Co-saving: método para juntar dinheiro em grupo funciona?

6 de março de 2018 - Por

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Gastar dinheiro em grupo é fácil – as saídas com as amigas e jantares em família que o digam. Mas já pensou em juntar dinheiro em grupo? Essa é a proposta do co-saving, especialmente útil quando há um objetivo em comum, como uma festa colaborativa, uma viagem ou algo em família.

Com essa proposta, você pode guardar grana com amigos, familiares, parceiro/a e até mesmo desconhecidos. É justamente o senso de responsabilidade e a sensação de estar sendo “vigiada” pelos demais membros do círculo que faz com que o co-saving funcione bem para quem não costuma ser muito regrada.

Hoje, existem dois aplicativos que fazem o meio-campo: Tanda, criação do diretor de produto do Yahoo Finance Corey Bozarth, e Twine – este último especialmente focado em casais. Uma pesquisa do Twine revelou que 33% dos entrevistados se sentem ansiosos, confusos ou aborrecidos por juntar grana com seus parceiros. Ou seja, não importa o grau de intimidade, lidar com dinheiro não é tarefa fácil para muita gente.

Como se junta dinheiro em grupo?

Os membros do círculo se juntam online, via aplicativo, e contribuem com uma quantia fixa mensalmente. A cada mês, um membro do grupo leva todo o montante. O ciclo continua até que todos tenham embolsado a grana.

Pode parecer estranho ou moderno demais, mas, de novo, esse método não tem nada. Sociedades que tinham pouco acesso ao sistema bancário têm tradição de guardar dinheiro em conjunto. Alguns artigos científicos os chamam de associações de poupança rotativa e crédito (do inglês, rotating savings and credit associations, ou ROSCAS), mas que localmente podem ser chamadas de “tanda”, no México, “hui”, na China, e “stokvels”, na África do Sul.

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As opções modernas desenvolveram mecanismos para funcionarem melhor em nossa sociedade. O Tanda, por exemplo, premia o membro do grupo que esperar mais para pegar o montante com 2% de bônus. Há, ainda, um ranking de confiabilidade entre os usuários e cobertura do app, caso um membro deixe de contribuir.

Já o Twine, cuja proposta é facilitar na hora de juntar dinheiro em casal, é muito útil quando há uma meta maior, como casamento, a compra da casa própria ou as férias dos sonhos. O objetivo é que os dois depositem dinheiro, assim, o montante cresce mais rápido. É como se fosse uma conta conjunta, mas voltada para uma meta de poupança. Dependendo do objetivo, o app dá a opção de apenas juntar ou de investir.

Apesar de ter a vantagem de tornar o processo de juntar dinheiro mais automático e lúdico, o co-saving tem a desvantagem de não oferecer grandes rendimentos aos usuários. Por isso, é preciso avaliar se o sistema é vantajoso para você e se não vale a pena fazer um “co-saving DIY”, no qual você e um grupo de confiança guardam recursos, mas em investimentos mais atrativos. Vale a ressalva: cuidado para não ficar a ver navios, então, apenas invista em conjunto com quem você confia.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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