre pagamentos, ela ganha uma nova conotação em relação à nova CPMF por conta da digitalização da economia. Quando torna a economia mais incorpórea, a forma de rastrear é mais fácil por meio do fluxo de pagamentos. Essa é a ideia que está na cabeça do ministro. A legislação está sendo desenhada pra refletir esse novo mundo digital rastreável através das transações financeiras”, disse Canado em live dos jornais “Valor Econômico” e “O Globo”.

Planos de saúde que já aumentaram terão reajustes suspensos, diz ANS

Quem tem plano de saúde que já passou por reajuste esse ano poderá respirar fundo: de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o acréscimo que já foi definido no período anterior à pandemia não poderá ser aplicado nos meses de setembro a dezembro deste ano.

Desta forma, a ANS informou, nesta quarta-feira, que o consumidor pagará o valor em vigor antes do reajuste durante o período definido. Se o reajuste ainda não tiver sido cobrado ou definido, não haverá aumento em 2020.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

quem ama, compartilha!

Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) [email protected]

Leia em seguida

Nova onda de COVID-19 e escândalo de bancos derrubam Bolsa nesta segunda (21)

21 de setembro de 2020

A nova onda de coronavírus nos EUA e Europa e suspeita de lavagem de dinheiro em bancos globais fizeram um grande estrago na Bolsa. Entenda.

Bolsa cai aos 98 mil pontos, mas semana fecha perto do zero a zero

18 de setembro de 2020

A Bolsa foi arrastada pela onda negativa dos índices globais, mas conseguiu fechar a semana empatada. O que houve? Saiba tudo que rolou nesta sexta-feira (18)!

Bolsa se descola de perdas internacionais e fecha em leve alta

17 de setembro de 2020

De ressaca da decisão do banco central dos EUA, bolsas do mundo inteiro caíram, menos do Brasil. Descubra quais ações salvaram a pátria!

SIGA O INSTAGRAM @financasfemininas