Bolsa volta aos 100 mil pontos com ações da Vale e prévia do PIB positiva

14 de julho de 2020 - Por

Bolsa volta aos 100 mil pontos com ações da Vale e prévia do PIB positiva

quem ama, compartilha!

Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,77% (100.440 pontos)

Dólar: -0,74% (R$ 5,34)

Casos de coronavírus: 1.887.959 confirmados e 72.921 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa volta aos 100 mil pontos; principal causa foi a valorização das ações da Vale, que bateram recorde nominal de preço;
  • balanço melhor do que o esperado de empresas nos EUA e prévia positiva do PIB brasileiro contribuíram com a alta do principal índice da Bolsa;
  • DF e 9 estados registram alta na média móvel de mortes por coronavírus;
  • Apesar de retomada econômica lenta, mercado vê Ibovespa acima dos 110 mil pontos em 2020;
  • governo autoriza recontratar funcionários demitidos na pandemia com salário menor;
  • decreto amplia prazo para suspensão de contratos de trabalho e redução da jornada.

Olha quem voltou aos 100 mil pontos: ele mesmo, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. A ajudinha veio da Vale – que representa 10,6% do índice –, ao disparar mais de 7% depois de a China anunciar que importou o maior volume de minério de ferro em 33 meses. Foram 101 milhões de toneladas da commodity em junho, 35,25% a mais do que o volume do mesmo período no ano passado.

Para que se tenha ideia, uma ação da Vale passou a custar R$ 61,70, batendo recorde nominal. Além da valorização dos papéis da mineradora, o investidor nacional também respirou aliviado com o resultado do IBC-Br, conhecido como “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), que teve alta de 1,31%. Você verá detalhes a seguir.

Isso ajudou a Bolsa a fugir das perdas na Ásia e na Europa, causadas respectivamente pela “recessão técnica” confirmada por Singapura e pela cautela à espera de uma vacina contra o coronavírus.

Já os EUA contribuíram positivamente para o fechamento no azul do Ibovespa porque, por lá, está aberta a temporada de balanços das empresas. O mercado financeiro aguarda os números com esperança de que a safra venha acima das expectativas. Hoje mesmo saiu o resultado do segundo trimestre da instituição financeira JPMorgan, cujo lucro líquido caiu 51% no período, mas a queda foi menor do que se esperava.

Porém, o mercado estadunidense permanece em alerta por causa da tensão entre o país e a China e pela decisão do governo da Califórnia de retornar às medidas de isolamento para conter o avanço da COVID-19.

Por aqui, a média móvel – que aponta com mais precisão a evolução da doença e é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete – mostra aumento de mortes pelo vírus em nove estados e no Distrito Federal. No País, foram 770 mortes registradas nas últimas 24 horas e 21.783 novos casos confirmados.

Bolsa volta aos 100 mil pontos com ações da Vale e prévia do PIB positiva

Apesar de retomada econômica lenta, mercado vê Ibovespa acima dos 110 mil pontos em 2020, diz estudo

Já se prevê que o Brasil tem um longo caminho para a recuperação econômica – estima-se que o País alcance os níveis pré-crise apenas em 2022. No entanto, gestores de recursos entrevistados pelo Bank of America (BofA) acreditam que os ativos de renda variável vão se recuperar já no ano que vem.

O levantamento, batizado de “Latam Fund Manager”, mostrou que 63% dos entrevistados esperam que o PIB brasileiro volte aos níveis de 2019 somente em 2022. Apesar disso, quase metade dos gestores projetam que o Ibovespa ultrapasse a linha dos 110 mil pontos até o final deste ano. Em segundo lugar estão os investidores que acreditam que o principal índice da Bolsa brasileira feche o ano entre 95 mil e 110 mil pontos.

“Prévia” do PIB mostra recuperação de 1,31% da economia em maio

Depois de quedas acentuadas em fevereiro, março e abril, o nível de atividade da economia brasileira em maio registrou recuperação de 1,31% ante a abril, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central (BC). Em abril, o indicador havia registrado recuo de 9,45% (dado revisado).

Este índice é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país –, usado para medir a evolução da economia.

Este resultado que já passou pelo ajuste sazonal, que nada mais é do que uma “compensação” para comparar períodos diferentes.

Apesar de mostrar que o pior pode estar passando, a alta do IBC-Br foi menor do que o mercado financeiro esperava. As estimativas que o Projeções Broadcast, da Agência Estado, havia coletado entre os profissionais estava entre +1,90% e +7,20%, com mediana em +4,40%.

O BC também informou que o índice acumulou baixa de 6,08% no acumulado de janeiro até maio de 2020. Já na comparação entre maio deste ano e de 2019, houve queda de 14,24% na série sem ajustes sazonais.

Governo autoriza recontratar funcionários demitidos na pandemia com salário menor

Funcionários que foram demitidos durante a crise provocada pela pandemia do coronavírus poderão ser recontratados sem que isso configure fraude trabalhista, conforme o governo federal autorizou nesta terça-feira. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

Na portaria, que já está em vigor e vale até dezembro deste ano, está escrito: “Durante o estado de calamidade pública […] não se presumirá fraudulenta a rescisão de contrato de trabalho sem justa causa seguida de recontratação dentro dos noventa dias subsequentes à data em que formalmente a rescisão se operou”.

A nova regra não autoriza, de forma geral, que se mude o contrato do trabalhador – e isso inclui redução de salários ou rebaixamento de cargos para os profissionais recontratados. Porém, ela abre a possibilidade para que alterações de contratos caso isso esteja previsto em coletivo ou convenção coletiva de trabalho.

“A recontratação de que trata o caput poderá se dar em termos diversos do contrato rescindido quando houver previsão nesse sentido em instrumento decorrente de negociação coletiva”, diz a portaria.

Decreto amplia prazo para suspensão de contratos de trabalho e redução da jornada

Outra mudança no mundo do trabalho foi publicada também nesta terça-feira no DOU, via decreto que amplia o prazo do programa que permite a redução de jornada e de salário e a suspensão de contratos de trabalho. Essas medidas foram anunciadas como forma de evitar maior perda de empregos em meio à pandemia do novo coronavírus. Assinam o decreto o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da economia, Paulo Guedes.

O período determinado anteriormente era de 90 dias, ou três meses. O novo decreto acrescenta 30 dias ao período que permite a redução da jornada e do salário, que agora totalizará 120 dias (quatro meses) desde o anúncio da medida provisória inicial. Já a suspensão de contratos teve prazo ampliado em 60 dias, também passando a completar quatro meses.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

quem ama, compartilha!

Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) [email protected]

Leia em seguida

Ações dos grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho

4 de agosto de 2020

Itaú liderou as quedas na Bolsa e 66 das 75 ações do Ibovespa fecharam em baixa. O que houve para quase todo mundo cair junto? Entenda de um jeito simples!

Bolsas do mundo fecham no azul, mas Ibovespa fica no zero a zero

3 de agosto de 2020

Crescimento da indústria na zona do euro e China impulsionaram as bolsas do mundo, mas o Ibovespa amargou o zero a zero. Entenda o motivo.

Bolsa cai 2%, mas fecha o mês no azul pela quarta vez consecutiva

31 de julho de 2020

Apesar da queda do dia, esperança com uma possível vacina contra o coronavírus ajudou julho a fechar em alta. Saiba o que mais rolou no mercado financeiro.

SIGA O INSTAGRAM @financasfemininas