Co-fundadora do Tinder sofre assédio sexual

2 de julho de 2014 - Por

assédio sexual tinder

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O aplicativo de paquera Tinder não demorou muito tempo para fazer sucesso. Criado em Los Angeles em 2012, o app rapidamente ganhou popularidade e hoje está disponível em vários países. Em estatísticas, jamais saberemos quantos casais conseguiu unir, seja um relacionamento sério ou envolvimento passageiro. O que sabemos é que nos bastidores os fundadores do aplicativo viveram uma história conturbada e que terminou em um escândalo simplesmente lamentável para o mundo corporativo.

Para quem não acompanhou a polêmica, a co-fundadora do Tinder, Whitney Wolfe, está processando o aplicativo por assédio sexual. Entre outras coisas, ela acusa o diretor de marketing e também co-fundador Justin Mateen de chama-la de prostituta diversas vezes, inclusive na presença de Sean Rad, presidente da empresa. Os advogados da executiva anexaram ao processo cópias de várias mensagens de celular que teriam sido enviadas de Justin para Whitney em ambiente de trabalho, contendo agressões verbais, ameaças e comentários racistas. Os insultos teriam começado após o fim do relacionamento entre os dois.

Antes de encaminhar a questão para a justiça americana, Whitney havia informado o chefe Sean Rad para que uma providência fosse tomada. Em vez de um parecer favorável, ele ameaçou tirar dela o título de co-fundadora do aplicativo, alegando que a imagem de uma mulher nesta posição iria desvalorizar a empresa.

reprodução internet

Tribunais

Apesar de ter sido vítima do assédio de um ex-namorado inconformado, as tentativas de Whitney em resolver a questão internamente fracassaram. Ela não só não teve o apoio do chefe como foi dispensada da equipe. Fora da empresa, ela resolveu abrir o processo e tentar obter justiça pelas vias legais. Com toda a imprensa norte-americana divulgando o escândalo, as companhias IAC e Match.com, que detém a fatia majoritária do aplicativo, informaram que suspenderam o diretor de marketing enquanto conduzem uma investigação interna.

Mesmo reconhecendo que as mensagens encaminhadas de Justin para Whitney eram inapropriadas, as detentoras do aplicativo publicaram nota dizendo que considera “infundadas” as acusações que ela faz sobre a gerência do Tinder.

De forma geral, costumamos trazer histórias marcantes e positivas envolvendo mulheres de sucesso. O que veio à tona esta semana foi o caso de uma jovem que realmente vinha construindo uma carreira sólida e com tudo para ganhar cada vez mais notoriedade, mas que agora se vê obrigada a lidar com um escândalo público em função de um ex-namorado inconsequente e um chefe machista.

Se já é incômodo ter que lidar com a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho até hoje, saber que uma situação delicada como essas foi tratada com tamanha desproporção é um golpe duro. Bom saber que Whitney não se intimidou diante das ameaças do ex-namorado, muito menos com a postura do ex-chefe. E já que o bom senso não foi capaz de trazer uma solução à violência verbal que ela vinha sofrendo, que a justiça americana seja capaz de compensar a sequência de covardias sofridas pela executiva.

 

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