Bolsa vai aos 100 mil pontos com volta dos testes de vacina contra COVID-19

14 de setembro de 2020 - Por

Bolsa vai aos 100 mil pontos com volta dos testes de vacina contra COVID-19

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,94% (100.274 pontos)

Dólar: -1,1% (R$ 5,27)

Casos de coronavírus: 4.335.066 confirmados e 131.736 mortes*

Resumo:

  • Notícia de que AstraZeneca e Universidade de Oxford retomaram os testes da vacina contra COVID-19 anima bolsas dos EUA, refletindo no Brasil;
  • Depois de uma semana de ressaca, Ibovespa volta aos 100 mil pontos, também repercutindo “prévia do PIB” e estimativas do relatório Focus;
  • Brasil já perdeu mais de 131 mil vidas para coronavírus; casos somam mais de 4,3 milhões;
  • FOCUS: mercado financeiro melhora projeção para PIB em 2020, com queda de 5,11%;
  • mais pobres sofreram alta da inflação duas vez maior do que a dos mais ricos, mostrou Ipea.

O laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford retomaram os testes da possível vacina contra o coronavírus. Ótima notícia para a saúde e para o mercado financeiro, que viu na notícia um incentivo para retomar o apetite a risco e colocar o dinheiro para circular. Esse movimento começou nas bolsas dos Estados Unidos e chegou aqui, ajudando a Bolsa a fechar no azul neste segunda-feira (14).

Semana passada, o Ibovespa – principal índice da B3 – deslizou consideravelmente, também acompanhando as bolsas de Nova York. Um dos principais motivos foi o receio em relação à recuperação econômica pós-pandemia de COVID-19, principalmente com os testes dessa vacina suspensos. Agora, parece que o jogo virou – pelo menos por enquanto.

Com os índices gringos subindo, os investidores brasileiros aproveitaram o embalo. Outro fator que os ajudou a ir às compras foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia do PIB”, que subiu 2,15% em julho, na comparação dessazonalizada com junho.

A informação foi divulgada hoje pelo BC e também ajudou a aquecer os ânimos na Bolsa, assim como a melhoria na previsão para o PIB, conforme você verá adiante.

O mundo ainda aguarda a vacina – ou as vacinas – e, enquanto ela não vem, o Brasil segue acumulando casos e mortes por coronavírus, apesar de a média móvel de novas mortes no País nos últimos 7 dias ter caído 18% em relação aos dados registrados em 14 dias. Três estados mostraram alta nos óbitos: Acre, Roraima e Ceará.

Bolsa vai aos 100 mil pontos com volta dos testes de vacina contra COVID-19

Mercado financeiro melhora projeção para PIB em 2020, com queda de 5,11%

A estimativa de economistas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 voltou a melhorar – a projeção passou de um recuo de 5,31% para queda de 5,11% da atividade econômica brasileira, com melhora de 0,20 pontos percentuais.

Este dado faz parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de profissionais de mais de 100 instituições financeiras. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2021, a expectativa dos profissionais para o crescimento da atividade econômica segue em 3,50%.

Já expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, passou de uma alta de 1,78% para 1,94%. Esta foi a quinta alta consecutiva, no entanto, o número o número segue abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, a inflação oficial pode variar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

O mercado prevê, ainda, que a taxa Selic seguirá no patamar de 2% a.a. até o final do ano. A expectativa para 2021 segue a mesma da semana passada: 2,88% a.a.

Mais pobres sofreram alta da inflação duas vez maior do que a dos mais ricos, mostrou Ipea

Nos últimos 12 meses, a contar de agosto, a variação de preços para famílias mais pobres cresceu duas vezes em relação às mais ricas. Pelo menos é o que mostrou o Indicador de Inflação por Faixa de Renda para o mês de agosto, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Especificamente em agosto, para parcela menos favorecida – cuja renda mensal é inferior a R$ 1.650 – houve alta de 0,38% para a inflação. Já a fatia mais rica, com faturamento superior a R$ 16,5 mil, sentiu deflação de 0,10%.

De acordo com o Ipea, as famílias mais pobres sofreram mais pressão inflacionária por causa da categoria Alimentos e Bebidas, especialmente pela valorização do feijão (35,9%), leite (23%), arroz (19,2%) e ovos (7,1%).

O peso dos alimentos é maior para essas famílias, correspondendo a 0,20 pontos percentuais. Por outro lado, ele corresponde a apenas 0,05 p.p. da inflação das famílias mais ricas.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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