Cheque especial: vilão da renda mensal

23 de abril de 2013 - Por

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Por mais que seja controlada nas finanças, mês ou outro você acaba caindo no cheque especial? A partir desse momento não olha o saldo no banco e, pior, não dá nem uma espiadinha para saber os juros cobrados por usar aquele valor. Isso não é um bom sinal! Pelo contrário, isso significa que está entrando numa fria. Fique esperta!

O nome cheque especial é familiar para muita gente, mas poucos sabem o que a combinação das palavras realmente significa. Mais um sinal de alerta! A partir do momento que você tem um bom relacionamento com o banco e dependendo do seu salário, ganha esse “bônus”. Então tem muita gente que se acostuma a usar aquela quantia “extra” para fechar as contas no fim do mês, sem perceber que acaba pagando juros altos diariamente.

Usar esse dinheiro é como fazer um empréstimo que já foi pré-aprovado pelo banco. O valor disponível depende de cada pessoa, ou seja, pode ser baixo ou bem alto, tudo de quanto recebe de salário e da sua relação com o banco. Assim como num financiamento que o cliente paga juros pelas parcelas, no cheque especial funciona da mesma coisa.

Por exemplo: se você fez uma compra de R$ 70, mas só tinha R$ 50 de saldo, automaticamente o banco te emprestou R$ 20. Só que para emprestar cobram juros todos os dias – altos, diga-se de passagem – enquanto não cobrir o valor.

Segundo dados divulgados pelo Procon em Abril de 2013, o custo médio desses juros giram em torno de 7,92% ao mês. Bem alto! Ou você conhece alguma aplicação financeira que te dê este tipo de retorno por mês? Hoje em dia, está difícil de encontrar este nível de rendimento no ano!!! Por isso, não se habitue em usar o limite todo mês. Por mais que seu gerente diga que isso é um benefício oferecido ao cliente, não acredite! O dinheiro que a instituição disponibiliza é indicado para ser usado apenas em emergências – ele custa muito caro.

Pare de usar cheque especial
1 –
Imprima o extrato do mês anterior. Guarde com você e a partir desse momento passe a anotar todos os gastos que faz em um mês.

2 – Assinale no extrato quanto usou do cheque especial no mês anterior. Questione o seu gerente qual é o valor do seu limite e como faz para diminuí-lo.

3 – Anote por um mês os gastos. Não esqueça nada, até das balas! Confirme o que pode eliminar e quais são os seus principais gastos – fixos e os desnecessários.

4 – Estude uma forma de enxugar seus gastos, mas fazendo tudo que gosta como ir a manicure, tomar um cafezinho depois do almoço

5 – Peça para diminuir o seu cheque especial. Em casos extremos, exija ficar sem nenhum limite! Assim só usará o que receber de salário. Ao fazer esta operação, peça um documento que comprove isso.

6 – Toda a semana tire um extrato (isso pode ser feito gratuitamente ao acessar sua conta pela internet). Marque quanto de dinheiro tem e qual é o seu limite.

7 – Abandone o hábito de fazer compras sem ter o dinheiro todo disponível na conta. Se você não abe o saldo – e se pode fazer determinado gasto – consulte o Internet Banking, antes de sair gastando o que não tem e entrar novamente no cheque especial.

Emergências
O cheque especial pode ser usado, mas apenas em emergências. Não espere muito tempo para cobrir o dinheiro que pegou emprestado. Dessa forma não paga tantos juros abusivos, resolve o seu problema e permanece com sua saúde financeira estável. Se perceber que for precisar ficar no vermelho durante um período de tempo mais longo, opte por tomar um empréstimo pessoal – as taxas de juros aqui são bem menores…

Quais são suas dúvidas?

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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