Bolsa sofre com mau humor internacional e fecha no vermelho

8 de setembro de 2020 - Por

Bolsa sofre com mau humor internacional e fecha no vermelho

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,18% (100.050 pontos)

Dólar: +1,1% (R$ 5,36)

Casos de coronavírus: 4.150.311 confirmados e 127.084 mortes*

Resumo:

  • Tensão entre China e Estados Unidos se une a queda das ações de empresas de tecnologia e da Petrobras e Bolsa fecha pós-feriado no vermelho;
  • Brasil ultrapassa 127 mil mortes por coronavírus e mais de 4,1 milhões de casos confirmados;
  • projeção para PIB para 2020 volta a piorar após nove semanas de melhoria;
  • Caixa libera R$ 50 milhões em empréstimos para microempreendedores com Pronampe.

Não somos só nós, humanas, que podemos voltar do feriadão de ressaca: a Bolsa também enfrentou um fenômeno parecido nesta terça-feira (8). O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o dia em queda depois de vários drinks de climão comercial, quedas em índices internacionais e uma pitada de desvalorização da Petrobras.

A começar pela tensão comercial entre China e Estados Unidos, que ganhou uma nova rodada. Durante a cerimônia do Dia do Trabalho, comemorado nesta segunda-feira (7) nos EUA, o presidente Donald Trump falou novamente em cortar relações com a China.

“Seja pela dissociação ou por imposição de tarifas massivas, como já estou fazendo, acabaremos com nossa dependência da China, porque não podemos contar com a China”, disse.

Essa incerteza entre os dois países causou uma derrapada acentuada do petróleo ao redor do mundo, atingindo em cheio os preços das ações da Petrobras. Como a empresa corresponde a 10% da carteira teórica do Ibovespa, o índice como um todo sentiu. Além dela, outras empresas de grande peso no Ibov também tropeçaram, como Vale e grandes bancos.

A saideira – e ingrediente final para aquela dor de cabeça – veio das ações de empresas de tecnologia listadas nas bolsas de Wall Street, especialmente a Nasdaq, que abriram o dia no vermelho.

Bolsa sofre com mau humor internacional e fecha no vermelho

Em agosto, elas reinaram absolutas, inclusive, impulsionando Wall Street a bater recordes no mês passado. Porém, a economia real cada vez dá mais sinais de que a recuperação pós-crise causada pela pandemia do coronavírus não será tão fácil assim.

Isso colocou uma pulga atrás da orelha dos investidores: será que os preços das chamadas “Big Techs” não estariam mais valorizados do que deveriam – como uma espécie de bolha? Este pensamento tem causado quedas e mais quedas em companhias como Facebook (-4,09%), Amazon (-4,39) e Apple (-6,73%), levando consigo as bolsas de NY e o nosso Ibovespa.

Para que você tenha noção, em números, os três principais índices estadunidenses fecharam assim:

  • Dow Jones: -2,25% (27.500 pontos)
  • S&P 500: -2,78% (3.331 pontos)
  • Nasdaq: -4,11% (10.847 pontos)

Depois desse coquetel, só tempo, café forte e muita água fresca para curar a ressaca – até a próxima bebedeira.

Bolsa sofre com mau humor internacional e fecha no vermelho

Projeção para PIB para 2020 volta a piorar após nove semanas de melhoria

Depois de nove semanas consecutivas de melhoria, a estimativa de economistas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 voltou a cair – a projeção passou de uma queda de 5,28% para encolhimento de 5,31% da atividade econômica brasileira.

Este dado faz parte do relatório Focus, divulgado excepcionalmente nesta terça-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de profissionais de mais de 100 instituições financeiras. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2021, a expectativa dos profissionais para o crescimento da atividade econômica segue em 3,50%.

Já expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, passou de uma alta de 1,77% para 1,78%. Apesar de esta ser a quarta alta consecutiva do indicador, o número segue abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, a inflação oficial pode variar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

O mercado prevê, ainda, que a taxa Selic seguirá no patamar de 2% a.a. até o final do ano. A expectativa para 2021 segue a mesma da semana passada: 2,88% a.a.

Caixa libera R$ 50 milhões em empréstimos para microempreendedores com Pronampe

A Caixa Econômica Federal liberou R$ 50 milhões em microcrédito por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O anúncio foi feito nesta terça-feira (8).

Essa linha oferece crédito limitado a R$ 20 mil e é direcionada a empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil.

Além do crédito, o Pronampe Microcrédito tem parceria com o Sebrae, com objetivo de orientar pequenos empresários sobre a melhor forma de utilizar o dinheiro.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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