China embala bom humor global e ajuda Bolsa a tocar os 99 mil pontos

6 de julho de 2020 - Por

China embala bom humor global e ajuda Bolsa a tocar os 99 mil pontos

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,24% (98.937 pontos)

Dólar: +0,59% (R$ 5,35)

Casos de coronavírus: 1.613.351 confirmados e 65.120 mortes*

Resumo:

  • Declaração da China sobre mercados de ações anima e ajuda bolsas do mundo inteiro a fecharem no azul;
  • bom humor global e declarações de Paulo Guedes ajudam Ibovespa a tocar os 99 mil pontos;
  • mercado prevê retração de 6,5% na economia brasileira em 2020;
  • comércio cresce 5% em maio na comparação com abril, diz Serasa Experian;
  • depósitos na poupança superam saques em R$ 20,5 bilhões em junho;
  • Auxílio Emergencial: Caixa libera saque de primeira parcela do terceiro lote de aprovados.

A semana começou com o pé direito para o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira: ao longo desta segunda-feira (6), ele chegou a tocar os 99 mil pontos. Apesar de ter reduzido os ganhos ao final da tarde, foi nítida a influência do bom humor internacional.

O otimismo foi reflexo de boas notícias vindas da China. Um editorial do China Securities Journal, um veículo oficial do país, afirmou que um “mercado em alta saudável” é importante, mostrando que a recuperação da economia gigante asiático pós-pandemia envolve um mercado de ações forte.

O mercado leu o comentário como um sinal de que o governo chinês poderá dar uma forcinha neste sentido, aumentando o ânimo de índices do mundo inteiro: o Stoxx 600 Europe fechou em alta de 1,58%, por exemplo, enquanto o índice de Xangai teve alta de 5,71%. Este foi o dia de maiores ganhos do índice desde de fevereiro de 2018, segundo o Valor Investe.

Por aqui, os investidores viram com bons olhos as declarações de Paulo Guedes, ministro da Economia, a respeito de uma reforma tributária em breve e privatizações. O setor bancário também teve um bom dia, ajudando a sustentar a alta do Ibovespa.

O Brasil já soma mais de 1,6 milhão de casos confirmados de coronavírus, ultrapassando as 65 mil mortes.

China embala bom humor global e ajuda Bolsa a tocar os 99 mil pontos

Mercado prevê retração de 6,5% na economia brasileira em 2020

Profissionais do mercado financeiro melhoraram ligeiramente sua estimativa para a economia brasileira em 2020, projetando uma retração de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. Na semana passada, a previsão era de queda de 6,54%.

Este dado faz parte do relatório “Focus”, nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de economistas de mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, ficou em 1,63% – o que seria o menor patamar já registrado desde 1995, início da série histórica do IBGE, caso a previsão se confirme.

Comércio cresce 5% em maio na comparação com abril, diz Serasa Experian

Dados divulgados pelo Serasa Experian nesta segunda-feira mostram que a atividade do comércio teve aumento de 5% em maio, ante a abril deste ano, com os devidos ajustes sazonais. No mês anterior, houve queda recorde de 16,8%, segundo o IBGE.

“Mesmo que pequena, a movimentação da variação mensal tende a continuar positiva nos próximos meses, já que várias regiões brasileiras estão retomando o funcionamento dos comércios”, disse o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian.

A alta foi puxada pelo segmento de Material de Construção, que cresceu 9,7% no mesmo período. “Parte da população que está mais em casa pode ter encontrado tempo e necessidade de executar pequenas obras, reparos e manutenções, por isso, o movimento positivo neste setor”, justificou.

Em segundo lugar está o grupo de Alimentos e Bebidas, cuja alta foi de 6,7% e, em terceiro, Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (6,1%). Contudo, os demais segmentos seguem acumulando quedas: Combustíveis e Lubrificantes (-1,8%); Veículos, Motos e Peças (-0,4%) e Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-0,5%).

Depósitos na poupança superam saques em R$ 20,5 bilhões em junho

Pelo quarto mês consecutivo, as pessoas estão mais colocando do que retirando dinheiro da poupança: em junho, os depósitos superaram os saques em R$ 20,533 bilhões, informou o Banco Central nesta segunda-feira.

Esse é o melhor resultado para meses de junho desde 1995, quando começou a série histórica.

Apesar de não ser o investimento mais recomendado – especialmente em tempos de Selic baixa –, a caderneta segue como a queridinha do brasileiro. Esse mês, o saldo da poupança subiu para R$ 943,638 bilhões, ante os R$ 921,066 bilhões registrados em maio.

Auxílio Emergencial: Caixa libera saque de primeira parcela do terceiro lote de aprovados; confira o calendário de saques

A partir desta segunda-feira, o terceiro lote de aprovados para receber o Auxílio Emergencial já conseguirá sacar e transferir a primeira parcela. A Caixa Econômica Federal está liberando a função de acordo com o mês de nascimento do trabalhador – hoje foi a vez de 400 mil nascidos em janeiro.

Ao todo, são 4,9 milhões que devem poder sacar e transferir os recursos até dia 18 de julho, dependendo de seu mês de nascimento. Eles já tinham o dinheiro disponível na poupança social digital desde os dias 16 e 17 de junho.

Confira o calendário de liberação de saques e transferências:

  • Nascidos em janeiro: 06/07
  • Nascidos em fevereiro: 07/07
  • Nascidos em março: 08/07
  • Nascidos em abril: 09/07
  • Nascidos em maio: 10/07
  • Nascidos em junho: 11/07
  • Nascidos em julho: 13/07
  • Nascidos em agosto: 14/07
  • Nascidos em setembro: 15/07
  • Nascidos em outubro: 16/07
  • Nascidos em novembro: 17/07
  • Nascidos em dezembro: 18/07

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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