Bolsa segue otimismo global e fecha em 97 mil pontos; dólar cai para R$ 4,85

8 de junho de 2020 - Por

Bolsa segue otimismo global e fecha em 97 mil pontos; dólar cai para R$ 4,85

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +3,18% (97.644 pontos)

Dólar: -2,66% (R$ 4,85)

Casos de coronavírus: sem atualização recente devido ao conflito nos dados divulgados pelo ministério da Saúde, conforme contamos a seguir

Resumo:

  • Ibovespa tem a sétima alta consecutiva e fecha acima de 97 mil pontos;
  • dólar fecha a R$ 4,85, mínima em três meses;
  • OMS pede transparência ao Brasil sobre dados de coronavírus;
  • Banco Mundial estima retração de 8% no PIB brasileiro;
  • boletim Focus: analistas esperam queda de 6,48% no PIB brasileiro.

O primeiro pregão da semana trouxe o ânimo dos últimos dias – a Bolsa fechou em alta pela 7ª vez consecutiva, principalmente por causa do otimismo pela reabertura das principais economias do mundo.

Na sexta-feira, a boa notícia foi a geração de empregos nos EUA. Hoje, a China também superou as expectativas nos números de exportações referentes a maio – com uma queda de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando esperava-se contração de 7%.

Já o dólar caiu para a mínima em 3 meses. Uma série de fatores explicam o movimento, a começar pelo maior volume de dólares circulando por aqui. Apesar das frequentes inconstâncias políticas, o Brasil é o país emergente que oferece mais liquidez para o investidor internacional, ou seja, é mais fácil aplicar e retirar dinheiro daqui do que de outros países emergentes.

Com o apetite por risco aumentando entre os investidores estrangeiros por causa da reabertura das economias ao redor do globo, o País acaba sendo um bom destino para aplicar seus dólares. “Por mais que a Bolsa tenha voltado dos 75 mil pontos para 97 mil pontos, ela continua muito barata. Acaba compensando para o investidor estrangeiro”, afirmou à reportagem um analista de uma casa de investimentos.

No entanto, ainda há motivos para se preocupar, principalmente quando falamos sobre os dados econômicos que atingem diretamente a população. Como você verá a seguir, analistas do mercado e especialistas estimam um tombo cada vez maior na economia brasileira.

Além disso, diversos veículos internacionais veem com preocupação os flertes do governo brasileiro com modelos autoritários. Neste domingo (7), o ministério da Saúde divulgou dados divergentes de infectados e mortos pelo coronavírus. Enquanto o primeiro balanço apontava para 1.382 mortes nas últimas 24 horas – elevando o total de mortes para 37.312 –, o segundo informava 525 óbitos (com um total de 36.455 vítimas).

Na última semana, o ministério da Saúde mudou o horário que divulga as informações e modificou o formato do balanço diário, excluindo números totais de casos e mortes. O site oficial que mostra os dados sobre o coronavírus no Brasil chegou a ficar fora do ar. Diante do ocorrido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, nesta segunda-feira, que Brasil mantenha transparência em dados sobre a COVID-19.

Economia brasileira pode retrair 8% este ano, estima Banco Mundial; Focus aposta em queda de 6,48%

Economia brasileira pode retrair 8% este ano, estima Banco Mundial; Focus aposta em queda de 6,48%

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve retrair 8% este ano, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Mundial. Espera-se que, em 2021, haja recuperação de 2,2%.

A estimativa de queda para o Brasil é maior do que a para América Latina e Caribe, cuja expectativa é de -7,2% em 2020. O desempenho da economia brasileira só seria pior do que do Peru, cuja expectativa de retração é de 12%, e de países menores, como Belize.

Se confirmada, a retração de 8% será a maior da história do Brasil, considerando a série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciada em 1900. As duas maiores quedas aconteceram em 1990 (-4,35%) e em 1981 (-4,25%).

Já os analistas do mercado entrevistados para o boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, aumentaram pela 17ª vez a expectativa de queda no PIB, indo de 6,25% na semana passada para 6,48% nesta semana.

O relatório também aponta que os analistas reduziram, de 1,55% para 1,53%, a estimativa de inflação para 2020. Esta é a 13ª queda seguida do indicador.

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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