Canudo: não adianta só deixar de consumir, é preciso criar conscientização

26 de junho de 2018 - Por

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*Carolina Camocardi

Um assunto muito falado no momento é a campanha contra o canudo de plástico. Porém, alguns hábitos só são mudados quando há conscientização. E para conscientizar é preciso ter informação sobre o problema, a causa e possíveis soluções.

O problema do lixo plástico, que leva 450 anos para se decompor no meio ambiente, todo mundo já conhece. Observar que todos nós somos agentes responsáveis por esse lixo, é outra história.

De um modo geral, não conseguimos ter a percepção de que tudo está interligado. O comportamento de consumo desenfreado, sem um planejamento financeiro e consciente, leva a ações desastrosas com efeitos colaterais, tanto para o bolso quanto para as emoções.

De acordo com dados da campanha The Last Plastic Straw (O último canudo de plástico), somente nos Estados Unidos são consumidos, em média, 500 milhões de canudos por dia. Imagine se somarmos as sacolas, garrafas e diversos resíduos plásticos, onde a conta vai parar. Alguns podem levantar a questão de que tudo isso pode ser reciclado.

Neste momento entram duas questões importantes. Uma é que o processo de reciclagem também gera um grande impacto ambiental, muitas vezes maior do que o de produção, dependendo do produto. Especialistas do Instituto Akatu advertem que reciclagem deveria ser a última tentativa, quando já não conseguimos transformar em nada. E a segunda questão é que muito desse lixo nem chega às lixeiras, quem dirá a um processo de reciclagem.

Segundo o Instituto Oceanográfico da USP, 95% do lixo descartado nas praias brasileiras é de plástico. Esse mesmo lixo vai parar no organismo de milhares de animais marinhos, provocando mortes e contribuindo para o desequilíbrio ambiental. Ou seja, percebe o que cada um de nós que esqueceu o que aquele canudinho ou a garrafinha na areia está causando?

Não gerar nenhum impacto ambiental é impossível, mas conseguimos reduzir e contribuir com a construção de um cenário mais sustentável.

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A indústria da moda é a que mais polui, só perdendo para a indústria do petróleo. No entanto ,ela pode ajudar no processo de ressignificar esses resíduos.

O tecido 100% pet é produzido com fibras sintéticas provenientes de garrafas pets que já não tem uso. Lembra do impacto de reciclagem? Importante usar essas garrafas de diversas formas até chegar ao máximo do ciclo de vida, sendo descartadas para reciclagem quando não cumprirem mais a função. Esse novo comportamento gera automaticamente uma redefinição do consumo. Se uso algo por mais tempo, compro menos e com mais ênfase na necessidade – e isso refletirá em uma vida financeira mais equilibrada.

Para fazer um metro de tecido pet 100% reciclado, 8 garrafas são tiradas do meio ambiente, segundo a empresa EcoSimples.

Percebe que voltamos à primeira questão?

A consciência de que tudo que consumimos, inclusive das roupas é importante para mudar o nosso comportamento e construir um mundo melhor.

*Carolina Camocardi é personal stylist e trabalha com o conceito da imagem consciente. Desenvolve consultorias personalizadas com foco no autoconhecimento da própria imagem, desconstrução de paradigmas e reorganização visual e conceitos. 

Fotos: Fotolia

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