Bolsa se descola de perdas internacionais e fecha em leve alta

17 de setembro de 2020 - Por

Bolsa se descola de perdas internacionais e fecha em leve alta

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,42% (100.097 pontos)

Dólar: -0,17% (R$ 5,22)

Casos de coronavírus: 4.430.227 confirmados e 134.363 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa se descolou das bolsas internacionais e fechou o dia em leve alta;
  • mercado financeiro global entendeu recado do banco central dos EUA com cautela, sofrendo quedas nas bolsas de NY e Europa;
  • Brasil já perdeu mais de 134 mil vidas para o coronavírus;
  • Auxílio Emergencial: 1ª parcela de R$ 300 começa a ser distribuída hoje;
  • fome volta a crescer no Brasil e atinge 10,3 milhões de cidadãos, aponta IBGE.

Contra tudo e contra (quase) todos índices internacionais, a Bolsa conseguiu fechar esta quinta-feira (17) em leve alta com ajuda das chamadas blue chips – ações daquelas empresas que todo mundo conhece, como Petrobras e Vale, como explicamos neste glossário da Bolsa.

Conforme contamos aqui, ontem o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve, o Fed) divulgou sua decisão de manter a taxa básica de juros da economia estadunidense entre zero e 0,25% ao ano.

O número em si não assustou o mercado financeiro mas, sim, o fato de que ela deve permanecer desse jeito até 2023, passando o recado de que a autoridade monetária não sabe, exatamente, quando a economia estadunidense vai se recuperar completamente da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Para sanar a situação, o presidente do Fed, Jerome Powell, bateu na tecla de que serão necessários estímulos econômicos por parte do governo dos EUA – porém, com as eleições presidenciais se aproximando por lá, eles estão travados nas casas legislativas.

As bolsas internacionais captaram a mensagem: tanto os principais índices de Nova York quanto da Europa caíram. A Nasdaq, por exemplo, conhecida pela carteira majoritariamente composta por empresas de tecnologia, retrocedeu 1,27%.

O Ibovespa, principal índice da B3, até sofreu no começo do dia, mas virou o jogo de tarde com a ajudinha das Blue Chips brasileiras. Caso da Petrobras, que surfou no aumento do preço do barril de petróleo e fechou no azul. Outras empresas que entraram no time que hoje segurou o Ibovespa, principal índice da B3, foram a Usiminas, Vale, Ambev, CSN e Gerdau Metalúrgica.

Conforme análises de profissionais do mercado financeiro – e os próprios sinais dados na economia real –, os efeitos da COVID-19 na economia mundial ainda poderão ser sentidos por um tempo.

Bolsa se descola de perdas internacionais e fecha em leve alta

No entanto, eles não estão só nos números: conforme a flexibilização avança em alguns lugares, a contaminação pelo vírus também segue. É o caso do litoral paulista, que viu o número de casos aumentar depois de receber uma enxurrada de turistas nos últimos fins de semana.

Segundo dados do consórcio de imprensa*, o Brasil já perdeu mais de 134 mil vidas para o coronavírus. A doença já infectou quase 4,5 milhões de pessoas.

Auxílio Emergencial: 1ª parcela de R$ 300 começa a ser distribuída hoje

A Caixa Econômica Federal (CEF) começou a depositar hoje a primeira das quatro parcelas de R$ 300 do Auxílio Emergencial residual para beneficiários do Bolsa Família.

Como já vinha acontecendo nas demais parcelas, a CEF fará os depósitos de acordo com o número final do NIS. Por isso, nesta quinta-feira, foi a vez daqueles cujo último dígito do NIS é 1 – aproximadamente 1,6 milhão de beneficiários.

Além disso, a Caixa também liberou hoje os saques e transferências para 3,8 milhões de nascidos em dezembro, incluindo os aprovados no primeiro e segundo lotes (terceira e quarta parcelas), aprovados no terceiro lote (segunda parcela), aprovados no quarto lote (primeira e segunda parcelas), aprovados no quinto e sexto lotes (primeira parcela) e aprovados no primeiro lote, mas que tiveram o benefício suspenso (terceira e quarta parcelas).

Fome volta a crescer no Brasil e atinge 10,3 milhões de cidadãos, aponta IBGE

Depois de mais de uma década de avanços, a fome voltou a assolar o Brasil. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em cinco anos, cresceu em aproximadamente 3 milhões o número de pessoas nessa situação. Desta forma, o País tem cerca de 10,3 milhões de pessoas sem acesso regular à alimentação básica.

O número poderia ser ainda maior, visto que o IBGE considerou apenas moradores em domicílios permanentes – excluindo, portanto, indivíduos em situação de rua. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) foi realizada entre junho de 2017 e julho de 2018.

O levantamento também apontou que o Brasil atingiu o menor nível de cidadãos que podem contar com alimentação regular e plena.

Outras descobertas, de acordo com o portal G1:

  • Mais da metade dos domicílios onde há fome são chefiados por mulheres
  • Quase metade dos indivíduos com fome vive na Região Nordeste do país
  • A chamada “insegurança alimentar” é mais prevalente nas áreas rurais
  • Metade das crianças com até 5 anos vive tem restrição no acesso à alimentação de qualidade
  • Quanto maior o número de moradores no domicílio, menor é o acesso à alimentação plena
  • Arroz pesa mais no orçamento de famílias com insegurança alimentar, aponta IBGE

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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