Bolsonaro afirma testar positivo para coronavírus e Bolsa reage mal

7 de julho de 2020 - Por

Bolsonaro testa positivo para coronavírus e Bolsa reage mal

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,19% (97.761 pontos)

Dólar: +0,63% (R$ 5,38)

Casos de coronavírus: 1.643.539 confirmados e 66.093 mortes*

Resumo:

  • Maia defende o fim dos juros do cartão de crédito e do cheque especial e ações dos grandes bancos caem;
  • Jair Bolsonaro afirma ter testado positivo para COVID-19; preocupação do investidor acentua queda do Ibovespa;
  • EUA segue quebrando os próprios recordes de casos de coronavírus, acendendo alerta nos investidores;
  • preço de venda dos imóveis residenciais tem alta acumulada no primeiro semestre;
  • mais de 565 mil foram excluídos do auxílio emergencial em maio, mostra relatório do TCU.

Nesta terça-feira (7), o Ibovespa viveu um dia de quedas, especialmente puxadas pelos grandes bancos. Suas ações caíram fortemente depois que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, defendeu o fim dos juros do cartão de crédito e do cheque especial.

As ações dos grandes bancos pesam tanto assim no principal índice da Bolsa brasileira porque representam mais de 15% do total.

O movimento de queda ficou ainda mais intenso depois que Jair Bolsonaro, presidente da República, afirmou ter testado positivo para coronavírus. A confirmação acendeu um alerta nos investidores não apenas por causa da saúde de Bolsonaro em si, mas, sim, porque ele esteve em contato com inúmeros ministros e parlamentares – aumentando o potencial risco de contaminação dessas autoridades. A Exame fez uma lista de todas as personalidades políticas que estiveram em contato com o presidente nos últimos dias.

O chefe do executivo é um dos muitos casos que seguem despontando no mundo: os Estados Unidos segue com a curva de contágio crescente. Miami, na Flórida, se tornou um ponto crítico do COVID-19 no país e teve que voltar a fechar restaurantes. Este exemplo mostrou aos investidores que ainda é cedo para otimismo e que cautela segue sendo a melhor estratégia.

Por aqui, ultrapassamos as 66 mil mortes por coronavírus confirmadas e já são quase 1,7 milhão de casos registrados.

Bolsonaro testa positivo para coronavírus e Bolsa reage mal

Preço de venda dos imóveis residenciais tem alta acumulada no primeiro semestre

O preço da venda de imóveis residenciais em junho avançou 0,18% em termos nominais – ou seja, sem considerar a inflação – em 50 cidades, de acordo com informações do Índice FipeZap, divulgado nesta terça-feira.

Como a variação ficou abaixo da alta esperada para a inflação no período, que é de 0,24%, o resultado seria uma queda de 0,06% no preço real dos imóveis, caso essa taxa de inflação seja realmente confirmada.

Contudo, os preços de vendas dos imóveis residenciais no primeiro semestre tiveram alta acumulada de 1,11%, ante inflação de 0,08%. Caso a variação do IPCA de maio for confirmada, a alta real dos preços dos imóveis – que considera a inflação – será de 1,03%.

O valor dos imóveis acumula alta nominal (sem descontar inflação) de 0,81% nos últimos 12 meses e queda real (considerando a inflação) de 1,23%.

Mais de 565 mil foram excluídos do auxílio emergencial em maio, mostra relatório do TCU

Mais de 565 beneficiários do Auxílio Emergencial foram excluídos do programa no mês de maio por não terem, de fato, direito ao recurso, de acordo com informação transmitida ao Tribunal de Contas da União (TCU) pelo Ministério da Cidadania.

O relatório mostrou que os 565.351 beneficiários excluídos chegaram a receber a primeira parcela do auxílio emergencial em abril, porém, foram considerados inaptos para a segunda parcela.

Alguns dos motivos listados pelo Ministério da Cidadania para a exclusão são:

  • benefício em nome de um preso;
  • beneficiário residente no exterior;
  • morte indicada em base da Receita Federal;
  • beneficiários com mandados de prisão;
  • remoção solicitada pela própria pessoa.

O TCU, que deve analisar o relatório nesta quarta-feira (8), já havia informado que enviaria ao Ministério Público casos de pessoas que receberam os recursos sem ter direito. Desta forma, o MP poderá decidir se abrirá ação penal contra os indivíduos.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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