CEO ou Presidente da República: mais fácil chegar ao topo de uma empresa ou de um país?

CEO ou Presidente da República: mais fácil chegar ao topo de uma empresa ou de um país?

*Barbara Martins da Adzuna – Todos os Empregos

Em um período pós-eleição conturbado e polêmico, nada mais apropriado do que falar de política. Mas não da forma que está pensando… Você provavelmente já parou para pensar nos passos que levam os profissionais a alcançarem altos cargos nas empresas. Mas já comparou o processo ao cargo mais alto e importante em um país?

A Adzuna resolveu fazer uma pesquisa dos principais requisitos para comparar a eleição presidencial ao processo seletivo de grandes empresas para contratarem seus CEOs (Chief Executive Officer ou Diretor Chefe Executivo). Vem conferir o resultado:

Os Requisitos

Diferente de países europeus e dos Estados Unidos, o Brasil não exige muito dos candidatos à presidência. Escolaridade mínima, por exemplo, não é considerada para a escolha do presidente no país, enquanto no exterior é fator indispensável que o candidato tenha completado o Ensino Superior. Para concorrer ao cargo mais alto e importante da República, qualquer pessoa pode candidatar-se, desde que cumpra com as seguintes condições:

  1. Ser brasileiro nato.
  2. Ter idade mínima de 35 anos.
  3. Ser filiado a um partido político.
  4. Estar de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Na iniciativa privada, o curso superior é requisito básico, mais comumente em áreas como administração de empresas e engenharia. Pós-graduação, MBA ou doutorado são grandes vantagens.

A busca pelo cargo de CEO também descarta idade e nacionalidade como requisitos. A Microsoft, segunda empresa mais valiosa do mundo, por exemplo, tem uma angolana (Paula Belliziano) como CEO no Brasil e um indiano (Satya Nadella) como CEO global.

Em tempos de diversidade e globalização, a nacionalidade do candidato a CEO pouco importa perto de um currículo impecável. Domínio da língua inglesa é mandatório, além de desenvoltura para discursar em público e capacidade para negociação.

A idade mínima também não é critério determinante no mundo corporativo, principalmente na era das startups. Recém-formados ditando as regras já é algo comum. Elon Musk, hoje CEO da Tesla e SpaceX, fundou sua primeira empresa (Zip2) logo após a universidade. Mark Zuckerberg se tornou CEO do Facebook aos 20 anos e Larry Page tinha 25 quando assumiu o cargo no Google. No Brasil, o mais famoso jovem CEO é Pedro de Godoy Bueno, que comanda a rede de laboratórios de diagnósticos DASA desde seus 24 anos.

O Processo Seletivo

Escolher um CEO exige tempo e diversas etapas. Apesar de uma campanha eleitoral para presidente também se estender por longas semanas, a contratação de um Diretor Chefe Executivo envolve critérios rígidos, afinal, é uma escolha decisiva para o futuro da empresa.

A experiência prévia do profissional, por exemplo, é crucial, ao contrário do que acontece com o candidato a presidente, cujo passado profissional não pesa na candidatura. Para comandar uma empresa é primordial que o candidato tenha um histórico de sucesso, com passagem por vários departamentos estratégicos, como financeiro e comercial, ao longo da carreira.

Outra diferença significativa é a forma de escolha: enquanto para o CEO os esforços são feitos principalmente pelo próprio departamento de RH da empresa ou por organizações especializadas em recrutamento de alto escalão (as chamadas head hunters), para um presidente se eleger a ferramenta mais poderosa é uma boa campanha eleitoral, criada pela própria equipe do candidato. Ou seja, é uma autopromoção que não se dá naturalmente como no caso do CEO.

Impeachment

A pressão por resultados positivos é algo comum a ambos os cargos. E se pensarmos bem, para qualquer atividade profissional. Por isso, manter-se em uma posição na carreira ou alcançar um cargo mais alto pode ser bastante desafiador. Nem mesmo o fato de você ser fundador(a) da empresa garante sua permanência. Steve Jobs foi demitido (e depois recontratado) da Apple, Travis Kalanick foi afastado da UBER e David Neeleman, antes de fundar a Azul Linhas Aéreas no Brasil, foi praticamente expulso da JetBlue.

Assim como exemplos na nossa república provam que o cargo de presidente também não é garantido. A renúncia de Fernando Collor e o impeachment de Dilma Rousseff são os mais recentes. Presidentes devem agradar a população tanto quanto CEOs devem agradar seus clientes.

No mundo corporativo, estima-se que 60% dos CEOs não passam mais de seis anos no cargo, dois a mais que um mandato de presidente da República.

Chefe de Estado ou Chief Executive Officer?

A faixa presidencial parece ser mais acessível do que o cargo de presidente de empresa. Não que seja fácil conquistar milhões de votos, mas a exigência de qualificação é significativamente menor.

Um candidato a presidente pode convencer eleitores na base da simpatia e de promessas sem fundamento. Já para CEO, seu nome não é seguer cogitado se não puder comprovar que é capaz de alcançar os resultados esperados pela organização. Mas, uma vez no poder, ambas as funções requerem habilidades tanto de gestão quanto de política para desempenharem um mandatos bem sucedidos.

*Para quem almeja a liderança de uma grande empresa, sua trajetória pode começar hoje mesmo ao se candidatar em uma das quase 300 mil vagas disponíveis no site da Adzuna!

Fotos: Adobe Stock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter! 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Você gostou desse conteúdo?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close